quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
domingo, 4 de janeiro de 2015
A Epifania palotina | Pe. Mariusz Malkiewicz SAC
A Epifania palotina | Pe. Mariusz Malkiewicz SAC
Informativo BELÉM - Secretariado Geral para a Formação (Boletim mensal: Janeiro de 2010, nº 47)
Para nós palotinos, janeiro é particularmente
marcado por importantes celebrações. Inicia-se com a solenidade da Epifania e
com a tradicional celebração do Oitavário; com a recordação da inspiração da
instituição da Obra do Apostolado Católico (UAC), no dia 9 de janeiro; e o dia
22 de janeiro, dia da morte de São Vicente Pallotti, que se transformou em uma
data celebrativa de toda a Família Palotina. [...]
Diante
deste contexto palotino, gostaria de partilhar com vocês algumas reflexões
sobre a Epifania palotina, isto porque no final do mês de novembro passado
(28-29/11/2009), o Instituto Pallotti, na Polônia, organizou seu simpósio
semestral, com o tema: “A prática do solene Oitavário da Epifania de Pallotti –
um acontecimento ou uma herança?”
Durante os dois dias do simpósio, tratou-se sobre alguns aspectos da Epifania
palotina: iniciando com traços litúrgicos da festa, seguidos pela descoberta do
fenômeno do Oitavário proposto por Pallotti e a celebração do Oitavário na tradição
polonesa, para atingir a perspectiva moderna da celebração da Epifania palotina
(com base em algumas experiências realizadas na Itália, Brasil e México).
Não é nenhuma novidade o fato de interrogar-se sobre a possibilidade de recuperar
ou relançar, hoje, a proposta da Epifania de Pallotti. É inconteste a forma
litúrgica usada por ele, isto é, que a oitava fosse só uma forma tirada da
idéia e da mensagem do mistério celebrado na Epifania. O evento dos Magos, enquanto
símbolo da universalidade da Igreja e da vocação de todos os povos à salvação,
para Pallotti, constituía um mistério mais que correspondente e conforme a sua
intuição da obra do Apostolado Universal. Vale a pena mencionar ainda, dois
aspectos do Oitavário de Pallotti, que refletem a idéia da União do Apostolado
Católico.
A UNIVERSALIDADE PARA A UNIDADE: no programa do Oitavário de cada ano, Pallotti
propõe para cada dia da oitava, a celebração da missa nos diversos ritos da
Igreja. A exemplo do programa de 1840, além do rito latino, aparecem também os
ritos: armeno, sírio, caldeu, grego, maronita, greco-melquita, siro-maronita.
Evidentemente, tais celebrações não constituíam como único elemento do
Oitavário, mas mostravam a intenção de São Vicente Pallotti de dar vida às
diversidades existentes no interior da nossa Santa Igreja.
Por isso, através da liturgia, orientava a diversidade dos ritos, das culturas
e das línguas, em busca da unidade. Por outro lado, permitia experimentar que a
diversidade respeitada, conhecida e avaliada poderia favorecer a unidade. Deste
modo, Pallotti fazia resplandecer a precisa variedade que adorna a Santa Igreja
(cf. OOCC I, 349), e como se mantém a unidade da Igreja na variedade dos ritos,
das línguas e das nações (cf. OOCC I, 342).
O APOSTOLADO PARA A EVANGELIZAÇÃO: o convite feito para cada Oitavário tinha
sempre o caráter missionário. Visava o crescimento, a defesa e a propagação da
piedade e da fé católica (cf. OOCC VI, 139). Com essa finalidade, durante os
dias do Oitavário, os fieis eram sensibilizados com as necessidades concretas
da obra evangelizadora. Muitos fiéis faziam doações em dinheiro, de objetos
litúrgicos ou devocionais, que, após o Oitavário, eram fielmente distribuídos
aos destinatários. Além disso, como bom pastoralista, Pe. Pallotti dava muita
importância ao envolvimento de todos, para um bom desenvolvimento das funções
do Oitavário. Eram convidados pregadores, comunidades religiosas, colégios,
cardeais, clero secular e regular e tantos quantos pudessem colaborar... para
formar um vínculo sagrado de unidade e de zelo nas obras de evangelização (cf.
OOCC I, 339-340).
Com essa sua atitude, Pallotti animava e formava os fiéis para o apostolado e
para a obra evangelizadora. Além disso, dava um concreto exemplo de como se
deve colaborar e cooperar nas iniciativas apostólicas.
Gostaria de concluir desejando a todos que a Epifania torne-se para toda a
Família Palotina, um lugar de união, na qual resplandeça a preciosa variedade,
unidade e colaboração para o apostolado universal.
Durante os dois dias do simpósio, tratou-se sobre alguns aspectos da Epifania palotina: iniciando com traços litúrgicos da festa, seguidos pela descoberta do fenômeno do Oitavário proposto por Pallotti e a celebração do Oitavário na tradição polonesa, para atingir a perspectiva moderna da celebração da Epifania palotina (com base em algumas experiências realizadas na Itália, Brasil e México).
Não é nenhuma novidade o fato de interrogar-se sobre a possibilidade de recuperar ou relançar, hoje, a proposta da Epifania de Pallotti. É inconteste a forma litúrgica usada por ele, isto é, que a oitava fosse só uma forma tirada da idéia e da mensagem do mistério celebrado na Epifania. O evento dos Magos, enquanto símbolo da universalidade da Igreja e da vocação de todos os povos à salvação, para Pallotti, constituía um mistério mais que correspondente e conforme a sua intuição da obra do Apostolado Universal. Vale a pena mencionar ainda, dois aspectos do Oitavário de Pallotti, que refletem a idéia da União do Apostolado Católico.
A UNIVERSALIDADE PARA A UNIDADE: no programa do Oitavário de cada ano, Pallotti propõe para cada dia da oitava, a celebração da missa nos diversos ritos da Igreja. A exemplo do programa de 1840, além do rito latino, aparecem também os ritos: armeno, sírio, caldeu, grego, maronita, greco-melquita, siro-maronita. Evidentemente, tais celebrações não constituíam como único elemento do Oitavário, mas mostravam a intenção de São Vicente Pallotti de dar vida às diversidades existentes no interior da nossa Santa Igreja.
Por isso, através da liturgia, orientava a diversidade dos ritos, das culturas e das línguas, em busca da unidade. Por outro lado, permitia experimentar que a diversidade respeitada, conhecida e avaliada poderia favorecer a unidade. Deste modo, Pallotti fazia resplandecer a precisa variedade que adorna a Santa Igreja (cf. OOCC I, 349), e como se mantém a unidade da Igreja na variedade dos ritos, das línguas e das nações (cf. OOCC I, 342).
O APOSTOLADO PARA A EVANGELIZAÇÃO: o convite feito para cada Oitavário tinha sempre o caráter missionário. Visava o crescimento, a defesa e a propagação da piedade e da fé católica (cf. OOCC VI, 139). Com essa finalidade, durante os dias do Oitavário, os fieis eram sensibilizados com as necessidades concretas da obra evangelizadora. Muitos fiéis faziam doações em dinheiro, de objetos litúrgicos ou devocionais, que, após o Oitavário, eram fielmente distribuídos aos destinatários. Além disso, como bom pastoralista, Pe. Pallotti dava muita importância ao envolvimento de todos, para um bom desenvolvimento das funções do Oitavário. Eram convidados pregadores, comunidades religiosas, colégios, cardeais, clero secular e regular e tantos quantos pudessem colaborar... para formar um vínculo sagrado de unidade e de zelo nas obras de evangelização (cf. OOCC I, 339-340).
Com essa sua atitude, Pallotti animava e formava os fiéis para o apostolado e para a obra evangelizadora. Além disso, dava um concreto exemplo de como se deve colaborar e cooperar nas iniciativas apostólicas.
Gostaria de concluir desejando a todos que a Epifania torne-se para toda a Família Palotina, um lugar de união, na qual resplandeça a preciosa variedade, unidade e colaboração para o apostolado universal.
Informativo BELÉM - Secretariado Geral para a Formação (Boletim mensal: Janeiro de 2010, nº 47) Fonte: deuscaridade.blogspot.com.br (acesso 3 de janeiro de 2015)
O Senhor deu a conhecer a salvação ao mundo inteiro | São Leão Magno
Dos Sermões de São Leão Magno, papa - (Séc. V)
O Senhor deu a conhecer a salvação ao mundo inteiro
Tendo a misericordiosa Providência de Deus decidido vir nos últimos tempos em socorro do mundo perdido, determinou salvar todos os povos em Cristo.
Esses povos formam a incontável descendência outrora prometida ao santo patriarca Abraão; descendência gerada não segundo a carne, mas pela fecundidade da fé, e por isso comparada à multidão das estrelas, para que o pai de todos os povos esperasse uma posteridade celeste e não terrestre.
Entrem, pois, todos os povos, entrem na família dos patriarcas, e recebam os filhos da promessa a benção da descendência de Abraão, à qual renunciaram os filhos segundo a carne. Que todos os povos, representados pelos três Magos, adorem o Criador do universo; e Deus não seja conhecido apenas na Judéia mas no mundo inteiro, a fim de que por toda parte o seu nome seja grande em Israel (Sl 75,2).
Portanto, amados filhos, instruídos nos mistérios da graça divina, celebremos com alegria espiritual o dia das nossas primícias e do primeiro chamado dos povos pagãos à fé, dando graças a Deus misericordioso que, conforme diz o Apóstolo, nos tornou capazes de participar da luz que é a herança dos santos; ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu amado Filho (Cl 1,12-13). Pois, como anunciou Isaías, o povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu (Is 9,1). E ainda referindo-se a eles, o mesmo profeta diz ao Senhor: Nações que não vos conheciam vos invocarão e povos que vos ignoravam acorrerão a vós (cf. Is 55,5).
Esse dia, Abraão viu e alegrou-se (Jo 8,56) ao saber que seus filhos segundo a fé seriam abençoados na sua descendência, que é Cristo, e ao prever que, por sua fé, seria pai de todos os povos. E deu glória a Deus, plenamente convencido de que Deus tem poder para cumprir o que prometeu (Rm 4,20-21).
Esse dia, também Davi cantou nos salmos, dizendo: As nações que criastes virão adorar, Senhor, e louvar vosso nome (Sl 85,9). E ainda: O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça (Sl 97,2).
Como sabemos, tudo isso se realizou quando os três Magos, chamados de seu longínquo país, foram conduzidos por uma estrela, para irem conhecer e adorar o Rei do céu e da terra. O serviço prestado por esta estrela nos convida a imitar sua obediência, isto é, servir com todas as forças essa graça que nos chama todos para Cristo.
Animados por esse desejo, amados filhos, deveis empenhar-vos em ser úteis uns aos outros, para que no reino de Deus, aonde se entra graças à integridade da fé e às boas obras, resplandeçais como filhos da luz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos.
Oitavário da Epifania e São Vicente Pallotti | Pe. Jadir Zaro, SAC
Oitavário da Epifania (em VIDA E OBRA DE SÃO VICENTE
PALLOTTI) - Pe. Jadir Zaro, SAC
A primeira festa aconteceu na igreja do Espírito
Santo, em janeiro de 1836. Nela se realizavam celebrações com sermões em várias
línguas e várias bênçãos. A celebração
partia do seguinte pressuposto: da mesma forma que os magos foram chamados a
adorar o Menino Jesus, todos são convidados a adorar o Deus feito homem, do seu
jeito, conforme a sua cultura, unindo assim toda Igreja ao redor do Deus feito
homem.
Ao trabalhar no Seminário da Propaganda, Vicente teve
a oportunidade de conhecer pessoas de várias nacionalidades, pois os que aí
estudavam eram oriundos dos países de missão. Todo candidato trazia consigo a
nacionalidade, a cultura, a história, o jeito de ser cristão do seu país. Neste
seminário realizavam-se anualmente celebrações com características próprias dos
países de missão.
Tinha, outrossim, ótima oportunidade de assistir às
solenidades religiosas celebradas em diversos ritos, com pompa tipicamente
oriental, e de ouvir discursos, poesias e cantos em diversos idiomas, mormente
na original Festa das Línguas, que se efetuava no Seminário durante o Oitavário
da Epifania.[1]
Ao ver tudo isso, com certeza, Pallotti deve ter-se
perguntado: por que não levar isso ao povo? Assim nasceu a ideia do Solene
Oitavário da Epifania.
A primeira festa aconteceu na igreja do Espírito
Santo, em janeiro de 1836. Nela se realizavam celebrações com sermões em várias
línguas e várias bênçãos. A celebração
partia do seguinte pressuposto: da mesma forma que os magos foram chamados a
adorar o Menino Jesus, todos são convidados a adorar o Deus feito homem, do seu
jeito, conforme a sua cultura, unindo assim toda Igreja ao redor do Deus feito
homem.
Como a festividade foi crescendo, se fez necessário
ampliar o espaço da celebração. Várias igrejas tiveram a oportunidade de
celebrar o Oitavário, até que em 1841 ela se estabilizou na igreja de Santo
André Della Valle, a maior igreja de Roma depois das Basílicas. O ano de ouro
do Oitavário foi em 1870, período do Vaticano I, quando contou com a
participação de muitos bispos e arcebispos. Esta festa perdurou por muitos anos
em Roma. Em
1969 aconteceu a celebração do último Oitavário.
O Oitavário expressa um importante aspecto do ser
palotino, a unidade do ser cristão. Pallotti tinha o desejo de que esta festa
fosse realizada em todo mundo, mas, infelizmente, hoje ela apenas faz parte da
história e de um sonho. O último Oitavário em que Pallotti
participou foi nove dias antes de morrer, em 1850, quando fez o sermão muito
comovido e alegre, se despedindo de seus companheiros.
A estrela da Epifania em nosso brasão
A heráldica da nossa Sociedade, aprovada pelo V Capítulo geral em 1925 (Analecta II, pg. 95), adotada também pelas irmãs, expressa o sentido do apostolado católico que tem a missão de“reavivar a fé e reacender a caridade entre os católicos e propagá-las por tudo o mundo”.
No campo superior do brasão, a cruz representa a fé dos cristãos e tem como fundo a cor azul-celeste, qual dia luminoso da presença do Cristo. Essa cor refere-se também à Nossa Senhora. O apóstolo é enviado para reavivar a fé dos cristãos.
Na parte inferior, o cometa dourado, estrela da Epifania que guiou os sábios do oriente à presença do Senhor para adorá-lo, representa a chamada aos povos pagãos (missio ad gentes) e tem o fundo preto que faz pensar aqueles que ainda não foram iluminados pela fé. (O dourado da estrela é cor da sabedoria: os sábios chegaram a Cristo pela sabedoria humana). O apóstolo, como “estrela da Epifania”, é testemunho da fé em Cristo e foi enviado a propagá-la pelo mundo.
Os dois campos aparecem separados por uma franja na qual pode-se ler a expressão de São Paulo: “Caritas Christi urget nos”. A caridade reacendida permanentemente no seu coração impele o apóstolo a levar o amor e a misericórdia infinita de Deus a todo o mundo, para cumprir a sua missão evangelizadora.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Provocações do Papa Francisco | Ano da Vida Consagrada

"Queria dizer-vos uma palavra, e a palavra é alegria. Onde estão os consagrados, os seminaristas, as religiosas e os religiosos, os jovens, há sempre alegria, há sempre júbilo! É a alegria do vigor, é a alegria de seguir Jesus; a alegria que nos dá o Espírito Santo, não a alegria do mundo. Há alegria! Mas, onde nasce a alegria?"
Francisco, « Autênticos e coerentes » – encontro com os seminaristas, os noviços e as noviças. (Roma, 6 de julho de 2013)
FELIZ NATAL E ANO NOVO | Pe. Jacob Nampudakam SAC - Reitor Geral
"Queridos jovens, não desanimeis!" Com estas palavras, o Papa Francisco se dirigiu aos jovens refugiados presentes em Istambul, Turquia, 30 de novembro de 2014.
Ele acrescentou: “Com a ajuda de Deus, continuam a ter a esperança de um futuro melhor, apesar das dificuldades e obstáculos que vocês estão enfrentando agora. Lembrem-se sempre de que Deus não esquece nenhum de seus filhos, e que as crianças e os doentes estão mais perto do coração do Pai”.
Dedicamos este Natal para as milhares de crianças indefesas e necessitadas em todo o mundo que precisam de alimento, proteção e carinho. O Filho de Deus continua a nascer de novo, diante de nossos olhos, na carne e no sangue dessas criança.
Neste ano dedicado à vida consagrada, enviei uma mensagem de Natal diretamente para cada membro de nossa Sociedade convidando para a renovação espiritual no espírito do Evangelho, como havia desejado nosso fundador, São Vicente Pallotti. Que a vida de Jesus seja o centro de nossas meditações e orações. Que o seu apostolado seja a nossa paixão. Este é também o meu desejo e oração para cada membro da família Palotina.
Para todos vocês, meus melhores votos de um feliz e santo Natal e um ano novo cheio de bênçãos para continuar a viver a sua consagração com alegria e entusiasmo.
Fraternalmente em São Vicente Pallotti,
Pe. Jacob Nampudakam SAC
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A Epifania palotina | Pe. Mariusz Malkiewicz SAC Informativo BELÉM - Secretariado Geral para a Formação ( Boletim mensal: Janeiro de 20...
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Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores que sonhavam com o que seriam depois de grandes… A primeira, olhando as estrelas, disse:...
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Via Sacra rezada por São Vicente Pallotti [1] Por mim nada posso † com Deus tudo posso † por amor de Deus tudo quero fazer ...



