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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Maria Santíssima, a grande missionária



Todos os cristãos, no decorrer de sua caminhada, se deparam com dificuldades, sejam elas de cunho profissional, vocacional ou humano, como família e saúde.  Com tudo isso, corremos o grande risco de desistir da caminhada rumo Jesus Cristo, por percebemos em nós uma falta de força para continuar a caminhar.
Agora, se evidencia aqui a característica de um cristão que se coloca em movimento, isto é, caminha. Se põe a caminhar com o Cristo.
Jesus, ao chamar os seus para anunciar o Reino dos Céus, pede para que saiam de onde se encontram: ide anunciar.  E é o Cristo que caminha conosco! Àquele se pôs a caminho Deus se revela, como se revelou para os discípulos de Emaús e a Maria Madalena, quando ela foi ao tumulo e encontrou o ressuscitado.
Maria Santíssima é aquela que pede ao Senhor por nós, quando nos faltam forças na caminhada. É Maria a primeira a vir em nosso auxílio, a interceder ao seu filho por cada um de nós, ela disse: “Eles não têm mais vinho” (Jo2,3). E Jesus Cristo, então, faz grandes coisas para aqueles que buscam o auxílio de sua Mãe santíssima.
O Mês de Outubro é o Mês do rosário e das missões. Existem inúmeros testemunhos de milagres alcançados por intermédio da recitação do santo terço mariano. A oração do terço é a principal via de evangelização em lugares onde hoje há escassez de sacerdotes. O povo se reúne para rezar o terço em casas e oratórios e, pelos méritos da pessoa de Maria, estes cristãos recebem grandes Graças como Igreja Orante.
Os cristãos têm a necessidade de serem reavivados a todo instante e tem a missão de reacender no mundo todo a Fé e a Caridade. Para obter forças na caminhada temos, primeiramente, que ter humildade de reconhecer nossas dificuldades e apresentá-las a Mãe de Deus, a qual pede a seu filho por nós. Ser humilde é apresentar que nossas ‘talhas’ estão vazias ou estamos com pouco vinho. Para o senhor nos pedir para encher essas talhas de água e confiar que ele pode transformar tudo que está em nós.
Escutamos de algumas pessoas que cada Ave-Maria que rezamos parece uma oração repetitiva, mas, na verdade, se trata de uma oração simples e muito poderosa. Usando uma metáfora. Para um cristão, cada Ave-Maria rezada é como gotas de água que são depositadas nestas talhas que estão vazias. Jesus disse aos que estavam servindo: ‘Enchei as talhas de água’. Encheram-nas até a boca (Jo2,7). Através de cada oração da Ave-Maria nos preenchemos desta água que virá transformar o nosso inteiro, isto é a vida espiritual.
             Pelos méritos de Maria recebemos forças para caminhar como cristãos aqui neste mundo, em uma vida de Santidade, na prática das virtudes.  Pelos méritos de Maria Santíssima não desanimamos do percurso até o seu filho Jesus Cristo. Podemos sentir cansaço, mas estaremos cheios de forças para lutar contra todo tipo de obstáculos que aparecerão em nossa existência.
            Nosso Pai e Fundador, São Vicente Pallotti, pedia para que pudéssemos propagar os méritos de Maria Santíssima, nos quais estaríamos imitando os Maiores santos da Igreja. Ele recorda aos que propagam Maria Santíssima:  “Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna” (São Vicente Pallotti - OO CC XIII, 356-357). Aquele que propaga as glórias de Maria, a Imaculada Rainha, tem o paraíso garantido.
            Rezar à Maria Santíssima é recorrer ao filho. Anunciar os Méritos de Maria é anunciar o Cristo. Bebamos o vinho novo da vida que Jesus nos dá todo dia. Empenhemo-nos em viver como cristãos missionários das glórias de Deus e dos méritos de Maria. Permitamos Jesus Cristo nos transformar, fazendo tudo o que ele nos pede. “Fazei o que ele vos disser” (Jo 2,5), assim como Maria pediu no evangelho aos servidores da festa de casamento. E o Cristo nos pede para levar este vinho novo aos outros.

Sejamos, então, enviados a missão de levar a todos os povos e nações este vinho que dá a vida, Jesus Cristo, pela interseção da Virgem Maria, sendo recipientes cheios da graça de Deus, cheios do Espirito Santo. Que a Rainha dos Apóstolos e São Vicente Pallotti intercedam por todo nós, cristãos missionários! 
Bruno Bauer SAC









quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Viva Nossa Senhora Aparecida

Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida! Viva a Virgem Imaculada, a Senhora Aparecida!” Com as palavras deste canto tão querido ao povo brasileiro, São João Paulo II deu início a homilia que pronunciou na Dedicação da Basílica Nacional de Aparecida, em 4 de julho de 1980.  Em seguida, cheio de admiração pela fé do nosso povo disse: “desde que pus os pés em terra brasileira, nos vários pontos por onde passei, ouvi este cântico. Ele é, na ingenuidade e singeleza de suas palavras, um grito da alma, uma saudação, uma invocação cheia de filial devoção e confiança para com aquela que, sendo verdadeira Mãe de Deus, nos foi dada por seu Filho Jesus no momento extremo da sua vida para ser nossa Mãe”.
Neste ano comemoramos os 300 anos do encontro da imagem milagrosa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil. Três pescadores, Filipe Pedroso, Domingos Garcia e João Alves, após várias tentativas frustradas no lanço das redes, colheram a maior e mais valiosa pesca de suas vidas. Primeiro, o corpo da santa, em seguida sua cabeça. Para fé daqueles homens o sinal era claro: a Virgem Mãe que não despreza as súplicas de seus filhos em suas necessidades apareceu para socorrê-los.  “E continuando a pescaria, não tendo até então tomado peixe algum, dali por diante foi tão copiosa a pescaria em poucos lanços, que receoso, e os companheiros de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, se retiraram as suas vivendas, admirados deste sucesso” (Este é o relato do Livro do Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá, datado do ano de 1757)[1].
Assim como fez o discípulo amado, Filipe Pedroso levou a imagem milagrosa da “Mãe de Deus e nossa” para sua casa. Posteriormente seu filho Atanásio Pedroso construiu um pequeno oratório onde colocou a Imagem da Virgem. O povo ali se reunia para rezar o terço aos sábados e devido à ocorrência de diversos milagres, a devoção a Nossa Senhora Aparecida começou a crescer. E hoje, somos uma nação consagrada Àquela que apareceu nas águas do Rio Paraíba para socorrer a necessidade do nosso povo, tal como um dia havia feito em Caná da Galiléia. Como outrora, a Virgem Maria “encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo dele as graças desejadas” (São João Paulo II).
Que neste jubileu, onde comemoramos os 300 anos de bênçãos derramadas sobre o Brasil, supliquemos a Mãe Aparecida, que continue a olhar por nosso país e proteja a nós, seus filhos. Aquela, que acreditou nas promessas do Senhor, nos ensine a ter esperança. Ela que soube esperar, e viu realizada a promessa de Deus, nos ensine a esperar ativamente, sem perder a fé, porque a Deus coisa alguma é impossível (cf. Lc 1, 37) e que o Poderoso pode fazer maravilhas em favor do seu povo (cf Lc 1, 49).




[1]Disponível em: <http://www.a12.com/academia/artigos/1717-tres-pescadores-uma-rede-e-um-milagre />. Acesso em: 07 de set. 2017.

domingo, 20 de maio de 2012

São Vicente Pallotti e a Virgem Maria

São Vicente Pallotti e a Virgem Maria

Sem. Moisés Melo Vieira Torres SAC

São Vicente Pallotti foi um homem profundamente mariano, Maria ocupou um lugar muito especial em sua vida e em sua fundação.

Como ele queria de todas as formas possíveis, desenvolver o apostolado de Jesus Cristo, via a Mãe de Deus como a mestra, com quem ele deveria aprender a ser realmente um apóstolo, pois agradava lhe muito a idéia de que ela mesmo sem os poderes sacerdotais e os múnus da pregação, houvesse se tornado a Rainha dos Apóstolos, sendo portanto, um sinal e exemplo de apostolado para todos na Igreja, e sob esse título colocou Maria como padroeira de sua fundação, a União do Apostolado Católico.
A sua devoção teve grande influencia de sua mãe, pois foi com ela que ele aprendeu a amar Nossa Senhora, particularmente sob o título de Imaculada Conceição, fazendo o voto de crer nesse dogma, muito antes da Igreja o proclamar.
Pallotti amava tanto Nossa Senhora, que inúmeras vezes em seus escritos, lhe faltava palavras para expressar o quanto ele a amava e se sentia amado por ela. Às vezes escrevia: “Minha Santíssima e mais que enamoradíssima Mãe”, ou então. “Minha mais que amorosíssima e santíssima Mãe”, ou ainda “Diletíssima, puríssima e amantíssima Mãe”, ainda assim achava que seu amor a Maria, era pouco e pedia a graça de amá-la infinitamente e dizia: “Jamais descansarei, enquanto não tiver alcançado, se fosse possível, um amor infinitamente terno a dulcíssima e amantíssima Mãe Maria”.
Para honrar mais a Rainha dos Céus, Pallotti se propõe nas quartas e sextas-feiras, jejuar e rezar o terço de Nossa Senhora das Dores e aos sábados, rezar o ofício de Nossa Senhora. Mas foi no último dia do ano de 1832, que a devoção de Pallotti à Maria, chega ao seu ponto culminante, quando misticamente, a Virgem Maria lhe propõe um matrimônio espiritual como ele mesmo diz:

No último dia do ano 1832, a grande Mãe da Misericórdia sobre a ingratidão e inconcebível indignidade do mais miserável que jamais se viu ou possa existir entre os súditos de seu reino de misericórdia, se dignou misericordiosíssimamente fazer o matrimônio espiritual com tal súdito e lhe dá como dote quanto possui e lhe faz reconhecer o próprio Filho divino e, sendo ela a esposa do Espírito Santo, se empenha para que seja todo internamente transformado pelo Espírito Santo. (...) Cantarei para sempre as misericórdias do senhor. Cantarei para sempre as misericórdias de Maria. (OO CC X)

Mas entre todos os seus escritos, só se encontra um relato deste grande acontecimento, pois pelo fato de ter sido uma experiência muito íntima, procurou guardar para si. A nós porém é mostrado apenas o fruto dessa sua união com Maria, principalmente através da autoria de três livros intitulados “Mês de Maio”, do qual Maria fala através dele e chama os sacerdote, os religiosos e os leigos a uma reflexão diária, durante todo o mês dedicado a ela.

Se percebe claramente, como depois desse desfecho surpreendente, Pallotti se assemelha mais e mais, à Cristo, na pessoa de Maria. Ele dizia que os maiores santos, eram marianos e exortava as pessoas a os imitarem, contudo, ele também é um grande modelo de devoção a Nossa Senhora, pois propagava incansavelmente seu culto e devoção a todas as pessoas.





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Penha - RJ

No dia 31 de janeiro de 2012, o Seminário Maior Palotino fez uma peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Penha. A intenção principal desta peregrinação foi consagrar todo o ano letivo a Virgem Santíssima.
         Além da intenção principal cada seminarista pode também colocar sobre o altar suas intenções particulares através da devoção do Santo Terço.
         De forma simples todos puderam experimentar a graça Divina através das mãos de Maria.

         No fim da peregrinação o reitor - Pe. Daniel Rocchetti, SAC – fez a proposta de todos retornassem a este santuário para agradecer as graças alcançadas, proposta acolhida por todos.
         Que Nosso Senhor possa nos abençoar e que a Virgem Santíssima possa caminhar com toda a Comunidade de nosso seminário ao longo do ano.          

Nov. Rafael Moura