Mostrando postagens com marcador papa Francisco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador papa Francisco. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de novembro de 2015

Papa: "Cuidado com os sacerdotes rígidos (mordem!) e na admissão nos seminários”. E aos bispos: “Presentes na diocese, ou então, renunciem!”

Papa conversa abertamente com os sacerdotes participantes do Congresso organizado pela Congregação para o Clero na Urbaniana.



Flores, frutos, fungos e folhas secas. Depois: sacerdotes rígidos que "mordem"; seminaristas quase sádicos, porque, no fundo, “doentes mentais”; mães que dão “palmadas espirituais” e bispos que só viajam e se preocupam pouco dos problemas na diocese e que, talvez, fariam melhor em “se demitirem”. Essas são as imagens e as metáforas que pontilham o "compêndio" sobre a formação e o ministério dos sacerdotes que Francisco desenhou hoje durante a sua longa audiência aos participantes do Congresso na Pontifícia Universidade Urbaniana, promovido pela Congregação para o Clero por ocasião do 50º aniversário dos Decretos Conciliares Optatam totius e Presbyterorum ordinis. Dois decretos que – diz o papa – são “uma semente” lançada pelo Concílio “no campo da vida da Igreja” e que durante estas cinco décadas “cresceram, se tornaram uma planta vigorosa, embora com algumas folhas secas, mas, especialmente com muitas flores e frutos que adornam a Igreja de hoje”. Juntos, esses dois são “duas metades de uma realidade única: a formação dos sacerdotes, que dividimos em inicial e permanente, mas que constitui por si só uma única experiência de discipulado”.
Os padres são homens, não formados em laboratório
"O caminho de santidade de um padre começa no seminário!”, destaca Bergoglio, identificando três fases tópicas: "tomados dentre os homens", "constituídos em favor dos homens", presentes “no meio dos outros homens”. “Tomados dentre os homens” no sentido de que “o sacerdote é um homem que nasce em um certo contexto humano; ali aprende os primeiros valores, absorve a espiritualidade do povo, se acostuma às relações”. "Até mesmo os sacerdotes têm uma história". Não são “fungos” que “surgem de repente na Catedral no dia da sua ordenação”, diz Francisco. É importante, por isso, que os formadores e os próprios sacerdotes tenham em conta tal história pessoal ao longo do caminho de formação. “Não se pode ser sacerdote acreditando que se formou em um laboratório”, acrescenta de improviso, “não, começa na família com a tradição da fé e todas as experiências da família”. É necessário, portanto, que toda a formação “seja personalizada, porque é a pessoa concreta que é chamada ao discipulado e ao sacerdócio”.
Família primeiro centro vocacional. "Não se esqueçam mães e avós"
Acima de tudo, devemos lembrar o fundamental “centro de pastoral vocacional” que é a família: “igreja doméstica e primeiro e fundamental lugar de formação humana”, onde pode germinar “o desejo de uma vida concebida como caminho vocacional”. “Não se esqueçam das vossas mães e das vossas avós”, exorta Francisco. Depois, elenca os outros contextos comunitários: “escola, paróquia, associações, grupos de amigos”, onde – diz – “aprendemos a estar em relação com pessoas concretas, nos fazemos modelar da relação com eles, e nos tornamos o que somos também graças a eles".
"Um bom sacerdote", portanto, "é antes de tudo um homem com a sua própria humanidade, que conhece a sua própria história, com as suas riquezas e as suas feridas, e que aprendeu a fazer as pazes com ela, alcançando a serenidade de fundo, própria de um discípulo do Senhor”, destaca Francisco. Por isso, “a formação humana” é necessária para os sacerdotes, “para que aprendam a não serem dominados pelos seus limites, mas, sim, a construir sobre os seus talentos”.
"Sacerdotes neuróticos? Não pode... Que passem por um médico para tomar remédio”
Além do mais um padre em paz consigo mesmo e com a sua história “saberá difundir serenidade ao seu redor, também nos momentos difíceis, transmitindo a beleza da relação com o Senhor”. Não é normal, de fato, “que um sacerdote seja triste muitas vezes, nervoso ou duro de caráter”, observa o Papa Francisco: “Não está bem e não faz bem, nem ao sacerdote, nem ao seu povo. Mas se você tem uma doença e é neurótico, vá a um médico! A um médico clínico que te dará um comprimido que te fará bem. Também dois! Mas, por favor, que os fieis não falem das neuroses dos padres. E não batam nos fieis”.
Os sacerdotes são, de fato, "apóstolos da alegria" e com a sua atitude podem “favorecer ou obstruir o encontro entre o Evangelho e as pessoas”. “A nossa humanidade é o vaso de barro’ onde guardamos o tesouro de Deus”; é necessário, por isso, cuidar “para transmitir bem o seu precioso conteúdo”. Nunca um sacerdote deve “perder a capacidade de alegria. Se a perde existe algo errado”, recomenda o Santo Padre.
E admite que "honestamente" tem medo dos rígidos: “é melhor ficar longe dos sacerdotes rígidos, eles mordem”, diz com ironia. “Lembro-me daquilo que disse Santo Ambrósio no século IV; onde há a misericórdia está o espírito do Senhor. Onde há a rigidez, estão só os seus ministros. E o ministro sem o Senhor se torna rígido. E isso é um perigo para o povo de Deus”.
"Nunca, jamais, perder as próprias raízes!"
Além disso, um padre - comenta Francisco - "não pode perder as suas raízes, é sempre um homem do povo e da cultura que o gerou”. “As nossas raízes nos ajudam a recordar quem somos e de onde Cristo nos chamou. Nós, sacerdotes, não caímos do céu, mas somos chamados por Deus, que nos tira ‘dentre os homens’, para constituir-nos em ‘favor dos homens’”.
A este respeito, o Papa contou uma anedota: "Na Companhia, alguns anos atrás, havia um bom padre, bom, jovem, dois anos de sacerdócio... entrou em crise, falou com o padre espiritual, com os superiores, os médicos: ‘vou embora, não aguento mais’. Eu conhecia a sua mãe, pessoa humilde, não uma dessas ‘mulherzinhas’... e lhe disse: ‘Por que você não vai até a sua mãe e lhe conta tudo?’. E ele foi, passou um dia com a mãe. Voltou assim. A mãe lhe deu dois tapas espirituais, lhe disse 3 ou 4 verdades, colocou-o no seu lugar, e seguiu adiante. Por quê? Porque voltou à raiz”.
"Ore como você aprendeu a rezar quando criança"
Assim, "no seminário - explicou o Papa – você deve fazer a oração mental. Sim, sim, isso deve ser feito, aprender. Mas, antes de tudo, reze como te ensinou a sua mãe, cmo aprende a rezar de criança. Até com as mesmas palavras. Comece a rezar assim, depois avançarás na oração”.
Pastores, e não os funcionários
As raízes, então. "Este é um ponto fundamental da vida e do ministério dos sacerdotes", diz Francisco. O outro é que “se torna sacerdotes para servir os irmãos e as irmãs”. Porque “não somos sacerdotes para nós mesmos e a nossa santificação é intimamente ligada à do nosso povo, a nossa unção à sua unção”. Saber e recordar que somos “constituídos para o povo”, ajuda o sacerdote “a não pensar em si, a ser crível e não autoritário, firme mas não duro, alegre mas não superficial”. Em suma, “pastores, não funcionários”. Muito menos o sacerdote é “um profissional da pastoral ou da evangelização, que chega e faz o que deve – talvez bem, mas como se fosse um trabalho – e depois vai embora viver uma outra vida”. Não, não, “o que nasceu do povo, com o povo deve permanecer”. O sacerdote está sempre “no meio dos outros homens” e “vira-se sacerdote para estar no meio do povo”, reitera Bergoglio.
Bispos compromissados e viajantes: "Se você não está a fim de permanecer na diocese, peça demissão”
Portanto, a "proximidade" é um requisito básico, que também é necessário para os "irmãos bispos". "Quantas vezes - diz o Papa – escutamos queixas dos sacerdotes: 'Mas liguei para o bispo porque eu tenho um problema, a secretária me disse que ele está muito ocupado, que está viajando, que só pode me atender dentro de três meses! Um bispo sempre ocupado, graças a Deus. Mas se você, bispo, recebe o chamado de um padre e não pode encontra-lo porque tem muito trabalho, pelo menos pegue um telefone e ligue para ele. E pergunte ‘mas é urgente, não é urgente?’, de forma que ele sente que você está próximo”.
Infelizmente, porém "há bispos que parecem afastar-se dos sacerdotes", onde "proximidade" também pode ser um telefonema", um simples sinal "de amor paterno, de fraternidade", mais prioridade do que uma conferência em tal cidade” ou uma viagem à América”.  do que a" conferência na cidade "ou" uma viagem na América. "" Mas escute, eh! ", diz Francisco, “o decreto de residência de Trento ainda está vigente e se você acha que não consegue ficar na diocese, peça demissão! E roda o mundo fazendo outro apostolado muito bom... Mas se você é bispo daquela diocese: residência”
O bem que padres e bispos podem fazer "vem principalmente da proximidade deles e de terno amor pelas pessoas”. Porque não são "filantropos ou funcionários", na verdade, mas "pais e irmãos" que devem garantir "entranhas de misericórdia, olhar amoroso". "A paternidade de um sacerdote faz muito bem" no sentido de "fazer experimentar a beleza de uma vida vivida segundo o Evangelho e o amor de Deus que se concretiza através de seus ministros."
"Se não é possível absolver, pelo menos dê uma benção”
Porque "Deus não rejeita nunca”. E aqui uma outra “palmada” do Papa, tudo no improviso: “Penos nos confessionários - diz -, sempre e possível achar caminhos para dar a absolvição. Algumas vezes não é possível absolver. Mas tem padres que dizem: ‘Não, isso não se pode fazer, vá embora!’. Este não é o caminho... Se você não pode dar a absolvição explique: ‘Deus te ama muito. Para chegar a Deus existem muitos caminhos. Eu não posso te dar a absolvição, então, te dou a benção. Volte, volte sempre aqui que eu, cada vez, te darei a benção como sinal de que Deus te ama. E aquele homem, aquela mulher, sairá cheio de alegria porque encontrou o ícone do Pai que não rejeita nunca”.
Um padre não tem "espaços privados"
Francisco, portanto, convidou a um “bom exame de consciência” útil para orientar a própria vida e os próprio ministério a Deus: “Se o Senhor voltasse hoje, onde me encontraria? O meu coração está aonde? No meio das pessoas, orando com e para as pessoas, envolvido com as suas alegrias e sofrimentos, ou, no meio das coisas do mundo, dos trabalhos terrenos, dos meus ‘espaços’ privados?”. Atenção - diz ele - porque "um padre não pode ter um espaço privado ou está com o Senhor. Acho que os sacerdotes que conheci na minha cidade, quando não havia nenhuma secretária telefônica, dormiam com o telefone debaixo da mesa e quando as pessoas ligavam, se levantavam e iam dar a unção. Ninguém morria sem os sacramentos... Nem mesmo no descanso tinham um espaço privado. Isso é ser apostólico”.
"Olhos abertos nas admissões nos seminários. Atrás dos rígidos existem transtornos mentais"
Um último pensamento, antes de concluir, Francisco o faz também improvisando sobre o tema difícil do discernimento vocacional e a admissão ao seminário. Temos que “procurar a saúde daquele jovem”, recomenda, a “saúde espiritual, material, física, psíquica”. Outra anedota: “Uma vez, recém-nomeado mestre de noviços, ano '72, fui levar pela primeira vez à psiquiatra os resultados do teste de personalidade que se fazia como um dos requisitos do discernimento. Ela era uma boa mulher e uma boa cristã, mas em alguns casos era inflexível: “Esse não pode”. “Mas, doutora, é um jovem tão bom!”. “Mas saiba, padre – explicava a psiquiatra ao futuro Papa – existem jovens que sabem inconscientemente que são psicologicamente enfermos e procuram para as suas vidas estruturas fortes para defende-los e assim poderem seguir em frente. E estão bem até o momento em que se sentem bem estáveis, depois, ali começam os problemas...”.
"Você não pensou no porquê existem tantos policiais torturadores?", Perguntava a mulher, “entram jovens, parecem sadios, mas quanto se sentem seguros a doença começa a sair”. Polícia, exército, clero, são, de fato, “as instituições fortes que estes doentes inconscientes procuram”, observa o Papa Francisco, “e depois, muitas doenças que todos nós conhecemos”. “É interessante – acrescenta -: quando um jovem é muito rígido, muito fundamentalista, eu não confio. Detrás daquilo existe algo que ele mesmo não sabe”.
Portanto, uma clara advertência: "Cuidado com as admissões para os seminários, olhos abertos."

Fonte: Zenit (acesso em 21 de novembro de 2015)


segunda-feira, 9 de março de 2015

Provocações do Papa Francisco | Ano da Vida Consagrada

Podemos perguntar-nos: eu vivo inquieto por Deus, por anunciá-lo, por dá-lo a conhecer? Ou então deixo-me fascinar por aquela mundanidade espiritual que leva a fazer tudo por amor-próprio? Nós, consagrados, pensamos nos interesses pessoais, no funcionalismo das obras, no carreirismo. Mas podemos pensar em tantas coisas... Por assim dizer, « acomodei-me » na minha vida cristã, na minha vida sacerdotal, na minha vida religiosa, e até na minha vida de comunidade, ou conservo a força da inquietação por Deus, pela sua Palavra, que me leva a « sair » e ir rumo aos outros?


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Provocações do Papa Francisco | Ano da Vida Consagrada

Esta é uma responsabilidade, em primeiro lugar dos adultos, dos formadores: dar um exemplo de coerência aos mais jovens. Queremos jovens coerentes? Sejamos nós coerentes! Caso contrário, o Senhor nos dirá o que dizia dos fariseus ao povo de Deus: «Fazei o que dizem, mas não o que fazem! » Coerência e autenticidade!


Francisco, « Autênticos e coerentes » – encontro com os seminaristas, os noviços e as noviças. (Roma, 6 de julho de 2013)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Papa a consagrados: Jesus, único caminho que devemos seguir com alegria e perseverança

2015-02-04 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - “Obediência e sabedoria, na alegria e na criatividade”: foi a exortação do Papa Francisco na homilia da Missa aos religiosos e religiosas, celebrada na tarde desta segunda-feira, na Basílica de São Pedro, por ocasião da festa da Apresentação do Senhor e do XIX Dia da Vida Consagrada. Conduzam os outros a Jesus, mas deixem-se também conduzir por Ele, disse-lhes o Santo Padre.
A emocionada ternura com a qual Maria caminha no Templo com Jesus Menino no braço, levando-o a encontrar o Seu povo.
Na festa da Apresentação do Senhor, o Pontífice iniciou a sua homilia com esta cena evangélica, para falar a consagrados e consagradas, ressaltando o profundo significado da imagem de Maria que leva o Filho, mas também d’Ele que, no fundo, a leva neste caminho de Deus que vem até nós, a fim de que nós possamos ir até Ele.
“Jesus fez a nossa mesma estrada para indicar-nos o caminho novo, ou seja, o caminho novo e vivo, que é Ele mesmo. E para nós, consagrados, este é o único caminho que, concretamente e sem alternativas, devemos percorrer com alegria e perseverança.”
Este caminho passa pela obediência. “Jesus não veio fazer a sua vontade – disse o Papa –, mas a vontade do Pai. Assim, quem segue Jesus se coloca no caminho da obediência – continuou o Bispo de Roma – abaixando-se e fazendo sua a vontade do Pai, inclusive até o aniquilamento e humilhação de si mesmo.
“Para um religioso, progredir significa abaixar-se no serviço, isto é, fazer o mesmo caminho de Jesus, que não considera um privilégio ser igual a Deus. Abaixar-se fazendo-se servo para servir.”
Através desta lei – continuou o Papa – os consagrados podem alcançar a sabedoria, um dote que opera concretamente e que é dom do Espírito Santo. Seu sinal evidente é a alegria.
A cena da Apresentação de Jesus no Tempo volta em evidência quando Francisco coloca lado a lado o grupo dos jovens, Maria e José; e dos anciãos, Simeão e Ana, que acolhem o Menino. Ambos os grupos conduzem o Menino, mas são também conduzidos por Ele.
Ambos os grupos são guiados pela obediência a Deus e à lei. Aspectos que nos anciãos se desdobram numa qualidade ulterior: a da criatividade, própria de quem é repleto do Espírito Santo. Deste modo – diz o Papa –, Deus mesmo transforma a obediência em sabedoria.
“Através do caminho perseverante na obediência, amadurece a sabedoria pessoal e comunitária, e assim se torna possível também adaptar as regras aos tempos: de fato, a verdadeira atualização é obra da sabedoria, forjada na docilidade e obediência.”
Justamente por isso – ressaltou Francisco aos religiosos e religiosas –, o revigoramento e a renovação da vida consagrada se dão através de um grande amor à regra e também através da capacidade de contemplar e ouvir os anciãos da Congregação.
“Através deste caminho, somos preservados do viver a nossa consagração de modo light e desencarnado, como se fosse um gnose, que se reduziria a uma “caricatura” da vida religiosa, na qual se vive o seguimento a Cristo sem renúncia, uma oração sem encontro, uma vida fraterna sem comunhão, uma obediência sem confiança, uma caridade sem transcendência.”
Portanto – concluiu o Papa Francisco –, entremos no mistério que se manifesta no conduzir os outros a Jesus, deixando-nos, ao mesmo tempo, conduzir por Jesus. “Isto é o que devemos ser: guias guiados”. (RL)
Fonte: Vatican Radio

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Provocações do Papa Francisco | Ano da Vida Consagrada

Olha no fundo do teu coração, olha no íntimo de ti mesmo, e interroga-te: tens um coração que aspira a algo de grande ou um coração entorpecido pelas coisas? O teu coração conservou a inquietação da procura ou permitiste que ele fosse sufocado pelos bens, que terminam por atrofiá-lo? Deus espera por ti, procura-te: o que lhe respondes? Apercebeste desta situação da tua alma? Ou dormes? Acreditas que Deus te espera ou, para ti, esta verdade não passa de « palavras »? 

Francisco, «Com a inquietação no coração » – aos capitulares agostinianos, o Sumo Pontífice pediu que se ponham sempre em busca de Deus e do próximo (Roma, 28 de agosto de 2013).

domingo, 30 de novembro de 2014

Carta do Papa Francisco aos consagrados e consagradas

Consagração Perpétua | Pe. Saulo SAC
Na carta o Papa Francisco, partindo das indicações contidas na Exortação Apostólica sobre a Vida Consagrada de S. João Paulo II, elenca três objetivos prioritários para a celebração deste novo Ano da Vida Consagrada: antes de mais a necessidade de “olhar para o passado com espírito de gratidão” por forma a fazer permanecer viva a própria identidade sem nunca fechar os olhos perante as incoerências, frutos da fraqueza humana, mas também fruto do oblio [esquecimento] de alguns aspectos essenciais do carisma da vida consagrada.
Consagração Perpétua | Fr. Denis SAC
O Segundo objectivo indicado pelo Papa Francisco é a “necessidade de viver o presente com paixão” vivendo plenamente o Evangelho no espírito de comunhão. Finalmente, o terceiro objectivo consiste em “abraçar o futuro com esperança” sem nunca deixar-se desencorajar pelas inúmeras dificuldades que afetam a vida consagrada, a começar pela crise das vocações. Neste sentido, advertiu o Santo Padre, dirigindo-se de modo particular aos mais jovens, “não cedais à tentação dos números  e da eficiência, nem tão pouco à tentação de confiar exclusivamente nas vossas experiências pessoais”.
A fantasia da caridade, escreve ainda o Papa Francisco não conhece limites e precisa de entusiasmo para levar o Evangelho às culturas e aos diversos âmbitos sociais. Saber transmitir a alegria  e a felicidade da fé vivida na comunidade, faz crescer a capacidade de atração da Igreja. Neste sentido, recordou o Santo Padre, é o testemunho do amor fraterno, da solidariedade e da partilha a conferir um valor à Igreja. Essa mesma Igreja que deve ser a “mó” ou “laboratório” dos profetas que como tais devem ser capazes de discernir a história na qual vivem e de interpretar os eventos, denunciando o mal, o pecado e as injustiças.
A expetativa, não é portanto, segundo o Papa Francisco,  manter vivas as utopias, mas sim saber criar “outros lugares” nos quais poder viver segundo a lógica do Evangélica do dom, da fraternidade, da diversidade e do amor recíproco. Neste sentido, recorda o Papa Francisco, o lugar ideal para que tudo isso possa ser realizado permanecem os Institutos de vida consagrada a que cada um pertence e que não devem ser transformados numa realidade isolada, numa espécie de ilha.
Neste sentido o Papa Francisco faz votos para que este ano da Vida Consagrada possa ser uma ocasião propícia para se estabelecer uma maior e renovada colaboração entre as diferentes comunidades de vida consagrada e mesmo entre Igrejas diferentes, no acolhimento dos emigrantes, dos refugiados, na cura dos pobres, no anúncio do Evangelho e na iniciação à vida da oração.
Nesta carta aos consagrados e consagradas, o Papa Francisco evoca também o papel importante dos leigos, que juntamente aos consagrados partilham os ideais, o espírito e a missão da Igreja. Neste sentido o Santo Padre exorta os seus irmãos no episcopado a serem solícitos na promoção dos diversos carismas, sustentando, animando e ajudando no discernimento por forma a fazer resplandecer a beleza e a santidade da vida consagrada na Igreja nas respetivas comunidades.    
Fonte: pt.radiovaticana.va (acesso em 30 de novembro de 2014)



CARTA APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO ÀS PESSOAS CONSAGRADAS

CARTA APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO
ÀS PESSOAS CONSAGRADAS
PARA PROCLAMAÇÃO DO ANO DA VIDA CONSAGRADA 
Leia na íntegra: w2.vatican.va

O logotipo do ano da vida consagrada

2014-10-07 L’Osservatore Romano
O logótipo para o ano da vida consagrada – obra da pintora Carmela Boccasile, que divide o seu trabalho artístico com o marido Lillo Dellino e com o filho Dario – exprime através de símbolos os valores fundamentais da consagração religiosa. Nela reconhece-se a «obra incessante do Espírito Santo, que ao longo dos séculos desenvolve as riquezas da prática dos conselhos evangélicos através dos múltiplos carismas e também por este caminho torna perenemente presente na Igreja e no mundo, no tempo e no espaço, o mistério de Cristo» (Vita consecrata, 5).

No sinal gráfico que representa a pomba intui-se o árabe «paz»: uma chamada à vocação da vida consagrada a ser exemplo de reconciliação universal em Cristo.

As águas, formadas por peças de mosaico, indicam a complexidade e a harmonia dos elementos humanos e cósmicos que o Espírito faz «gemer» segundo os misteriosos desígnios de Deus (cf. Romanos 8, 26-27) para que confluam no encontro hospitaleiro e fecundo que leva à nova criação. Entre as vagas da história a pomba voa sobre as águas do dilúvio (cf. Génesis 8, 8-14). Os consagrados e consagradas no sinal do Evangelho desde sempre peregrinos entre os povos vivem a sua variedade carismática e diaconal como «bons administradores da multiforme graça de Deus» (1 Pedro 4, 10); marcados pela Cruz de Cristo até ao martírio, habitam a história com a sabedoria do Evangelho, Igreja que abraça e purifica todo o humano em Cristo

Fonte: www.news.va (acesso em 30 de novembro de 2014)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Francisco aos consagrados: "Não temam a renovação"

2014-11-28 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) –  O Papa recebeu, na manhã desta quinta-feira, cerca de 80 participantes da Plenária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, em andamento no Vaticano. Francisco fez um agradecimento ao Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito do dicastério, por promover o encontro cujo tema é  “Vinho novo em odres novos”, extraído do Evangelho de São Marcos.
O Pontífice recordou que “não devemos ter medo de reformar hábitos e estruturas que já não respondem ao que Deus nos pede hoje para o seu Reino: estruturas que nos dão falsa proteção e que condicionam o dinamismo da caridade; costumes que nos afastam do rebanho ao qual somos enviados e nos impedem de ouvir o grito daqueles que aguardam a Boa Nova de Jesus Cristo”.
Na sequência, Francisco falou dos desafios que a vida consagrada enfrenta hoje: a resistência de alguns setores às mudanças, a pouca força de atração, a fragilidade de alguns percursos de formação, o interesse por cargos institucionais e ministeriais em detrimento da vida espiritual, a difícil integração das diversidades de cultura e de geração e o problemático equilíbrio do exercício da autoridade e do uso dos bens. O Papa sugeriu aos consagrados que escutem os sinais do Espírito, que abre novos horizontes, sempre a partir do Evangelho e inspirados na audácia criativa de seus fundadores e fundadoras. 
Por fim, como forma de encorajamento, convidou todos a prosseguirem no caminho da renovação iniciado há 50 anos, com o Concílio, avaliando as novidades à luz da Palavra de Deus e à escuta das necessidades da Igreja e do mundo.  
A Plenária se realiza no âmbito da abertura do Ano da Vida Consagrada, programada para 30 de novembro e vai até sábado. (CM)
Fonte: www.news.va (acesso em 28 de novembro de 2014)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

As 3 lições de Francisco para uma Copa 'de solidariedade'

2014-06-12 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - Em mensagem aos brasileiros sobre a Copa do Mundo de Futebol divulgada quarta-feira, 11, o Papa Francisco afirma que é preciso superar o racismo e que o futebol deve ser uma escola de construção para uma cultura do encontro, que permita a paz e a harmonia.
O Pontífice usa também uma gíria brasileira para defender o espírito de equipe não só no esporte, mas entre as pessoas e culturas: "Não é só no futebol que ser 'fominha' constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos 'fominhas' na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada".
O Papa afirma esperar que a Copa seja, além do esporte, festa de "solidariedade" entre os povos.
A Copa começa nesta quinta-feira, 12, com o jogo de abertura entre Brasil e Croácia, em São Paulo. Ao todo, 32 seleções disputarão 64 jogos e a final, marcada para 13 de julho, será realizada no Maracanã, no Rio de Janeiro.
Abaixo, a íntegra da mensagem do Papa Francisco aos brasileiros:
"Queridos amigos,
É com grande alegria que me dirijo a vocês todos, amantes do futebol, por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Quero enviar uma saudação calorosa aos organizadores e participantes; a cada atleta e torcedor, bem como a todos os espectadores que, no estádio ou pela televisão, rádio e internet, acompanham este evento que supera as fronteiras de língua, cultura e nação.

A minha esperança é que, além de festa do esporte, esta Copa do Mundo possa tornar-se a festa da solidariedade entre os povos. Isso supõe, porém, que as competições futebolísticas sejam consideradas por aquilo que no fundo são: um jogo e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo, de compreensão, de enriquecimento humano recíproco. O esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas também - e eu diria sobretudo - um instrumento para comunicar valores que promovem o bem da pessoa humana e ajudam na construção de uma sociedade mais pacífica e fraterna. Pensemos na lealdade, na perseverança, na amizade, na partilha, na solidariedade. De fato, são muitos os valores e atitudes fomentados pelo futebol que se revelam importantes não só no campo, mas em todos os aspectos da existência, concretamente na construção da paz. O esporte é escola da paz, ensina-nos a construir a paz.

Nesse sentido, queria sublinhar três lições da prática esportiva, três atitudes essenciais para a causa da paz: a necessidade de “treinar”, o “fair play” e a honra entre os competidores. Em primeiro lugar, o esporte ensina-nos que, para vencer, é preciso treinar. Podemos ver, nesta prática esportiva, uma metáfora da nossa vida. Na vida, é preciso lutar, “treinar”, esforçar-se para obter resultados importantes. O espírito esportivo torna-se, assim, uma imagem dos sacrifícios necessários para crescer nas virtudes que constroem o carácter de uma pessoa. Se, para uma pessoa melhorar, é preciso um “treino” grande e continuado, quanto mais esforço deverá ser investido para alcançar o encontro e a paz entre os indivíduos e entre os povos “melhorados”! É preciso “treinar” tanto…

O futebol pode e deve ser uma escola para a construção de uma “cultura do encontro”, que permita a paz e a harmonia entre os povos. E aqui vem em nossa ajuda uma segunda lição da prática esportiva: aprendamos o que o “fair play” do futebol tem a nos ensinar. Para jogar em equipe é necessário pensar, em primeiro lugar, no bem do grupo, não em si mesmo. Para vencer, é preciso superar o individualismo, o egoísmo, todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana. Não é só no futebol que ser “fominha” constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos “fominhas” na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada.

A última lição do esporte proveitosa para a paz é a honra devida entre os competidores. O segredo da vitória, no campo, mas também na vida, está em saber respeitar o companheiro do meu time, mas também o meu adversário. Ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida! Que ninguém se isole e se sinta excluído! Atenção! Não à segregação, não ao racismo! E, se é verdade que, ao término deste Mundial, somente uma seleção nacional poderá levantar a taça como vencedora, aprendendo as lições que o esporte nos ensina, todos vão sair vencedores, fortalecendo os laços que nos unem.

Queridos amigos, agradeço a oportunidade que me foi dada de lhes dirigir estas palavras neste momento – de modo particular à Excelentíssima Presidenta do Brasil, Senhora Dilma Rousseff, a quem saúdo – e prometo minhas orações para que não faltem as bênçãos celestiais sobre todos. Possa esta Copa do Mundo transcorrer com toda a serenidade e tranquilidade, sempre no respeito mútuo, na solidariedade e na fraternidade entre homens e mulheres que se reconhecem membros de uma única família. Muito obrigado!"

Nota: No texto original em português, foi utilizado o termo futebolístico “fominha” que foi traduzido como 'individualista'. Na linguagem futebolística italiana, o vocábulo correspondente a “fominha” – aquele jogador que não passa a bola nunca – é “veneziano”. O termo “veneziano” pertence ao vocabulário esportivo popular e indica o jogador de futebol que, por ser dotado de boa técnica individual, excede no drible e termina por perder a bola para o jogador adversário ou por retardar a fluidez da ação do time. O termo vem da convicção que os habitantes de Veneza têm de querer fazer tudo sozinhos. Neste propósito se diz: “aquele ali é um veneziano, faz tudo sozinho”.

fonte: 
http://www.news.va/pt/news/as-3-licoes-de-francisco-para-uma-copa-de-solidari  (acesso em 12 de junho de 2014)

domingo, 1 de junho de 2014

Ano da vida consagrada: participação de Francisco nos principais eventos

2014-05-31 Rádio Vaticana
Roma (RV) - O Papa Francisco não só abrirá e encerrará pessoalmente o Ano da vida consagrada, mas também estará presente nos eventos principais. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 30 de maio, na conclusão da 83° Assembleia da União dos Superiores Gerais (Usg).
O encontro, de três dias de duração, foi dedicado ao tema “Despertai o mundo” e contou a presença do Presidente da Usg, Pe. Adolfo Nicolás, Prepósito-Geral da Companhia de Jesus.
No último dia, o tema debatido foi o Ano para a Vida Consagrada, que o Papa Francisco convocou para 2015. As iniciativas serão organizadas em três âmbitos: através da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica; da União dos Superiores Gerais; e no âmbito mais restrito das realidades locais, de acordo com cada congregação religiosa.
O primeiro evento já tem data marcada: 29 de novembro de 2014, para a vigília de oração que precederá a abertura oficial no dia seguinte, 30 de novembro, primeiro domingo do Advento. A conclusão está prevista para o dia 2 de fevereiro de 2016, por ocasião do Dia da vida consagrada. Neste amplo espaço temporal, serão realizadas inúmeras iniciativas e celebrações para ressaltar as várias dimensões da missão dos consagrados.
Assim, de 22 a 24 de janeiro de 2015, durante a Semana de oração pela unidade dos cristãos no hemisfério Norte, haverá um congresso ecumênico ao qual serão convidados consagrados e consagradas de outras Igrejas e comunidades eclesiais.
De 8 a 11 de abril de 2015, será a vez de um congresso destinado aos formadores e às formadoras da vida consagrada, com o objetivo específico de aprofundar os critérios que provêm de uma espiritualidade de comunhão. De 23 a 26 de setembro de 2015, haverá um "laboratório" especial para os jovens consagrados. De 24 de janeiro a 2 de fevereiro de 2016, se realizará a Semana mundial da vida consagrada na unidade.
Contemporaneamente, também serão realizados um simpósio teológico sobre a vida consagrada e encontros específicos de estudo sobre a vida monástica, os institutos seculares e o ordo virginum. Além disso, haverá ainda as iniciativas promovidas pela Usg, com a realização de suas assembleias gerais. A próxima foi marcada de 26 a 28 novembro próximo, antes do início do Ano dedicado à vida consagrada.
(BF)

fonte:http://www.news.va/pt/news/ano-da-vida-consagrada-participacao-de-francisco-n (acesso em 01 de junho de 2014)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Papa Francisco aos consagrados: Sejam abertos à voz de Deus que fala, abre e conduz

2014-02-02 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco presidiu a celebração eucarística na Basílica de São Pedro, neste domingo, 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, e 18° Dia Mundial da Vida Consagrada.
Em sua homilia, o pontífice sublinhou que "a Festa da Apresentação de Jesus no Templo é chamada também 'a festa do encontro': o encontro entre Jesus e o seu povo; quando Maria e José levaram o seu filho ao Templo de Jerusalém, realizou-se o primeiro encontro entre Jesus e o seu povo, representado pelos dois anciãos, Simeão e Ana".
"Aquele foi também um encontro dentro da história do povo, um encontro entre os jovens e os idosos: os jovens eram Maria e José com o seu recém-nascido e os anciãos eram Simeão e Ana, dois personagens que sempre frequentavam o Templo", frisou o Santo Padre.
O evangelista Lucas, sobre Nossa Senhora e São José, repete por quatro vezes que eles queriam fazer aquilo que era prescrito pela Lei do Senhor. "Percebe-se que os pais de Jesus têm a alegria de observar os preceitos de Deus, a alegria de caminhar na Lei do Senhor! São dois esposos novos, recém tiveram a criança e estão animados pelo desejo de cumprir aquilo que está prescrito. Não é um fato exterior, não é para sentir-se com o dever cumprido, não! É um desejo forte, profundo, cheio de alegria. É aquilo que diz o Salmo: 'Na observância dos teus ensinamentos eu me alegro... A vossa lei é a minha delícia'".
Sobre os anciãos, São Lucas diz "que eram guiados pelo Espírito Santo. De Simeão, afirma que era um homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel, e que o 'o Espírito Santo estava n'ele'; disse que 'o Espírito Santo o havia revelado que não morreria sem antes ver o Cristo, o Messias; e enfim que se dirigiu ao Templo "impelido pelo Espírito Santo'. De Ana, diz que era uma 'profetiza', isto é, inspirada por Deus; e que estava sempre no Templo 'servindo a Deus com jejuns e orações'. Estes dois anciãos são cheios de vida! São cheios de vida porque animados pelo Espírito Santo, dóceis à sua ação, sensíveis aos seus chamados."
"Eis o encontro entre a Sagrada Família e estes dois representantes do povo santo de Deus. No centro está Jesus. É Ele que move tudo, que os atrai ao Templo, casa de seu Pai."
O Papa Francisco destacou que este "é um encontro entre os jovens cheios de alegria em observar a Lei do Senhor e os anciãos cheios de alegria pela ação do Espírito Santo. É um singular encontro entre observância e profecia, onde os jovens são os observantes e os anciãos são os proféticos! Na realidade, se refletirmos bem, a observância da Lei é animada pelo mesmo Espírito, e a profecia se cumpre no caminho indicado pela Lei. Quem mais do que Maria é cheia do Espírito Santo? Quem mais do que ela é dócil à sua ação?"
À luz desta passagem do Evangelho, o Santo Padre convidou a olhar "para vida consagrada como a um encontro com Cristo, pois Ele vem até nós, trazido por Maria e José, e nós vamos em direção a Ele, guiados pelo Espírito Santo. Mas no centro está Ele. Ele move tudo, Ele nos atrai ao Templo, à Igreja, onde podemos encontrá-lo, reconhecê-lo, acolhê-lo e abraçá-lo".
"Jesus vem ao nosso encontro na Igreja através do carisma de fundação de um Instituto: é bonito pensar assim à nossa vocação! O nosso encontro com Cristo tomou a sua forma na Igreja mediante o carisma de uma testemunha sua. Isto sempre nos surpreende e nos faz dar graças", disse ainda Francisco.
"Na vida consagrada também se vive o encontro entre os jovens e os anciãos, entre a observância e a profecia. Não vemos isto como duas realidades contrapostas! Deixamos que o Espírito Santo as anime e o sinal disso é a alegria: a alegria de observar, de caminhar numa regra de vida; e a alegria de ser guiados pelo Espírito, nunca rígidos, nunca fechados, mas sempre abertos à voz de Deus que fala, que abre e conduz."
O Papa disse ainda que "faz bem aos anciãos comunicar a sabedoria aos jovens; e faz bem aos jovens acolher este patrimônio de experiência e de sabedoria e levá-lo adiante, para o bem das respectivas famílias religiosas e de toda a Igreja".
"Que a graça deste mistério, o mistério do encontro, nos ilumine e nos conforte em nosso caminho", concluiu Francisco. (JE/MJ)



Dia Mundial da Vida Consagrada

"As pessoas consagradas são sinal de Deus nos diversos ambientes da vida, são fermento para o crescimento de uma sociedade mais justa e fraterna, são profecia de partilha com os pequenos e os pobres."
Papa Francisco

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Mensagem do Reitor Geral Pe. Jacob Nampudakam, SAC | Festa de São Vicente Pallotti

Caros amigos,
No dia em que celebramos a festa do nosso Fundador com renovado fervor e gratidão, tenham em mente estas palavras de São Vicente Pallotti e Papa Francisco para nossa meditação e de oração:
"Que a vida de nosso Senhor Jesus Cristo seja a minha meditação" (OOCC X, pp 618-625).
“A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria.” ((Evangelii Gaudium, 1).
Que Deus, por intercessão de São Vicente Pallotti, encha-o com abundantes bênçãos para que você tenha uma vida alegre e proclame a Boa Nova a todos os homens de boa vontade em todo o mundo.
Unido em oração,

Jacob Nampudakam SAC 
Reitor Geral