No dia 16 de maio de 2018 os filhos espirituais de São Vicente Pallotti celebraram os 200 anos de sua Ordenação Sacerdotal. E a Família Palotina reunida nesta porção da Igreja presente no Rio de Janeiro também se reuniu para agradecer este dom feito por Deus à Santa Igreja: “O ano do bicentenário da ordenação sacerdotal de Vicente Pallotti é graça do Senhor, para se redescobrir a riqueza espiritual do sacerdócio de Jesus Cristo, segundo a visão do nosso Santo Fundador. Nos nossos dias, mais do que nunca, os sacerdotes se encontram diante de grandes desafios. Procura-se eliminar a presença do sacerdote da vida pública e, às vezes, atingi-lo na sua identidade mais profunda, obscurecendo a sua dimensão divina. Vicente Pallotti nos ensina que o sacerdote é o representante de Deus vivo e o sinal visível da caridade de Cristo” (Pe. Jacob Nampudakam, SAC- Reitor Geral).
A comunidade local dos padres e irmãos Palotinos no Rio de Janeiro se reuniu na capela do Seminário, a convite do Reitor, Pe. Daniel Luz Rocchetti SAC para ali agradecer pelo Sacerdócio de Vicente Pallotti e todos os frutos de sua entrega de vida pelo Povo de Deus. Após a Santa Missa aconteceu um café da manhã festivo, onde partilhamos a vida e os alimentos junto da presença fraterna de nossos sacerdotes.
À noite celebramos a Santa Missa no Santuário da Divina Misericórdia junto à comunidade paroquial. Estavam presentes também os postulantes palotinos junto de seu formador Padre Denis Alves Campos, SAC, que presidiu a celebração.
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quarta-feira, 23 de maio de 2018
quinta-feira, 17 de maio de 2018
Homilia para a Santa Missa em ocasião dos 200 anos de Ordenação Sacerdotal de São Vicente Pallotti
Há 200 anos, na Basílica de São João de Latrão em Roma, era ordenado sacerdote o nosso querido São Vicente Pallotti. Hoje, dia 16 de maio de 2018, distante tantos anos daquele importante dia, todos os palotinos e palotinas espalhados pelo mundo, agradecem a Deus o dom da vida e do ministério sacerdotal deste nosso querido pai.
Providencialmente as leituras de hoje nos enquadram numa temática sacerdotal. A primeira leitura dos Atos dos Apóstolos nos conta a despedida de Paulo da comunidade de Éfeso e suas instruções aos anciãos daquela comunidade pois logo após seria preso e condenado. Ele exorta aos anciãos: “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho, sobre o qual o Espírito Santo vos colocou como guardas, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho” (At 20, 28). Já o Evangelho nos relata a Oração Sacerdotal de Jesus, na qual Nosso Senhor ora e intercede pelos Seus discípulos de todos os tempos. Desta oração poderíamos até mesmo extrair um trecho e colocá-lo nos lábios de Pallotti, tal qual Jesus disse: “Consagra-os na verdade; a tua palavra é verdade. Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. Eu me consagro por eles, a fim de que eles também sejam consagrados na verdade” (Jo 17, 17-19). De fato, Pallotti buscou a Deus e traçou um caminho de santidade, na verdade e na experiência de misericórdia, por si e por todos os seus, ou seja, por todos nós, palotinos e palotinas.
Na recorrência desta festividade, o atual Superior Geral, Pe. Jacob Nampudakam SAC escreveu um breve artigo ao jornal oficial da Santa Sé, o L´Osservatore Romano. Neste breve artigo, o Pe. Jacob sublinha a grande ligação existente em Pallotti entre o Sacerdócio e a Eucaristia: de fato, para ele, Pallotti encontrava todo o deleite e toda a sua força ministerial na experiência eucarística. E deveria ser assim também na vida de cada palotino...
Porém, um detalhe chamou a atenção de muitos leitores deste artigo. Nele, Pe. Jacob escreveu que, das anotações do Fundador pelos dias de sua ordenação sacerdotal, se concluía que o Santo tinha claras as atividades sacerdotais: celebrar a Eucaristia, pregar a Palavra, confessar as pessoas, visitar os doentes... não obstante um padre recém ordenado... Mais tarde - escreve Pe. Jacob - mais precisamente oito anos depois, em 1826, num retiro espiritual, Pallotti reconhece que o Seu sacerdócio era herança do Sacerdócio Eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Vimos aqui, apontado pelo Pe. Geral, que São Vicente Pallotti cresce em seu entendimento sacerdotal; ou melhor, aprofunda-se na compreensão acerca do seu sacerdócio: se numa primeira hora ele estava quase que identificado às tarefas, ao realizar, ao fazer sacerdotal (celebrar, pregar, visitar, confessar), depois de um tempo, numa intimidade profunda, Pallotti reconhece que o seu Ser deveria ser sacerdotal enquanto enxertado em Jesus Cristo Sacerdote, já que o sacerdócio o qual foi investido era o mesmo Eterno e Infinito Sacerdócio de Jesus.
Caros amigos e irmãos, um padre não se define pelo que ele faz, mesmo que isto seja tão importante e necessário. O fazer não é o que lhe define. O que o caracteriza e define é o que ele é: outro Cristo Sacerdote, que se oferece ao Pai, por Si e pelos outros. Sempre.
Pe. Daniel Luz Rocchetti, SAC - Reitor do Seminário Maior Palotino (RJ)
Pe. Daniel Luz Rocchetti, SAC - Reitor do Seminário Maior Palotino (RJ)
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Festa de São Vicente Pallotti em San Giorgio di Cascia 2018
A semana, em que celebramos o 200º aniversário da ordenação sacerdotal de São Vicente Pallotti, começou com a festa de nosso Fundador em San Giorgio di Cascia. A família Palotina se reuniu em 13 de maio de 2018 nesta pequena aldeia da Úmbria (Itália), onde nasceu Pietro Paolo Melchiorre Pallotti, pai de São Vicente Pallotti, para participar de uma solene celebração Eucarística presidida pelo Reitor Geral, Pe. Jacob Nampudakam.
Durante a homilia, ele lembrou que neste dia, em 1981, São João Paulo II sofreu um ataque e foi salvo por Nossa Senhora de Fátima. Depois deste acontecimento, em Zakopane, na Polônia, os palotinos construíram um santuário mariano como agradecimento pela salvação da vida do Papa. Exatamente hoje, este santuário de Nossa Senhora de Fátima tornou-se um santuário nacional. Além disso, ele destacou como foi escrito por São Paulo em sua carta aos Efésios e escutada na segunda leitura da Missa da Festa da Ascensão do Senhor: “foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo”, é isso que São Vicente Pallotti tentou colocar em prática. Na Igreja, todos somos chamados a realizar a mesma tarefa: construir a Igreja de Jesus, mas cada um em seu próprio estado, cumprindo seus deveres e colocando Deus no centro de sua vida.
Como de costume, todos participaram da procissão com a imagem e as relíquias de São Vicente Pallotti. Agradecemos ao Pe. Joseph Kiran Madan SAC, aos paroquianos de San Giorgio di Cascia pela recepção e preparação da celebração e ao Padre Giovanni Grappasonni SAC pelo tríduo realizado antes da festa, aprofundando o tema do bicentenário da ordenação sacerdotal de São Vicente Pallotti. A rádio polonesa Pallotti.FM transmitiu a celebração pela web.
Fonte:https://sac.info/festa-di-san-vincenzo-pallotti-a-san-giorgio-di-cascia-2018/?lang=pt-br#more-107770
sexta-feira, 4 de maio de 2018
O sacerdócio e a devoção mariana em São Vicente Pallotti
Na continuidade das reflexões motivadas pelo bicentenário da ordenação sacerdotal de São Vicente Pallotti, vou me deter em um aspecto significativo da vida e da atividade apostólica dele, a saber, a sua filial, terna e apaixonada veneração a Maria Santíssima. “Grande devoto de Nossa Senhora, ele desejava amá-la infinitamente, se fosse possível, dar-Lhe os títulos mais belos, amá-La com o amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Iluminados por este trecho da homilia pronunciada por São João Paulo II, na ocasião em que celebrou a Eucaristia, na Igreja romana de São Salvador da Onda, centro espiritual da fundação palotina, queremos ocupar-nos do ministério sacerdotal de São Vicente Pallotti e sua devoção mariana.
Apoiando-nos nos ombros de gigantes, nós, que somos pequenos, podemos desnudar horizontes mais distantes e amplos, como nos ensina uma famosa e antiga máxima. Nesta breve reflexão, não será diferente. Contudo, muito distante está o nosso esforço da acuidade destes grandes homens, de modo que o ponto de partida se deu com leituras de grandes autores palotinos, como o Pe. João Batista Quaini, SAC, de saudosa memória, Pe. Jacob Nampudakam, SAC, o próprio São Vicente Pallotti e tantos outros grandes sacerdotes e consagrados que, pelos seus escritos e palavras, ajudaram-nos na inspiração e na fundamentação desta pequena contribuição.
São Vicente Pallotti, por meio de seus escritos, ensina-nos que há uma estreita relação entre o reto exercício do ministério sacerdotal e a devoção mariana. Para nosso fundador, Maria era Mãe, Mestra e Advogada, contudo é a imagem de Maria como Mestra da vida espiritual que desempenha um papel fundamental em sua vida sacerdotal. A mestra da escuta, do silêncio e da oração estava ali presente no Cenáculo, como nos recorda o Padre Geral dos palotinos, Jacob Nampudakam. Naquele momento crucial para a Igreja nascente, ela confortou e encorajou os apóstolos que haviam deixado que o desespero e o medo trancassem as portas de seu coração. Trancadas também estavam as portas daquela “sala de cima”, onde eles ainda podiam sentir-se seguros, à sombra da lembrança dos fatos que ali presenciaram.
Em Pentecostes, a Virgem Santíssima, como esposa diletíssima do Espírito Santo, abre as portas dos corações dos Apóstolos, para que estes passem de discípulos amedrontados a pregadores intrépidos da boa nova do Reino! O mesmo deseja ela hoje aos seus filhos prediletos, os presbíteros: “Vede, filhos, o Pregador do Evangelho deve ser como trovão de Deus, que salutarmente comove os corações dos infelizes escravos do pecado” (São Vicente Pallotti – “Mês de Maio para Eclesiásticos”). E aos sacerdotes que se perderam em meio a questionamentos e crises, Pallotti se dirige por meio de Maria, dizendo: “Acaso duvidais da vocação divina? Não fiqueis apavorados, filhos meus! Sabeis bem o que deveis fazer para remediar, mas estais com medo porque nunca vos empenhastes, pra valer, em corrigir-vos? Mesmo assim, alegrai-vos! Pois, agora chegou o tempo, este é o momento! Porque já não tereis coragem de resistir à voz do Pai das Misericórdias e aos remorsos da consciência. Dai-me vosso coração rebelde! Desligai-o de todo laço terreno, que miseravelmente vos levou até agora a resistir à graça e impediu que vos entregásseis inteiramente a Deus, para corrigir todas as desordens” (São Vicente Pallotti – “Mês de Maio para Eclesiásticos”).

Como se vê, é em sua obra o “Mês de maio para os eclesiásticos”, que São Vicente Pallotti melhor expõe os seus ensinamentos sobre a importância da presença de Maria Santíssima na vida sacerdotal. Fazendo-o de forma singular, Vicente Pallotti põe na boca de Maria, a Mãe de todos os sacerdotes, ensinamentos salutares aos que são chamados a tal estado sublime. Todo sacerdote deve, portanto, deixar-se tocar de forma profunda pela devoção à “Mãe de Deus e nossa”. São Vicente Pallotti, de forma muito lúcida e sóbria, esclarece no que consiste a verdadeira devoção à Virgem Maria, a saber: imitar seu Filho Jesus Cristo e dela aprender esta imitação. Por isso, imitar a Maria Santíssima, que é pura transparência de seu Filho, é o melhor modo de imitar a Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, o Apóstolo do Eterno Pai .
O Padre Geral, em seu pequeno livro sobre “O Espírito sacerdotal segundo São Vicente Pallotti”, aponta que, na escola de Maria, o sacerdote deve aprender, como ensina Pallotti: a imitar a obediência da filha amadíssima do Eterno Pai, no cumprimento da sua vocação; a fecundidade espiritual da Mãe do Verbo Encarnado, e assim multiplicar os filhos da Igreja; e a fidelidade da enamoradíssima Esposa do Espírito Santo, em seu sagrado ministério. O Padre Jacob Nampudakam ainda recorda que, aos sacerdotes, a Virgem Maria prometeu proteger e auxiliar em seu ministério, bem como fez na vida de São Vicente, de modo a despertar, nestes mesmos corações sacerdotais, a confiança e a entrega total. Assim, sob a proteção da Rainha dos Apóstolos, alcancem os sacerdotes, por sua intercessão materna, a graça de exercerem um digno ministério, dispostos a dar a vida pela Glória de Deus e a salvação das almas.
José Luiz Alves da Silva Junior, SAC
fonte: https://pallotti.com.br/noticia/bicentenario-da-ordenacao-de-sao-vicente-pallotti/
quinta-feira, 3 de maio de 2018
Bicentenário da ordenação presbiteral de São Vicente Pallotti
No dia 16 de maio de 2018, celebramos o bicentenário da ordenação
presbiteral de São Vicente Pallotti, fundador da União do Apostolado
Católico (UAC).
Ele viveu o seu ministério sacerdotal em Roma, uma experiência
construída sob as pegadas de Jesus Cristo, e suas atividades constituem a
nossa herança espiritual. Também é fonte de inspiração para o nosso
aprofundamento e renovação do verdadeiro espírito evangélico do
sacerdócio. Na primeira metade do século XVIII, reforçou-se o modelo de
sacerdote bom pastor, disposto a guiar e a defender as ovelhas
desgarradas, num tempo em que as práticas religiosas estavam
enfraquecidas.
No seu período de formação sacerdotal, podemos identificar alguns
fatores que criaram a sua identidade sacerdotal. Primeiramente, deve-se
dizer que ele não frequentou a vida do seminário, mas, durante os seus
estudos, permaneceu na casa dos seus familiares. Quanto à sua formação
humana e religiosa, teve a influência de várias pessoas, a saber: os
seus pais, o confessor Bernardino Fazzini, os mestres dos Escolápios, os
professores do Colégio Romano, os diretores dos exercícios espirituais
anuais e dos retiros. Dois foram os fatores que incidiram muito na
formação sacerdotal e no exercício do seu ministério como padre
diocesano. O primeiro foi que a sua formação espiritual se desenvolveu
por meio de uma intensa e dedicada vida de oração. O segundo fator
refere-se à sua admissão às ordens sagradas com o título de patrimônio,
ou seja, nos seus primeiros anos de sacerdócio, morou na casa paterna e,
como não estava vinculado a nenhum ofício diocesano, ele podia decidir
livremente sobre suas escolhas pastorais.
Vicente Pallotti conservou sempre em sua memória o dia extraordinário
da ordenação, ocorrida em 16 de maio de 1818, data que ele mesmo
menciona com frequência em seus apontamentos espirituais.
A sua preparação ocorreu por meio dos exercícios espirituais. As
celebrações litúrgicas destes dias, a Oitava depois da Ascensão, as
solenidades de Pentecostes e da Santíssima Trindade, o estimularam a
entrar no grande mistério de Deus Uno e Trino.
Em seus apontamentos espirituais, exprimiu os sentimentos do seu
coração de forma simples e com propósitos concretos. Antes de tudo,
agradeceu a Deus pelo inestimável dom da vocação e meditou sobre seus
deveres como sacerdote. Por isso, pediu ao Senhor a graça de não querer
honras, de dar bom exemplo de amor a Deus e ao próximo, de ser sóbrio e
vigilante, de ter instrução e ciência necessária, de ser um trabalhador
incansável, de viver a perfeição evangélica e de se assemelhar, em tudo,
a Jesus Cristo.
Vicente Pallotti empenhou-se, desde o início da sua ordenação
sacerdotal, em viver profundamente o seu ministério, com renovado vigor
evangélico. Ao interiorizar este novo estilo de vida, ele o fez
radicalmente, seguindo a Cristo com uma visão ampliada, para melhor
servi-Lo em todas as suas atividades. Segundo ele, a missão do padre
estava diretamente ligada à caridade e ao cuidado espiritual das
pessoas.
Pode-se dizer que quatro foram as obras promovidas por ele, e que até
hoje trazem o seu nome: o Oitavário da Epifania (1835), A União do
Apostolado Católico (1835), a Pia Casa de Caridade (1838) e a missão de
Londres (1843). O ministério sacerdotal se tornou modelo de vida
espiritual a todos os sacerdotes.
A sua extraordinária via de santidade, e a sua total dedicação à
realização da missão salvífica da Igreja, fizeram com que merecesse o
título de “modelo de santidade sacerdotal”.
O ano do bicentenário de ordenação sacerdotal de Vicente Pallotti nos
convida a perscrutar os seus ensinamentos em relação ao sacerdócio e
também a refletir qual é a sua visão sobre o mesmo. Quando nos
aprofundamos em seus escritos, percebemos que sua fecundidade espiritual
e eficácia apostólica estão pautadas na visão que tinha acerca do
sacerdócio de Jesus Cristo, único e eterno sacerdote.
A dignidade sacerdotal não é dada ao homem como um poder humano, e
muito menos pela própria iniciativa da pessoa. Para Pallotti, o
sacerdote é um homem de Deus, eleito por Deus para ser a sua imagem viva
e transparente no mundo e na Igreja. Portanto, o sacerdote participa da
própria missão que o Pai Eterno confiou ao seu Filho Jesus. O
ministério ordenado está inserido na comunhão trinitária do Pai, do
Filho e do Espírito Santo.
As reflexões sobre o sacerdócio, vivenciadas por Vicente Pallotti,
demonstram uma espiritualidade sacerdotal palotina muito profunda e rica
de referências bíblicas e teológicas. É uma espiritualidade centrada na
imitação de Jesus Cristo e no amor a Deus.
Ao confrontarmos o ensinamento da Igreja e aquele apresentado por
Pallotti sobre o ministério e a vida sacerdotal, encontramos tantas
semelhanças a ponto de dizer que ambas são de inspiração palotina. Os
documentos do Concílio Vaticano II retomam a figura do Bom Pastor,
fazendo dele o ponto central da espiritualidade sacerdotal.
A figura do sacerdote que segue Jesus Bom Pastor revela, na descrição
de Pallotti, uma fonte de inspiração sempre atual, mesmo que os tempos
sejam outros. Os sacerdotes não são meros “atores” que encenam,
recitando a parte do Pastor, mas são chamados a apascentar o povo de
Deus, com caridade pastoral, que anima a sua vida espiritual e as
atividades, como servidores de Cristo e dos irmãos. Nos tempos atuais, o
Papa Francisco mostra o seu empenho e pede a todos para que tenham uma
atitude de pastor, misturando-se com as ovelhas a ponto de adquirir o
seu cheiro.
O ano do bicentenário de ordenação sacerdotal de Vicente Pallotti é
graça do Senhor para redescobrirmos a riqueza espiritual do sacerdócio
de Jesus Cristo, segundo a visão do nosso Fundador. Nos nossos dias, os
sacerdotes se encontram diante de grandes desafios. Procura-se eliminar a
presença do sacerdote da vida pública e, às vezes, de atingi-lo na sua
identidade mais profunda, obscurecendo a sua dimensão divina. Vicente
Pallotti nos ensina que o sacerdote é o representante do Deus vivo e o
sinal visível da caridade de Cristo.
Pe. Clesio Facco SAC - Superior da Província Nossa Senhora Conquistadora (RS)
fonte: http://revistarainha.com.br/bicentenario-da-ordenacao-presbiteral-de-sao-vicente-pallotti.html
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