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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O Carnaval de São Vicente Pallotti

A festa do carnaval é uma tradição muito antiga em diversos povos. A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. Tal significado refere-se ao jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. A Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações, uma forma de evitar os excessos.

            A partir deste contexto, onde se encontrava grandes inversões de valores, encontramos nas Obras Completas de São Vicente Pallotti um “Convite para o Carnaval”:

          Maria SS. Aflita Imaculada Mãe de Deus convida os filhos da Igreja seus devotos a restabelecerem as dores de Jesus Cristo.
Renovai pecadores no carnaval, com atos de virtude e de mortificação.  
A Primeira Dor do Pé esquerdo restabelecida pelos pecadores nos festejos e nas danças.
Ó devotos de Maria!

Reparação:
    1.    Fazer qualquer penitência à maneira de S. Francisco Xavier, que através da dança rodeou-se de aves na altura das pernas.
  2.    Visitar frequentemente o Santíssimo Sacramento, e os mais devotos os altares da Virgem, como fazia nesse tempo S. Bernardo.

A Segunda Dor do Pé direito restabelecida pelos pecadores com os crápulas e as farras.

Reparação:
      1.    Com certa abstinência para imitar Santa Caterina de Sena, que nesses dias jejuava.
      2.    Com uma comunhão particular feita na quinta-feira, dia mais frequentado pelos pecadores. Por isso S. Gertrudes se comunicava neste dia.

A Terceira Dor da mão esquerda restabelecida pelos pecadores com os Espetáculos, e as Comédias.

Reparação:
    1.    Com modéstia, e mortificação extraordinária de olhares como o exemplo de S.  Luiz, que forçado a ir a uma festa, não ergueu jamais os olhos.
2.    Com frequente admiração a imagem do Crucifixo, e ler algum livro espiritual. Assim S. Francisco contemplava por horas o Crucifixo.

A Quarta Dor da Mão direita restabelecida pelos Pecadores nas Vigílias, e nas Conversas malévolas.

Reparação:
1.  Com a introdução de bons discursos às obras pias; como S. Felipe Neri nesse tempo atraia a juventude a oratória.
2.  Com privação de alguma recreação da qual se gosta muito. Por essa razão S. Francisco de Sales se privava de toda diversão.

A Quinta Dor da parede torácica de Cristo renovada pelos Pecadores na repetição dos deleites sensuais.

Reparação:
1.  Com mortificação do corpo, e dos sentidos a imitação de S. Carlos Borromeu, que fazia grande penitência no carnaval.
2.  Procurando com trabalho que outros nesses dias não ofendam a Deus. Para reparar um pecado Santo Inácio imergiu-se em água gelada.
S. Gertrudes em um estado de êxtase viu que Cristo fazia S. João escrever com letras de ouro as belas ações praticadas no carnaval, para lhe remunerar com especialíssimas graças.


A partir deste escrito, observa-se o forte valor do testemunho da vida dos santos. Práticas devocionais que cooperam na santificação da alma, buscando uma vida devota voltada ao serviço de Deus. Nossas práticas não podem ceder aos desejos carnais e ser domada por tais instintos. Que nesses dias de festa, a exemplo de São Vicente Pallotti, possamos viver de forma mais íntegra em louvor e ação de graças pelos dons recebidos, preparando-se para os exercícios espirituais advindos na Quaresma.


 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Missão Palotina - 2015 | Testemunho Pedro Mattos (Rio de Janeiro)

Confesso que acordei no dia 31 com vontade zero de ir para a missão. Realmente passou pela minha cabeça não ir. Mas ao pensar em todo o trabalho dos organizadores em preparar esse momento e nas pessoas que viriam de longe para esse encontro eu refleti: Por que não?

No caminho para a paróquia Nossa Senhora Medianeira – onde ocorreria o encontro- fiquei imaginando como seria essa “tal” missão. Ficava pensando em que pessoa, em pleno século XXI, receberia um bando de jovens da Igreja Católica em sua casa. Era algo que, além de me tirar da zona de conforto, soava um pouco estranho.

Chegando lá, participamos uma formação, adoração e missa de envio. As coisas começavam a fazer mais sentido. Não éramos mais simplesmente um bando de jovens fazendo uma missão pela Juventude Palotina. Éramos missionários iluminados por Deus e chamados por Ele a anunciar a boa nova.

Como diz o tema da missão: “Quem me vê, vê aquele que me enviou”. Quem recusaria uma visita do próprio Cristo? Saímos da Medianeira e fomos ao trabalho. As visitações foram  incríveis. Poder ouvir um pouco da história e os testemunhos de cada uma daquelas pessoas que nos recebiam era muito gratificante. Poder levar um pouco de conforto para aqueles lares, e ao mesmo tempo, éramos confortados. Orar por eles e pedir que orassem por nós.

A sensação após concluir a missão era de muita gratidão. Um sentimento de utilidade por estar servindo a nossa Igreja e doando um pouco do nosso tempo para o próximo. Difícil explicar em palavras o sentimento. De fato foi uma experiência muito boa e de muito aprendizado.


Pedro Mattos




quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Missão Palotina - 2015 | Testemunho Andreza Barroco (Rio de Janeiro)


Quando fui chamada para participar da Missão Palotina, vieram muitos pensamentos como: "O que vou dizer?", "Como farei?", "Mas eu sou tímida, como vou conseguir falar?". Mas, não hesitei em dizer sim ao convite. Só consegui participar da Missão no domingo (31/10) e só tenho a dizer que foi, realmente, incrível.

Fomos às ruas para reavivar a fé e reacender a caridade, como São Vicente Pallotti pedia. A príncipio achei que iríamos com o intuito de reavivar a fé nas casas que visitaríamos, mal sabia que essa Missão aumentaria a minha fé.

Jamais esquecerei o olhar da Dona Albertina, uma senhora simples mas com o coração gigante. Que, apesar de tudo que aconteceu em sua vida, não deixou de dedicar seu amor e devoção à Deus. Com pouco tempo de conversa e eu já não conseguia segurar minhas lágrimas. Ali, naquela casa, eu aprendi uma lição que vou levar pra minha vida inteira, uma lição de amor e fé, que não importa as circunstâncias que estamos, que não importa o que aconteça, quando vamos com amor e fé, caminhamos bem. E naquele longo abraço, em que ela só disse pra permanecer firme com Deus, meu coração teve certeza que tomei a decisão certa, a de dedicar minha vida ao Senhor.

Saí de lá emocionada. Todas as casas que abriram as portas fosse pra rezar do portão, da varanda, dentro de suas casas, todas marcaram de diferentes formas. E foi neste fim de semana que Deus me fez um chamado para fazer Crisma, um chamado que já estava despertando desde o Festival em Guapimirim.

Essa Missão trouxe muitas lições, muitas histórias, muitos amigos e irmãos que quero estar sempre próxima. Agradeço a Deus por me escolher, por cada pessoa que passou por mim neste fim de semana, por ter me aproximado de quem eu já conhecia, por poder fazer parte dessa Missão e por poder propagar o amor do nosso Senhor pelo mundo.


Andreza Barroco








quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Missão Palotina - 2015 | Testemunho Thylara Dantas (Rio de Janeiro)

A minha missão começou bem antes dos dias 31.10 e 01.11. Ela começou em 2011, quando voltei para os braços do Pai e disse: "eis-me aqui, Senhor!". Mas hoje, em especial, quero falar deste final de semana. 

Quando recebemos o convite do Padre Josiel em fazer a missão na Medianeira, em Oswaldo Cruz, senti uma felicidade imensa misturada com ansiedade, já que nunca havia participado de missão. 
E antes da missão, tive o privilégio em participar da II Formação Jovem Palotina, que foi uma ótima formação, onde pude reavivar a minha fé, assim como pedia nosso Santo Fundador. E após a formação, sabia que eu precisava terminar sua frase: "e propagá-la em todo o mundo". E ai entrou a missão. 

Sábado tive experiências que ficarão para o resto da minha vida. Jamais esquecerei do rosto da Dona Diva, senhora de 84 anos que está em luta contra o câncer, mas que mostrou que tem uma confiança plena no Senhor, o que me deu mais certeza que jamais devemos temer; das casas que nos acolheram e nos ofereceram um copo d'água com um sofá para descansarmos, já que neste dia estava muito calor e, também lembrarei do Senhor Evangélico, que nos tratou bem e que no dia da Carreata de Nossa Senhora da Medianeira de Todas as Graças, estava emocionado com uma rosa em mãos (08.11). 

E Domingo, tivemos uma linda adoração e grandes momentos em sala, onde vimos pessoas de todo o MUNDO rezando para que nossa missão desse certo, e deu. Andando pelas ruas, indo de casa em casa, conheci um senhor morador de Rua, que posso dizer com toda convicção: ele carrega o Senhor da forma mais sincera em seu coração. Mas infelizmente devido ao alcoolismo, está perdido. Nos agradeceu profundamente em ver Jovens e CATÓLICOS nas ruas e, que com isso, nos deu mais coragem em seguir nossa missão, pois como ele disse: precisa-se de jovens que façam o que fazemos, pois nós levamos Cristo em nosso coração e o mundo precisa ver e saber do Evangelho. Mal sabe ele, que eu quem agradeço por ter me evangelizado. 

A Júlia, a criança mais amável que tive o prazer de conhecer e passar alguns momentos com ela. Ela foi com o meu grupo da Missão e evangelizou mais uma casa, e, foi tão lindo ver uma criança rezando conosco e feliz, por simplesmente estar com a nossa presença. A nossa missão foi fechada com chave de ouro, com a linda missa. Foi um final de semana que me rendeu muitos frutos e muitos novos amigos.Obrigada a Deus por ter me escolhido e obrigada a todos que fizeram parte dessa missão.


Emoticon smile Thylara Dantas








terça-feira, 10 de novembro de 2015

Missão Palotina - 2015 | Testemunho Tammy Takamoto (Niterói)

Creio que cada missão tem sua missão em nós e no outro. Mas nas missões que já fiz e nesta, em especial, falou muito forte em mim a esperança​ e a falta dela.

Acredito que levar o Cristo ao próximo, é levar esperança. Não existe nada mais triste do que ver uma pessoa que perdeu as esperanças, em Deus, na vida e principalmente em si mesma.

Nesta missão encontrei muitas pessoas feridas pelas circunstâncias da vida e pude ver no rosto de cada uma delas a desesperança... nossa! Isso me mata por dentro! Me arrasa ver a desesperança, pois um dia ela também me alcançou e sei o quanto dói; e sei, também, o quão trágico pode ser o fruto da falta de esperança! Mas também me alegro pois sei que é possível mudar. Sei, pois um dia conheci aquEle cujo amor tudo supera, e aprendi que só nEle somos plenificados. E poder ser uma fagulha de esperança para quem quer que seja, me enche de alegria...

De Tammy Takamoto
Por mais contraditório que pareça, foi no olhar das pessoas mais enfermas que eu encontrei  mais esperança. Pude contemplar Deus e sua divina pedagogia em que muitas vezes, permite ferir o corpo para curar a alma. E como isso me dá forças para seguir em frente, olhar para minha vida, para a minha realidade e ver o quão pequenos são os meus problemas e poder, aí, agradecer a Deus e pedir perdão por tanta ingratidão.


Senhor, gratidão por contemplá-Lo no próximo, gerar vida nova em mim, nova esperança e seguir, agora já sem temor... viver e revelá-Lo, até o último suspiro."

Tammy Takamoto











segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Missão Palotina - 2015 | Testemunho Edson Lima (Rio das Pedras)

“Sozinho chegamos mais rápido, porém juntos vamos mais longe”

Olá, eu sou o Edson Lima, tenho 20 anos e sou da Paróquia São João Batista – Rio das Pedras. Já havia participado de outras missões e resolvi dar novamente o meu “sim” para a Missão Palotina.

Eu não conhecia São Vicente Pallotti, nem sua obra. Porém, esse motivo não foi uma barreira que impedisse os meus passos para a evangelização. Contudo, lá, conheci e experimentei o que é ser palotino.

Se eu fosse falar sobre essa missão, não teria palavras suficientes para descrever. Todas as casas que nos receberam, deram-nos testemunhos incríveis. Ensinamos e aprendemos com todos eles. Até mesmo aqueles que só Deus sabe o porquê de não nos terem atendidos, nos ensinaram que a Palavra de Deus não está para todos. Cada um tem seu momento, pois “o nosso tempo, não é o tempo de Deus.”.

 A primeira pessoa que abriu sua casa para nos receber foi um bêbado. Ele estava caído na calçada. No começo, achei que iria dar confusão, porque quando ele acordou começou nos xingar e  "bater boca" com um outro rapaz. Porém, pedi a Deus para tomasse conta desta situação e que se fizesse presente na vida daquele rapaz. Logo, este rapaz mudou a expressão e já pediu para rezar conosco, nos contou várias passagens da bíblia, o que me deixou mais impressionado.

Outra pessoa que me deixou tocado, foi a última casa que visitamos. A dona da casa não podia sair, pois era doente. Ficamos ali com ela, conversamos e rezamos, no final da oração, ela agradeceu por termos ido à casa dela rezar. Naquele mesmo dia, ela havia pedido a Deus, uma graça e ele a concedeu, termos ido até a casa dela. Quando estávamos saindo, nosso irmão, Zulmar, deu a ela seu crucifixo. E ela chorando agradeceu muito, aquilo emocionaria qualquer pessoa.

Pois bem, meus irmãos, poderia passar longo tempo falando sobre nossa missão palotina, pois foi muito gratificante. Todas as pessoas que abriram suas casas para nos receber, abriram a casa de seus corações. Espero perseverante para ser convocado para a próxima missão. Obrigado por tudo, irmãos.