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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Testemunho do nosso irmão Bruno Gonzales sobre o RENASCEM





Com imenso júbilo e alegria aconteceu nos dias 09 a 13 de julho, na Diocese de Duque de Caxias, na Casa São Francisco de Assis, o RENASEM (Ministério para Seminaristas da Renovação Carismática Católica). Ele iniciou-se às 19h00 com a Santa Missa na Catedral de Santo Antônio presidida pelo bispo diocesano Dom Tarcísio.
Os dias de retiro espiritual foram para mim como uma verdadeira experiência de Cenáculo, pois pude perceber que fazer experiência com o Espírito Santo é renovar sempre em nós a chama do amor de Deus; é recordar e atualizar que um dia fomos chamados pelo próprio Cristo a dar continuidade à missão salvífica do Reino de Deus, buscando a salvação das almas e propagando o amor de Deus em todo o mundo. É importante lembrar que nossa espiritualidade palotina é propriamente a vivência do Cenáculo e a regra fundamental da nossa mínima congregação é a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, como São Vicente Pallotti nos ensina, somos convidados a fazer a experiência de estar em Cenáculo, buscando sempre ser preenchidos pelo amor e pela graça de Deus, para reavivar a fé e reacender a caridade, esperando um dia que haja um só rebanho e um só Pastor.
Durante o retiro, o Pe. Alexandre Paccioli (pregador do retiro e diretor espiritual do Seminário da Arquidiocese do Rio de Janeiro), incentivou e levantou grandes reflexões como a vida de santidade, a vida de oração, o discernimento vocacional e ainda, como buscar exercícios para um bom combate espiritual. Partilho com vocês algumas reflexões que marcaram profundamente em minha caminhada formativa.
Na manhã de terça-feira o pregador do retiro começou pregando sobre o “Buscar as coisas santas” e reforçou o que o Papa Pio XI disse uma vez em uma de suas encíclicas: “Nós tocamos as coisas santas”. Levantou em mim um grande e forte desejo de santidade, a ter sempre sede do Espírito Santo! Escutar o ideal de santidade e não deixar esfriar a chama, o fogo de Deus em mim. Eu não posso estar no mesmo estado de vida que entrei no seminário. Sou um homem que escuta as bem-aventuranças. Não posso apenas ficar olhando para os santos e imitá-los; o meu chamado de santidade é diferente do deles! Ele é particular! É imitação da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo!
 Na quarta-feira fui convidado a experimentar o verdadeiro amor de Filiação dado por Deus. Se houverem apegos quando vier a faltar o amor, nós iremos certamente buscar um amor humano e não aquele de Deus. Só o amor de Deus nos basta! E o que significa só o amor de Deus nos basta? Significa além de tudo viver bem a virtude da temperança, ou seja, ter medida de todas as coisas e entender que o amor misericordioso de Jesus nos preenche de todo vazio. Deus acima de todas as coisas, como dizia Pallotti: “Deus, Deus, Deus... Deus em tudo e sempre”.
Todo desejo de santidade deve começar pelo bem dos mais próximos de nós. O desejo de salvar almas está em mim? Será que tenho consciência da pessoa que está próxima a mim?  Será que ela vai me tornar mais santo? É uma responsabilidade da minha vida como batizado e um dever como consagrado a Deus. Muitas pessoas dependem de nossa palavra para receber uma cura, um conforto espiritual que muitas vezes não têm. Somos pontes que levam as pessoas a conhecer Jesus Cristo, o único Deus e Senhor dos senhores. Somos pastores de almas. Não conhecemos o rebanho, mas o Senhor escolhe o rebanho a ser dado a nós. Devemos sempre rezar pelas almas do purgatório, mas principalmente pelas pessoas que pedem por socorro. Como está meu jejum e oração por aquela pessoa que está precisando de uma libertação? Enfim, fui chamado por Deus para continuar a missão salvífica de Cristo, para cooperar na obra do Apostolado Católico... obra esta deixada por São Vicente Pallotti.
No penúltimo dia, já quinta-feira daquela semana, fui convidado a recordar o chamado que Deus fez a mim e como vencer, com Cristo, as batalhas espirituais. Percebi que os desafios da vida religiosa são para minha purificação e santificação.
Foram muitas as experiências que pude fazer nesses dias, e sempre recordo a importância de voltar ao primeiro amor. Renovar meu chamado à vida sacerdotal. Como foi o primeiro dia do chamado que Jesus fez a mim? Como foi o momento em que Jesus passou no mar da Galileia e me chamou? Quem estava ali? Foi muito importante voltar a esse primeiro lugar, voltar e escutar o chamado que Ele me fez um dia e lembrar de todas as situações que o Senhor esteve presente em minha vida e o quanto Ele é presente no meio de nós. Eu precisei renovar a essência do meu chamado. Para que Jesus me chamou? Para que minhas mãos sejam as mãos de Jesus, as minhas palavras sejam as palavras de Jesus. Jesus quer santos e santos mártires! Sou grão de trigo e preciso morrer (Jo 12,24). “O sangue dos mártires é semente dos cristãos”. Jesus me convida ao martírio e eu preciso ter um rosto diferente, o rosto de Cristo chagado.
Lá, naqueles dias, aprendi que talvez irei sofrer um martírio não físico, mas moral, e que é a minha comunidade que mais precisa do meu martírio, do meu testemunho, da minha entrega. Esse grão de trigo precisa morrer agora, precisa ser molhado agora, assim como foi molhado por alguns mártires. Eu quero ser como Cristo. Não como Pedro foi, mas como o mundo vai fazer de mim sendo um pastor de almas. Somos sacerdotes de Jesus Cristo para que a redenção de Jesus seja levada a todas as almas. Para que Deus me quer consagrado a Ele? Para que Deus me quer como sacerdote? Para ter vida boa? Não! Quero ser amigo do sofrimento! Amigo da cruz de Cristo! Devo me perguntar: aonde Deus está me chamando ao martírio? Em que situações Deus está me chamando ao martírio? Vivemos num tempo em que necessita de muitos martírios para compreender que Deus existe. Quando falamos de ser amigo de Deus fugimos da cruz. Não podemos negar que Cristo foi crucificado e morreu por nós. O Senhor crucificado está batendo hoje na minha porta, no meu coração, para que eu morra por Ele e viva por Seu Espírito. O desejo do sacrifício leva-me a santificar-me por Ele.
O momento central da Santa Missa, que é a Oração Eucarística, é o momento no qual Cristo se dá em corpo e sangue por nós. E eu? Irei dar meu corpo e meu sangue à Jesus? Devemos retomar o amor à Santa Cruz. Quero ser sacerdote segundo o coração de Jesus? Assim, em tudo ser de Deus! Todo louvor que for dado aqui será uma chama nova de amor de Deus. Não quero dar o melhor para as pessoas, mas sim a minha vida. O caminho da amizade com a cruz vai me trazer uma alegria que ninguém tira. Ninguém!
Ofereço ao desagravo Coração de Jesus e com Maria todas as dores. Sou muito grato a Deus e aos padres formadores da Sociedade do Apostolado Católico, que tiveram a iniciativa e que de alguma forma contribuíram para que eu pudesse fazer mais uma vez uma experiência com Jesus e com Maria Santíssima, aquela que é Esposa do Espírito Santo.

domingo, 19 de agosto de 2018

Sobre a Vida Consagrada na Igreja: celebração e alegria!


Sobre a Vida Consagrada na Igreja: celebração e alegria!

A Igreja no Brasil escolheu o mês de agosto como um tempo propício para a reflexão e oração vocacionais: a cada final de semana do mês uma vocação específica na Igreja é sempre celebrada. Assim, no primeiro final de semana pedimos a graça de vocações sacerdotais; no segundo final de semana rezamos pelos pais e a vocação matrimonial; depois, refletimos a beleza da vocação religiosa e por fim, no ultimo final de semana, a vocação laical, e mais especificadamente, a vocação do catequista. 

E foi por este motivo que nosso Seminário Maior Palotino abriu as suas portas para acolher, numa manhã muito agradável, as várias congregações religiosas que estão aqui ao nosso redor e para nos alegramos juntos pela vida consagrada na Igreja: Irmãs de São José, Irmãs do Preciosíssimo Sangue, do Movimento de Foucauld e ainda outras congregações, além dos Missionários do Sagrado Coração e nós, padres e irmãos palotinos!

Juntos celebramos a Santa Missa e depois partilhamos nossas vidas em torno da mesa do café, com muita alegria, musica e festa, como de fato deve ser a vida de um religioso a Deus consagrado! 

Pe. Daniel Luz Rocchetti, SAC - Reitor do Seminário Maior Palotino

A vocação de irmão palotino


A vocação de irmão palotino

“O que é ser irmão consagrado?” “Não é só padre?” “Nos palotinos tem isso? Não sabia!” São perguntas recorrentes que escuto tanto de fiéis leigos, como de padres e consagrados e tenho grande alegria de responder. A Sociedade do Apostolado Católico (SAC) é uma comunidade de padres e irmãos palotinos. A vocação de irmão faz parte da origem da fundação de São Vicente Pallotti e sem ela a SAC perderia sua originalidade e sua distinção frente a outros institutos e comunidades religiosas, pois deixaria de testemunhar a universalidade do Apostolado Católico. É uma vocação específica, que na Igreja, teve origem nos primeiros séculos do Cristianismo, com os primeiros monges que eram irmãos leigos.
Ir. Elson Carvalho, SAC - com seus pais

O irmão palotino tem como modelo de vocação São José, que cooperou de maneira eficaz na vida de Cristo, com seu trabalho, amor de pai, serviu o Senhor, de forma silenciosa, levando uma vida oculta, santa e “justa”. Esse é o trabalho que o irmão exerce na comunidade palotina, servir a Deus e aos irmãos, levando uma vida simples, silenciosa, de oração, de serviço, fora dos holofotes, dedicando toda a sua vida ao Apostolado Católico.
Ir. Leandro Benetti, SAC - Brasileiro

A vocação do irmão, às vezes, é confundida com trabalhos específicos, como jardineiro, carpinteiro, cozinheiro, não há nada de vergonhoso nestes trabalhos, no entanto, identificar a vocação de irmão a esses serviços é reduzir por completo, não só a vocação de irmão, mas o próprio carisma palotino, que não é o muito fazer, mas o ser. Ser irmão é ser Cristo na Terra, nas suas características pré anuncio evangélico, na sua vida simples em Nazaré, com sua profunda união com o Pai e nos serviços que a vida humana lhe exigia, como carpinteiro, por exemplo. Vemos, portanto, que a vocação de irmão é mais do que fazer é ser.
Ir. Carlos Zontini, SAC - Brasileiro (*1922 +2016).

O irmão tem servido a Igreja em vários campos. Na comunidade palotina, o irmão tem trabalhado tanto nas missões, como nas casas de formação, no trabalho caritativo e assistências sociais, na educação, como professores, diretores, etc. Em resumo, o irmão pode fazer tudo que não exige o ministério sacerdotal. Isso faz com que o irmão tenha uma ação mais livre do que aqueles que são padres, pois estes têm compromissos com o seu ministério na sua comunidade local, seja na paróquia ou em uma diocese, o irmão, por sua vez, pode exercer seu ministério consagrado leigo em toda parte, sem limites territorial e diocesano.
Ir. Rafał Jan Zajdowicz, SAC - Polonês

“E todos vocês são irmãos” (Mt 23,8). A vocação de irmão só tem sentido em comunidade, porque “o irmão só é irmão em meio aos irmãos, no contexto da fraternidade, nunca solitário”. Na comunidade, o irmão se faz um com os outros, vivendo em comunhão de vida e de apostolado. Na SAC, somos uma comunidade de irmãos, acontece que alguns irmãos são chamados para exercer na Igreja e em favor do povo de Deus o ministério sacerdotal. Portanto, os padres palotinos nas comunidades paroquiais são padres, mas na SAC, são irmãos com os irmãos.
Ir. Matthias Terhorst, SAC - Alemão

A missão do irmão na Igreja é testemunhar para todo o povo cristão a importância da doação total de si mesmo a Deus e de que todos são chamados a levar uma vida santa, seguindo os conselhos evangélicos. Peçamos a Deus, que suscite, no meio do seu povo, vocacionados a irmão, que imitando São José, doe sua vida de maneira silenciosa, laboriosa e orante pelo bem da Igreja.


Irmão Elson Carvalho, SAC

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Consagração e renovação das promessas à Sociedade do Apostolado Católico - SAC

Dia mundial da vida consagrada - Consagração e renovação das promessas à Sociedade do Apostolado Católico - SAC

No último dia 02 de fevereiro, dia da  Apresentação do Senhor, a Igreja celebra também o dia mundial da  vida consagrada. A liturgia deste dia é o ponto culminante do Natal do Senhor, pois indica o modo como se deu a encarnação do Filho de Deus. E a que ela se destina. Cristo, semelhante a nós, tornou-se solidário conosco, participando das nossas fraquezas, exceto no pecado; da mesma forma, estamos unidos a ele, sendo associados à sua oferta ao Pai. A Apresentação do Menino Jesus no templo é também a nossa consagração a Deus, por causa da nossa união com o Filho Humanado.

Neste dia tão especial para a Igreja, a comunidade Palotina da Região “Mãe de Misericórdia” recebeu a primeira consagração do noviço Felipe Batista de Oliveira e a renovação da das promessas dos seminaristas: Bruno Bauer Corrêa da Cruz  SAC, Bruno Gonzáles Silveira SAC, Elson Carvalho Filho SAC, José Luiz Alves da Silva Junior  SAC e Marcelo da Silva Rodrigues SAC, por mais um ano, em uma celebração cheia de amor.

Na homilia, Pe. Estêvão  Lewandowski SAC,  após saudar os sacerdotes co-irmãos presentes na celebração, falou sobre a dimensão de doação e missão, presentes na vida sacerdotal. Também como na parábola do “tesouro escondido”, onde o homem vende tudo por aquele tesouro,  cada um tinha planos, projetos,  mas largaram tudo, pois Jesus é o tesouro precioso, pelo qual  vale a  pena deixar tudo, sem mesmo saber para onde podemos ir ou o que vai acontecer, mas certos de quem coloca suas riquezas em Deus, terá sempre a sua recompensa em amor e graça.

Após, o sacerdote lembrou das promessas que os seminaristas iriam fazer a seguir: pobreza, castidade, obediência, perseverança, espírito de serviço e comunhão de bens, e  deu a cada um dicas de como perseverar no caminho como consagrado Palotino.

Peçamos a nossa padroeira, Maria Rainha dos Apóstolos:
Virgem santa e humilde, assim como aceitastes a vontade do Senhor que vos chamava a ser a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. Segundo a Lei, aos  quarenta dias do Nascimento, apresentastes vosso Filho no templo de Jerusalém para consagrá-lo ao Pai. Ajudai-nos a imitar-vos  na humildade e na obediência a Jesus Cristo, o Apóstolo do Eterno Pai.

Bruno Gonzáles Silveira SAC

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Papa a consagrados: Jesus, único caminho que devemos seguir com alegria e perseverança

2015-02-04 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - “Obediência e sabedoria, na alegria e na criatividade”: foi a exortação do Papa Francisco na homilia da Missa aos religiosos e religiosas, celebrada na tarde desta segunda-feira, na Basílica de São Pedro, por ocasião da festa da Apresentação do Senhor e do XIX Dia da Vida Consagrada. Conduzam os outros a Jesus, mas deixem-se também conduzir por Ele, disse-lhes o Santo Padre.
A emocionada ternura com a qual Maria caminha no Templo com Jesus Menino no braço, levando-o a encontrar o Seu povo.
Na festa da Apresentação do Senhor, o Pontífice iniciou a sua homilia com esta cena evangélica, para falar a consagrados e consagradas, ressaltando o profundo significado da imagem de Maria que leva o Filho, mas também d’Ele que, no fundo, a leva neste caminho de Deus que vem até nós, a fim de que nós possamos ir até Ele.
“Jesus fez a nossa mesma estrada para indicar-nos o caminho novo, ou seja, o caminho novo e vivo, que é Ele mesmo. E para nós, consagrados, este é o único caminho que, concretamente e sem alternativas, devemos percorrer com alegria e perseverança.”
Este caminho passa pela obediência. “Jesus não veio fazer a sua vontade – disse o Papa –, mas a vontade do Pai. Assim, quem segue Jesus se coloca no caminho da obediência – continuou o Bispo de Roma – abaixando-se e fazendo sua a vontade do Pai, inclusive até o aniquilamento e humilhação de si mesmo.
“Para um religioso, progredir significa abaixar-se no serviço, isto é, fazer o mesmo caminho de Jesus, que não considera um privilégio ser igual a Deus. Abaixar-se fazendo-se servo para servir.”
Através desta lei – continuou o Papa – os consagrados podem alcançar a sabedoria, um dote que opera concretamente e que é dom do Espírito Santo. Seu sinal evidente é a alegria.
A cena da Apresentação de Jesus no Tempo volta em evidência quando Francisco coloca lado a lado o grupo dos jovens, Maria e José; e dos anciãos, Simeão e Ana, que acolhem o Menino. Ambos os grupos conduzem o Menino, mas são também conduzidos por Ele.
Ambos os grupos são guiados pela obediência a Deus e à lei. Aspectos que nos anciãos se desdobram numa qualidade ulterior: a da criatividade, própria de quem é repleto do Espírito Santo. Deste modo – diz o Papa –, Deus mesmo transforma a obediência em sabedoria.
“Através do caminho perseverante na obediência, amadurece a sabedoria pessoal e comunitária, e assim se torna possível também adaptar as regras aos tempos: de fato, a verdadeira atualização é obra da sabedoria, forjada na docilidade e obediência.”
Justamente por isso – ressaltou Francisco aos religiosos e religiosas –, o revigoramento e a renovação da vida consagrada se dão através de um grande amor à regra e também através da capacidade de contemplar e ouvir os anciãos da Congregação.
“Através deste caminho, somos preservados do viver a nossa consagração de modo light e desencarnado, como se fosse um gnose, que se reduziria a uma “caricatura” da vida religiosa, na qual se vive o seguimento a Cristo sem renúncia, uma oração sem encontro, uma vida fraterna sem comunhão, uma obediência sem confiança, uma caridade sem transcendência.”
Portanto – concluiu o Papa Francisco –, entremos no mistério que se manifesta no conduzir os outros a Jesus, deixando-nos, ao mesmo tempo, conduzir por Jesus. “Isto é o que devemos ser: guias guiados”. (RL)
Fonte: Vatican Radio

domingo, 30 de novembro de 2014

Carta do Papa Francisco aos consagrados e consagradas

Consagração Perpétua | Pe. Saulo SAC
Na carta o Papa Francisco, partindo das indicações contidas na Exortação Apostólica sobre a Vida Consagrada de S. João Paulo II, elenca três objetivos prioritários para a celebração deste novo Ano da Vida Consagrada: antes de mais a necessidade de “olhar para o passado com espírito de gratidão” por forma a fazer permanecer viva a própria identidade sem nunca fechar os olhos perante as incoerências, frutos da fraqueza humana, mas também fruto do oblio [esquecimento] de alguns aspectos essenciais do carisma da vida consagrada.
Consagração Perpétua | Fr. Denis SAC
O Segundo objectivo indicado pelo Papa Francisco é a “necessidade de viver o presente com paixão” vivendo plenamente o Evangelho no espírito de comunhão. Finalmente, o terceiro objectivo consiste em “abraçar o futuro com esperança” sem nunca deixar-se desencorajar pelas inúmeras dificuldades que afetam a vida consagrada, a começar pela crise das vocações. Neste sentido, advertiu o Santo Padre, dirigindo-se de modo particular aos mais jovens, “não cedais à tentação dos números  e da eficiência, nem tão pouco à tentação de confiar exclusivamente nas vossas experiências pessoais”.
A fantasia da caridade, escreve ainda o Papa Francisco não conhece limites e precisa de entusiasmo para levar o Evangelho às culturas e aos diversos âmbitos sociais. Saber transmitir a alegria  e a felicidade da fé vivida na comunidade, faz crescer a capacidade de atração da Igreja. Neste sentido, recordou o Santo Padre, é o testemunho do amor fraterno, da solidariedade e da partilha a conferir um valor à Igreja. Essa mesma Igreja que deve ser a “mó” ou “laboratório” dos profetas que como tais devem ser capazes de discernir a história na qual vivem e de interpretar os eventos, denunciando o mal, o pecado e as injustiças.
A expetativa, não é portanto, segundo o Papa Francisco,  manter vivas as utopias, mas sim saber criar “outros lugares” nos quais poder viver segundo a lógica do Evangélica do dom, da fraternidade, da diversidade e do amor recíproco. Neste sentido, recorda o Papa Francisco, o lugar ideal para que tudo isso possa ser realizado permanecem os Institutos de vida consagrada a que cada um pertence e que não devem ser transformados numa realidade isolada, numa espécie de ilha.
Neste sentido o Papa Francisco faz votos para que este ano da Vida Consagrada possa ser uma ocasião propícia para se estabelecer uma maior e renovada colaboração entre as diferentes comunidades de vida consagrada e mesmo entre Igrejas diferentes, no acolhimento dos emigrantes, dos refugiados, na cura dos pobres, no anúncio do Evangelho e na iniciação à vida da oração.
Nesta carta aos consagrados e consagradas, o Papa Francisco evoca também o papel importante dos leigos, que juntamente aos consagrados partilham os ideais, o espírito e a missão da Igreja. Neste sentido o Santo Padre exorta os seus irmãos no episcopado a serem solícitos na promoção dos diversos carismas, sustentando, animando e ajudando no discernimento por forma a fazer resplandecer a beleza e a santidade da vida consagrada na Igreja nas respetivas comunidades.    
Fonte: pt.radiovaticana.va (acesso em 30 de novembro de 2014)



CARTA APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO ÀS PESSOAS CONSAGRADAS

CARTA APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO
ÀS PESSOAS CONSAGRADAS
PARA PROCLAMAÇÃO DO ANO DA VIDA CONSAGRADA 
Leia na íntegra: w2.vatican.va

O logotipo do ano da vida consagrada

2014-10-07 L’Osservatore Romano
O logótipo para o ano da vida consagrada – obra da pintora Carmela Boccasile, que divide o seu trabalho artístico com o marido Lillo Dellino e com o filho Dario – exprime através de símbolos os valores fundamentais da consagração religiosa. Nela reconhece-se a «obra incessante do Espírito Santo, que ao longo dos séculos desenvolve as riquezas da prática dos conselhos evangélicos através dos múltiplos carismas e também por este caminho torna perenemente presente na Igreja e no mundo, no tempo e no espaço, o mistério de Cristo» (Vita consecrata, 5).

No sinal gráfico que representa a pomba intui-se o árabe «paz»: uma chamada à vocação da vida consagrada a ser exemplo de reconciliação universal em Cristo.

As águas, formadas por peças de mosaico, indicam a complexidade e a harmonia dos elementos humanos e cósmicos que o Espírito faz «gemer» segundo os misteriosos desígnios de Deus (cf. Romanos 8, 26-27) para que confluam no encontro hospitaleiro e fecundo que leva à nova criação. Entre as vagas da história a pomba voa sobre as águas do dilúvio (cf. Génesis 8, 8-14). Os consagrados e consagradas no sinal do Evangelho desde sempre peregrinos entre os povos vivem a sua variedade carismática e diaconal como «bons administradores da multiforme graça de Deus» (1 Pedro 4, 10); marcados pela Cruz de Cristo até ao martírio, habitam a história com a sabedoria do Evangelho, Igreja que abraça e purifica todo o humano em Cristo

Fonte: www.news.va (acesso em 30 de novembro de 2014)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Francisco aos consagrados: "Não temam a renovação"

2014-11-28 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) –  O Papa recebeu, na manhã desta quinta-feira, cerca de 80 participantes da Plenária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, em andamento no Vaticano. Francisco fez um agradecimento ao Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito do dicastério, por promover o encontro cujo tema é  “Vinho novo em odres novos”, extraído do Evangelho de São Marcos.
O Pontífice recordou que “não devemos ter medo de reformar hábitos e estruturas que já não respondem ao que Deus nos pede hoje para o seu Reino: estruturas que nos dão falsa proteção e que condicionam o dinamismo da caridade; costumes que nos afastam do rebanho ao qual somos enviados e nos impedem de ouvir o grito daqueles que aguardam a Boa Nova de Jesus Cristo”.
Na sequência, Francisco falou dos desafios que a vida consagrada enfrenta hoje: a resistência de alguns setores às mudanças, a pouca força de atração, a fragilidade de alguns percursos de formação, o interesse por cargos institucionais e ministeriais em detrimento da vida espiritual, a difícil integração das diversidades de cultura e de geração e o problemático equilíbrio do exercício da autoridade e do uso dos bens. O Papa sugeriu aos consagrados que escutem os sinais do Espírito, que abre novos horizontes, sempre a partir do Evangelho e inspirados na audácia criativa de seus fundadores e fundadoras. 
Por fim, como forma de encorajamento, convidou todos a prosseguirem no caminho da renovação iniciado há 50 anos, com o Concílio, avaliando as novidades à luz da Palavra de Deus e à escuta das necessidades da Igreja e do mundo.  
A Plenária se realiza no âmbito da abertura do Ano da Vida Consagrada, programada para 30 de novembro e vai até sábado. (CM)
Fonte: www.news.va (acesso em 28 de novembro de 2014)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Belém - Secretariado Geral para a Formação


            Já se passou um ano da eleição do Papa Francisco ao trono de Pedro. Uma das mensagens chaves que emergem dos seus escritos e discursos neste período é a mensagem da ALEGRIA. Basta ler o conteúdo do seu discurso realizado por ocasião do encontro com os noviços e seminaristas no mês de julho de 2013, a publicação da sua exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ e, mais recente, a sua carta endereçada a todos os Religiosos e Religiosas para o Ano da Vida Consagrada (2015) com o título ‘Alegrai-vos’.

            A este respeito tenho uma noticia que é fonte de grande alegria para toda a nossa família Palotina: a publicação de um novo capítulo da Ratio Institutionis dedicado à vocação, à formação e à missão dos Irmãos. Este documento será enviado a todos os membros da Sociedade do Apostolado Católico. É um documento muito importante para toda a família Palotina por varias razões:

·        O documento reconhece claramente a importância da expressão da vocação do irmão na Família Palotina. Todos tem a obrigação de promover a vocação dos Irmãos Palotinos.
·        No âmbito da formação o documento individualiza a necessidade de conhecimento de um ofício ou de uma arte, além de individualizar a necessidade de uma formação teológico-pastoral. Com a contribuição destes dois ramos da formação é possível dar aos candidatos a Irmãos a preparação adequada para dar-lhes a possibilidade de servir melhor a SAC bem como a Igreja do século XXI.
·        Este documento coloca a vocação e a missão dos Irmãos no contexto apropriado da União do Apostolado Católico. Os Irmãos possuem um papel único e oferecem um testemunho particular na UAC. Eles são leigos consagrados e vivem em comunidade. Na família Palotina ocupam uma posição intermediária entre o estado clerical e o estado laico. A formação no carisma e na espiritualidade da União são essenciais para os irmãos: somente desta maneira eles podem participar e contribuir para o crescimento da União do Apostolado Católico.

Comecei falando do Papa Francisco e sua mensagem de alegria. Em 13 de março de 2013, no dia da sua eleição para o papado, estava acontecendo o Encontro Internacional dos Irmãos na Polônia. Era o último dia do encontro, quando chegou a notícia: "Fumaça branca no Vaticano". No próximo ano organizaremos outro Encontro Internacional de Irmãos, novamente na Polônia. Espero que possamos continuar na direção certa que este documento nos deu. Este documento constitui o nosso mapa para o futuro.



Ir. Stephen Buckley
Secretariado Geral para a Formação

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Retiro de Consagração 2014 | Guapimirim (RJ)

Durante o período de 27 a 31 de janeiro, a comunidade do Seminário Maior Palotino esteve em retiro em preparação para a Primeira Consagração e Renovação das Promessas. O retiro aconteceu em Guapimirim – RJ, na casa de Postulado Mãe do Divino Amor. Para a pregação foi escolhido o Padre Ceslau Zajac SAC, um dos membros fundadores e primeiro superior da missão que deu origem a Região Mãe da Misericórdia (RJ). Com seus 53 anos de sacerdócio e 77 de vida, este sacerdote enriqueceu o retiro com seu testemunho alegre e perseverante de vocação palotina. Com sua sabedoria e comentários sobre a realidade da Igreja, ele proporcionou uma visão Cristocêntrica e atual da vocação palotina na Igreja.


O pregador propôs como tema para o Retiro, o seguinte pensamento, que permeou todas as colocações: “Paixão pelo Cristo e paixão pelo Povo de Deus”. Baseando-se na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do Papa Francisco, padre Ceslau apontou o cultivo da paixão por nosso Senhor como o caminho para vencer a vaidade e viver o seguimento de Cristo de forma integral, realizando, assim, o plano de Deus para sua própria vida. Ele exortou, ainda, a abertura de coração para “colaborar com o Espírito Santo”, indicando como exemplo os santos que fizeram coisas estupendas, tendo como guia tão admirável amigo. Advertiu os jovens estudantes sobre o perigo da vaidade, lembrando que “até o menor impulso para o bem provém de Deus”. E, se todo bem procede de Deus, não há espaço para inflar-se com o orgulho ao realizar qualquer boa obra. Ainda citando a Evangelii Gaudium, alertou quanto ao perigo do “mundanismo espiritual, que se esconde por detrás de aparências de religiosidade e até mesmo de amor à Igreja, é buscar, em vez da glória do Senhor, a glória humana e o bem-estar pessoal." (Evangelii Gaudium, 93)          
Durante a segunda metade do retiro, todas as colocações giraram em torno da vida consagrada religiosa. Foram trabalhadas, uma a uma, as promessas feitas na comunidade palotina (castidade, obediência, pobreza, perseverança, comunhão de bens e espírito de serviço). Baseando-se na Lei SAC e na própria vivência de sua consagração, o pregador indicou meios para viver bem os compromissos da consagração, tendo como coluna vertebral da vivência diária da consagração palotina a imitação de Cristo casto, obediente, pobre, perseverante e servo, tendo tudo em comum, a exemplo da comunidade primitiva dos fiéis de Jerusalém (“A multidão dos que haviam crido era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava exclusivamente seu o que possuía, mas tudo entre eles era em comum” [At 4,32]).

Portanto, foi esse retiro uma experiência de aprendizado, de discipulado. Em sua homilia na festa da Apresentação do Senhor, o Papa Francisco, comentando o encontro entre a Sagrada Família de Nazaré e os anciãos Simeão e Ana, disse: "é um encontro entre os jovens cheios de alegria em observar a Lei do Senhor e os anciãos cheios de alegria pela ação do Espírito Santo. É um singular encontro entre observância e profecia, onde os jovens são os observantes e os anciãos são os proféticos!”Tais palavras se aplicam e resumem o espírito e a experiência desses dias de retiro.

  













domingo, 2 de fevereiro de 2014

Papa Francisco aos consagrados: Sejam abertos à voz de Deus que fala, abre e conduz

2014-02-02 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco presidiu a celebração eucarística na Basílica de São Pedro, neste domingo, 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, e 18° Dia Mundial da Vida Consagrada.
Em sua homilia, o pontífice sublinhou que "a Festa da Apresentação de Jesus no Templo é chamada também 'a festa do encontro': o encontro entre Jesus e o seu povo; quando Maria e José levaram o seu filho ao Templo de Jerusalém, realizou-se o primeiro encontro entre Jesus e o seu povo, representado pelos dois anciãos, Simeão e Ana".
"Aquele foi também um encontro dentro da história do povo, um encontro entre os jovens e os idosos: os jovens eram Maria e José com o seu recém-nascido e os anciãos eram Simeão e Ana, dois personagens que sempre frequentavam o Templo", frisou o Santo Padre.
O evangelista Lucas, sobre Nossa Senhora e São José, repete por quatro vezes que eles queriam fazer aquilo que era prescrito pela Lei do Senhor. "Percebe-se que os pais de Jesus têm a alegria de observar os preceitos de Deus, a alegria de caminhar na Lei do Senhor! São dois esposos novos, recém tiveram a criança e estão animados pelo desejo de cumprir aquilo que está prescrito. Não é um fato exterior, não é para sentir-se com o dever cumprido, não! É um desejo forte, profundo, cheio de alegria. É aquilo que diz o Salmo: 'Na observância dos teus ensinamentos eu me alegro... A vossa lei é a minha delícia'".
Sobre os anciãos, São Lucas diz "que eram guiados pelo Espírito Santo. De Simeão, afirma que era um homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel, e que o 'o Espírito Santo estava n'ele'; disse que 'o Espírito Santo o havia revelado que não morreria sem antes ver o Cristo, o Messias; e enfim que se dirigiu ao Templo "impelido pelo Espírito Santo'. De Ana, diz que era uma 'profetiza', isto é, inspirada por Deus; e que estava sempre no Templo 'servindo a Deus com jejuns e orações'. Estes dois anciãos são cheios de vida! São cheios de vida porque animados pelo Espírito Santo, dóceis à sua ação, sensíveis aos seus chamados."
"Eis o encontro entre a Sagrada Família e estes dois representantes do povo santo de Deus. No centro está Jesus. É Ele que move tudo, que os atrai ao Templo, casa de seu Pai."
O Papa Francisco destacou que este "é um encontro entre os jovens cheios de alegria em observar a Lei do Senhor e os anciãos cheios de alegria pela ação do Espírito Santo. É um singular encontro entre observância e profecia, onde os jovens são os observantes e os anciãos são os proféticos! Na realidade, se refletirmos bem, a observância da Lei é animada pelo mesmo Espírito, e a profecia se cumpre no caminho indicado pela Lei. Quem mais do que Maria é cheia do Espírito Santo? Quem mais do que ela é dócil à sua ação?"
À luz desta passagem do Evangelho, o Santo Padre convidou a olhar "para vida consagrada como a um encontro com Cristo, pois Ele vem até nós, trazido por Maria e José, e nós vamos em direção a Ele, guiados pelo Espírito Santo. Mas no centro está Ele. Ele move tudo, Ele nos atrai ao Templo, à Igreja, onde podemos encontrá-lo, reconhecê-lo, acolhê-lo e abraçá-lo".
"Jesus vem ao nosso encontro na Igreja através do carisma de fundação de um Instituto: é bonito pensar assim à nossa vocação! O nosso encontro com Cristo tomou a sua forma na Igreja mediante o carisma de uma testemunha sua. Isto sempre nos surpreende e nos faz dar graças", disse ainda Francisco.
"Na vida consagrada também se vive o encontro entre os jovens e os anciãos, entre a observância e a profecia. Não vemos isto como duas realidades contrapostas! Deixamos que o Espírito Santo as anime e o sinal disso é a alegria: a alegria de observar, de caminhar numa regra de vida; e a alegria de ser guiados pelo Espírito, nunca rígidos, nunca fechados, mas sempre abertos à voz de Deus que fala, que abre e conduz."
O Papa disse ainda que "faz bem aos anciãos comunicar a sabedoria aos jovens; e faz bem aos jovens acolher este patrimônio de experiência e de sabedoria e levá-lo adiante, para o bem das respectivas famílias religiosas e de toda a Igreja".
"Que a graça deste mistério, o mistério do encontro, nos ilumine e nos conforte em nosso caminho", concluiu Francisco. (JE/MJ)



Dia Mundial da Vida Consagrada

"As pessoas consagradas são sinal de Deus nos diversos ambientes da vida, são fermento para o crescimento de uma sociedade mais justa e fraterna, são profecia de partilha com os pequenos e os pobres."
Papa Francisco