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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Maria em São Vicente Pallotti

 A fé me faz me ensina que Nosso Senhor Jesus Cristo é meu irmão primogênito e, como a Santíssima Virgem Maria é verdadeira mãe de Jesus, ela é também minha mãe! Oh, que abençoado eu sou!” (OOCC XIII, 152-153)

 
Viver a espiritualidade Palotina, também significa viver a devoção mariana. E quão abençoado somos nós por aprender e ter como exemplo a vida de São Vicente Pallotti e seu amor pela Santíssima Virgem Maria, o maior e mais belo modelo de Apostolado, que cooperou de modo singular, como pode, na obra da salvação.

Porém, não só assim enxergava Pallotti, que através de sua visão e de seu amor, nos ensina a ver Maria como modelo de obediência e fidelidade, com seu “sim”, sempre disponível ao plano de Deus; modelo de fé e confiança, sempre confiante na palavra de Deus; modelo de intercessão; modelo de mãe, sempre despertando o coração de seu filho em nós, digna de ser amada e capaz de amar com grande e terno amor, nós, míseros filhos e pecadores. 

E é a essa mãe, no título de Rainha dos Apóstolos, que São Vicente Pallotti coloca sob proteção toda sua obra e trabalho, para que ela, que nos ensina, a partir de tantos modelos, a sermos perseverantes, também nos ajude a levar o Evangelho de seu Filho aonde for necessário, destemidos a reavivar a fé e reascender a caridade.

A nossa missão de Cristão continua sendo a mesma, ajudar outros a se aproximarem de Jesus, torná-Lo cada vez mais conhecido e mais amado. E Pallotti chama a todos, em suas próprias condições, para a missão anunciar Jesus Cristo. A começar por acolhê-Lo, conhecê-Lo e amá-Lo por Maria, e assim imitá-Lo e aprender de sua mãe, em todas as suas iniciativas, esta imitação, da maneira que pudermos, em nosso próprio estado, sempre para a maior e infinita glória de Deus. Que Maria, nossa mãe, seja nossa fiel intercessora e consoladora nessa missão!

Renata Franco (cooperadora palotina)

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Festa de São Vicente Pallotti em San Giorgio di Cascia 2018



A semana, em que celebramos o 200º aniversário da ordenação sacerdotal de São Vicente Pallotti, começou com a festa de nosso Fundador em San Giorgio di Cascia. A família Palotina se reuniu em 13 de maio de 2018 nesta pequena aldeia da Úmbria (Itália), onde nasceu Pietro Paolo Melchiorre Pallotti, pai de São Vicente Pallotti, para participar de uma solene celebração Eucarística presidida pelo Reitor Geral, Pe. Jacob Nampudakam.

Durante a homilia, ele lembrou que neste dia, em 1981, São João Paulo II sofreu um ataque e foi salvo por Nossa Senhora de Fátima. Depois deste acontecimento, em Zakopane, na Polônia, os palotinos construíram um santuário mariano como agradecimento pela salvação da vida do Papa. Exatamente hoje, este santuário de Nossa Senhora de Fátima tornou-se um santuário nacional. Além disso, ele destacou como foi escrito por São Paulo em sua carta aos Efésios e escutada na segunda leitura da Missa da Festa da Ascensão do Senhor: “foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo”, é isso que São Vicente Pallotti tentou colocar em prática. Na Igreja, todos somos chamados a realizar a mesma tarefa: construir a Igreja de Jesus, mas cada um em seu próprio estado, cumprindo seus deveres e colocando Deus no centro de sua vida. 

Como de costume, todos participaram da procissão com a imagem e as relíquias de São Vicente Pallotti. Agradecemos ao Pe. Joseph Kiran Madan SAC, aos paroquianos de San Giorgio di Cascia pela recepção e preparação da celebração e ao Padre Giovanni Grappasonni SAC pelo tríduo realizado antes da festa, aprofundando o tema do bicentenário da ordenação sacerdotal de São Vicente Pallotti. A rádio polonesa Pallotti.FM transmitiu a celebração pela web. 

Fonte:https://sac.info/festa-di-san-vincenzo-pallotti-a-san-giorgio-di-cascia-2018/?lang=pt-br#more-107770

sexta-feira, 4 de maio de 2018

O sacerdócio e a devoção mariana em São Vicente Pallotti



Na continuidade das reflexões motivadas pelo bicentenário da ordenação sacerdotal de São Vicente Pallotti, vou me deter em um aspecto significativo da vida e da atividade apostólica dele, a saber, a sua filial, terna e apaixonada veneração a Maria Santíssima. “Grande devoto de Nossa Senhora, ele desejava amá-la infinitamente, se fosse possível, dar-Lhe os títulos mais belos, amá-La com o amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Iluminados por este trecho da homilia pronunciada por São João Paulo II, na ocasião em que celebrou a Eucaristia, na Igreja romana de São Salvador da Onda, centro espiritual da fundação palotina, queremos ocupar-nos do ministério sacerdotal de São Vicente Pallotti e sua devoção mariana.

Apoiando-nos nos ombros de gigantes, nós, que somos pequenos, podemos desnudar horizontes mais distantes e amplos, como nos ensina uma famosa e antiga máxima. Nesta breve reflexão, não será diferente. Contudo, muito distante está o nosso esforço da acuidade destes grandes homens, de modo que o ponto de partida se deu com leituras de grandes autores palotinos, como o Pe. João Batista Quaini, SAC, de saudosa memória, Pe. Jacob Nampudakam, SAC, o próprio São Vicente Pallotti e tantos outros grandes sacerdotes e consagrados que, pelos seus escritos e palavras, ajudaram-nos na inspiração e na fundamentação desta pequena contribuição.


São Vicente Pallotti, por meio de seus escritos, ensina-nos que há uma estreita relação entre o reto exercício do ministério sacerdotal e a devoção mariana. Para nosso fundador, Maria era Mãe, Mestra e Advogada, contudo é a imagem de Maria como Mestra da vida espiritual que desempenha um papel fundamental em sua vida sacerdotal. A mestra da escuta, do silêncio e da oração estava ali presente no Cenáculo, como nos recorda o Padre Geral dos palotinos, Jacob Nampudakam. Naquele momento crucial para a Igreja nascente, ela confortou e encorajou os apóstolos que haviam deixado que o desespero e o medo trancassem as portas de seu coração. Trancadas também estavam as portas daquela “sala de cima”, onde eles ainda podiam sentir-se seguros, à sombra da lembrança dos fatos que ali presenciaram.

Em Pentecostes, a Virgem Santíssima, como esposa diletíssima do Espírito Santo, abre as portas dos corações dos Apóstolos, para que estes passem de discípulos amedrontados a pregadores intrépidos da boa nova do Reino! O mesmo deseja ela hoje aos seus filhos prediletos, os presbíteros: “Vede, filhos, o Pregador do Evangelho deve ser como trovão de Deus, que salutarmente comove os corações dos infelizes escravos do pecado” (São Vicente Pallotti – “Mês de Maio para Eclesiásticos”). E aos sacerdotes que se perderam em meio a questionamentos e crises, Pallotti se dirige por meio de Maria, dizendo: “Acaso duvidais da vocação divina? Não fiqueis apavorados, filhos meus! Sabeis bem o que deveis fazer para remediar, mas estais com medo porque nunca vos empenhastes, pra valer, em corrigir-vos? Mesmo assim, alegrai-vos! Pois, agora chegou o tempo, este é o momento! Porque já não tereis coragem de resistir à voz do Pai das Misericórdias e aos remorsos da consciência. Dai-me vosso coração rebelde! Desligai-o de todo laço terreno, que miseravelmente vos levou até agora a resistir à graça e impediu que vos entregásseis inteiramente a Deus, para corrigir todas as desordens” (São Vicente Pallotti – “Mês de Maio para Eclesiásticos”).


Como se vê, é em sua obra o “Mês de maio para os eclesiásticos”, que São Vicente Pallotti melhor expõe os seus ensinamentos sobre a importância da presença de Maria Santíssima na vida sacerdotal. Fazendo-o de forma singular, Vicente Pallotti põe na boca de Maria, a Mãe de todos os sacerdotes, ensinamentos salutares aos que são chamados a tal estado sublime. Todo sacerdote deve, portanto, deixar-se tocar de forma profunda pela devoção à “Mãe de Deus e nossa”. São Vicente Pallotti, de forma muito lúcida e sóbria, esclarece no que consiste a verdadeira devoção à Virgem Maria, a saber: imitar seu Filho Jesus Cristo e dela aprender esta imitação. Por isso, imitar a Maria Santíssima, que é pura transparência de seu Filho, é o melhor modo de imitar a Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, o Apóstolo do Eterno Pai .

O Padre Geral, em seu pequeno livro sobre “O Espírito sacerdotal segundo São Vicente Pallotti”, aponta que, na escola de Maria, o sacerdote deve aprender, como ensina Pallotti: a imitar a obediência da filha amadíssima do Eterno Pai, no cumprimento da sua vocação; a fecundidade espiritual da Mãe do Verbo Encarnado, e assim multiplicar os filhos da Igreja; e a fidelidade da enamoradíssima Esposa do Espírito Santo, em seu sagrado ministério. O Padre Jacob Nampudakam ainda recorda que, aos sacerdotes, a Virgem Maria prometeu proteger e auxiliar em seu ministério, bem como fez na vida de São Vicente, de modo a despertar, nestes mesmos corações sacerdotais, a confiança e a entrega total. Assim, sob a proteção da Rainha dos Apóstolos, alcancem os sacerdotes, por sua intercessão materna, a graça de exercerem um digno ministério, dispostos a dar a vida pela Glória de Deus e a salvação das almas.

José Luiz Alves da Silva Junior, SAC

fonte: https://pallotti.com.br/noticia/bicentenario-da-ordenacao-de-sao-vicente-pallotti/

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Bicentenário da ordenação presbiteral de São Vicente Pallotti


No dia 16 de maio de 2018, celebramos o bicentenário da ordenação presbiteral de São Vicente Pallotti, fundador da União do Apostolado Católico (UAC).

Queremos recordar esta data em que nosso santo recebeu, na Basílica de São João do Latrão, em Roma, o dom do sacerdócio, no grau de presbítero. Este acontecimento oferece uma ocasião para refletir a maneira como Pallotti vivenciou esse ministério e que pode enriquecer a nossa vida espiritual.


Ele viveu o seu ministério sacerdotal em Roma, uma experiência construída sob as pegadas de Jesus Cristo, e suas atividades constituem a nossa herança espiritual. Também é fonte de inspiração para o nosso aprofundamento e renovação do verdadeiro espírito evangélico do sacerdócio. Na primeira metade do século XVIII, reforçou-se o modelo de sacerdote bom pastor, disposto a guiar e a defender as ovelhas desgarradas, num tempo em que as práticas religiosas estavam enfraquecidas.

No seu período de formação sacerdotal, podemos identificar alguns fatores que criaram a sua identidade sacerdotal. Primeiramente, deve-se dizer que ele não frequentou a vida do seminário, mas, durante os seus estudos, permaneceu na casa dos seus familiares. Quanto à sua formação humana e religiosa, teve a influência de várias pessoas, a saber: os seus pais, o confessor Bernardino Fazzini, os mestres dos Escolápios, os professores do Colégio Romano, os diretores dos exercícios espirituais anuais e dos retiros. Dois foram os fatores que incidiram muito na formação sacerdotal e no exercício do seu ministério como padre diocesano. O primeiro foi que a sua formação espiritual se desenvolveu por meio de uma intensa e dedicada vida de oração. O segundo fator refere-se à sua admissão às ordens sagradas com o título de patrimônio, ou seja, nos seus primeiros anos de sacerdócio, morou na casa paterna e, como não estava vinculado a nenhum ofício diocesano, ele podia decidir livremente sobre suas escolhas pastorais.

Vicente Pallotti conservou sempre em sua memória o dia extraordinário da ordenação, ocorrida em 16 de maio de 1818, data que ele mesmo menciona com frequência em seus apontamentos espirituais.

A sua preparação ocorreu por meio dos exercícios espirituais. As celebrações litúrgicas destes dias, a Oitava depois da Ascensão, as solenidades de Pentecostes e da Santíssima Trindade, o estimularam a entrar no grande mistério de Deus Uno e Trino.

Em seus apontamentos espirituais, exprimiu os sentimentos do seu coração de forma simples e com propósitos concretos. Antes de tudo, agradeceu a Deus pelo inestimável dom da vocação e meditou sobre seus deveres como sacerdote. Por isso, pediu ao Senhor a graça de não querer honras, de dar bom exemplo de amor a Deus e ao próximo, de ser sóbrio e vigilante, de ter instrução e ciência necessária, de ser um trabalhador incansável, de viver a perfeição evangélica e de se assemelhar, em tudo, a Jesus Cristo.

Vicente Pallotti empenhou-se, desde o início da sua ordenação sacerdotal, em viver profundamente o seu ministério, com renovado vigor evangélico. Ao interiorizar este novo estilo de vida, ele o fez radicalmente, seguindo a Cristo com uma visão ampliada, para melhor servi-Lo em todas as suas atividades. Segundo ele, a missão do padre estava diretamente ligada  à  caridade e ao cuidado espiritual das pessoas.

Pode-se dizer que quatro foram as obras promovidas por ele, e que até hoje trazem o seu nome: o Oitavário da Epifania (1835), A União do Apostolado Católico (1835), a Pia Casa de Caridade (1838) e a missão de Londres (1843). O ministério sacerdotal se tornou modelo de vida espiritual a todos os sacerdotes.

A sua extraordinária via de santidade, e a sua total dedicação à realização da missão salvífica da Igreja, fizeram com que merecesse o título de “modelo de santidade sacerdotal”.

O ano do bicentenário de ordenação sacerdotal de Vicente Pallotti nos convida a perscrutar os seus ensinamentos em relação ao sacerdócio e também a refletir qual é a sua visão sobre o mesmo. Quando nos aprofundamos em seus escritos, percebemos que sua fecundidade espiritual e eficácia apostólica estão pautadas na visão que tinha acerca do sacerdócio de Jesus Cristo, único e eterno sacerdote.

A dignidade sacerdotal não é dada ao homem como um poder humano, e muito menos pela própria iniciativa da pessoa. Para Pallotti, o sacerdote é um homem de Deus, eleito por Deus para ser a sua imagem viva e transparente no mundo e na Igreja. Portanto, o sacerdote participa da própria missão que o Pai Eterno confiou ao seu Filho Jesus. O ministério ordenado está inserido na comunhão trinitária do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

As reflexões sobre o sacerdócio, vivenciadas por Vicente Pallotti, demonstram uma espiritualidade sacerdotal palotina muito profunda e rica de referências bíblicas e teológicas. É uma espiritualidade centrada na imitação de Jesus Cristo e no amor a Deus.

Ao confrontarmos o ensinamento da Igreja e aquele apresentado por Pallotti sobre o ministério e a vida sacerdotal, encontramos tantas semelhanças a ponto de dizer que ambas são de inspiração palotina. Os documentos do Concílio Vaticano II retomam a figura do Bom Pastor, fazendo dele o ponto central da espiritualidade sacerdotal.

A figura do sacerdote que segue Jesus Bom Pastor revela, na descrição de Pallotti, uma fonte de inspiração sempre atual, mesmo que os tempos sejam outros. Os sacerdotes não são meros “atores” que encenam, recitando a parte do Pastor, mas são chamados a apascentar o povo de Deus, com caridade pastoral, que anima a sua vida espiritual e as atividades, como servidores de Cristo e dos irmãos. Nos tempos atuais, o Papa Francisco mostra o seu empenho e pede a todos para que tenham uma atitude de pastor, misturando-se com as ovelhas a ponto de adquirir o seu cheiro.

O ano do bicentenário de ordenação sacerdotal de Vicente Pallotti é graça do Senhor para redescobrirmos a riqueza espiritual do sacerdócio de Jesus Cristo, segundo a visão do nosso Fundador. Nos nossos dias, os sacerdotes se encontram diante de grandes desafios. Procura-se eliminar a presença do sacerdote da vida pública e, às vezes, de atingi-lo na sua identidade mais profunda, obscurecendo a sua dimensão divina. Vicente Pallotti nos ensina que o sacerdote é o representante do Deus vivo e o sinal visível da caridade de Cristo.

Pe. Clesio Facco SAC - Superior da Província Nossa Senhora Conquistadora (RS)

fonte: http://revistarainha.com.br/bicentenario-da-ordenacao-presbiteral-de-sao-vicente-pallotti.html

quinta-feira, 22 de março de 2018

Trilha com a Juventude Palotina





No último domingo, 18/03, aconteceu a “Trilha com a JP” ao Morro da Urca. Evento promovido pela Juventude Palotina do Rio de Janeiro, com o objetivo de desafiar os jovens à superação, unidade, cooperação e fraternidade. A atividade externa (fora das Igrejas) contou com a presença de mais de 50 pessoas, de várias paróquias, em sua maioria Palotinas.
Ao chegarmos no topo de nossa Trilha, Morro da Urca, tivemos um momento de partilha e reflexão conduzido pelo jovem Leonardo Gonçalves, da paróquia Nossa Senhora Rainha do Brasil, que ajudou o grupo abordando o lema do ano do laicato: “Vós sois o sal da terra e luz do mundo” (Mt 5, 13-14), citando ainda frases e pensamentos de nosso fundador, São Vicente Pallotti, que afirmava: “Cada qual em seu próprio estado, na própria condição, de acordo com os próprios dons, podem dedicar-se às obras do Apostolado Católico para reavivar a fé, reacender a caridade e propagá-las em todo o mundo”.
Além de ter sido um momento descontraído, em clima de alegria e amizade, a Trilha proporcionou a cada participante uma reflexão individual sobre o caminho de conversão, que exige esforço, dedicação e sacrifício, mas que ao mesmo tempo conta com a graça de Deus, que sempre nos acompanha, e com o apoio de nossos irmãos na caminhada da vida.
Que Nosso Senhor nos ajude na trilha de nossa conversão nesta última semana quaresmal, para vivermos intensamente a semana santa e celebrarmos dignamente a Ressurreição de Cristo.
Ir. Ellen Cirila, CSAC