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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Retiro de Consagração 2015 | Guapimirim (RJ)

Durante o período de 26 a 29 de janeiro, a comunidade do Seminário Maior Palotino esteve em retiro em preparação para a Primeira Consagração e Renovação das Promessas. O retiro aconteceu em Guapimirim – RJ, na casa de Postulado, Cenáculo Mãe do Divino Amor. O pregador escolhido foi o Padre Ceslau Zajac SAC, um dos membros fundadores e primeiro superior da missão que deu origem a Região Mãe da Misericórdia (RJ). Com seus 54 anos de sacerdócio e 78 de vida, padre Ceslau enriqueceu o retiro com a sabedoria própria de quem se realizou em sua vocação. E, citando a carta circular aos consagrados e às consagradas “Perscrutai” – onde o Papa Francisco, em sua homilia na festa da Apresentação do Senhor no ano de 2014, comenta o encontro entre a Sagrada Família de Nazaré e os anciãos Simeão e Ana - o próprio lembrou aos jovens consagrados que “na vida consagrada se vive o encontro entre os jovens e os idosos, entre a observância e a profecia. Não as vejamos como duas realidades opostas. Deixemos antes que o Espírito Santo anime ambas, e o sinal disto é a alegria: a alegria de observar, de caminhar numa regra de vida; e a alegria de ser guiados pelo Espírito, nunca rígidos, nunca fechados, sempre abertos à voz de Deus que fala, que abre, que conduz, que nos convida a ir para o horizonte.”       
       
O retiro decorreu através de meditações sobre a vocação humana para amar e perdoar, pregações sobre a vocação sacerdotal, religiosa e palotina. Permeando cada colocação com o tema: “Alegria em ser Palotino”, cujo também é tema da corrente de oração, proposto pelo Secretariado Geral para Formação, que se realiza em toda a Sociedade do Apostolado Católico durante este mês de janeiro. Baseando-se na Carta “Perscrutai” e na Carta apostólica do Papa para Ano da Vida Consagrada, padre Ceslau apontou a busca da máxima docilidade ao Espírito Santo e a contínua de conversão, como os meios para cultivar uma vida feliz dentro de nossa consagração a Deus. Recordando assim, o pensamento de nosso santo fundador, que exortava aos membros do Apostolado Católico: poucos, porém, cheios do Espírito de Deus, a muitos sem Ele. Porque, um só cheio de Deus, seria capaz de um grande bem, mesmo em meio a muitos maus. Nesta linha, o padre Ceslau recordou o exemplo dos Santos da Igreja, em especial os grandes santos dos últimos tempos, como: São Pio de Pietrelcina, São João Paulo II, Beata Teresa de Calcutá, Beata Irmã Dulce dos pobres, entre muitos outros que, à tão pouco tempo e muitas vezes na solidão de quem segue a vontade de Deus, realizaram um grande bem ao mundo. Sabendo da missão profética dos religiosos no mundo atual, o pregador alertou aos jovens consagrados que a missão do profeta é, antes de tudo, ser porta-voz de Deus e não um mero adivinho ou oráculo de desgraças do fim do mundo. A missão dos profetas é falar em nome de Deus – sempre com a vida e, às vezes, com palavras. E, para todos os profetas da história do povo de Deus tal tarefa foi sacrificante, por isso, exortou o padre pregador, “não devemos cair na tentação do desânimo...a situação é dura, mas nós confiamos no Senhor”. Através da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, alertou quanto ao perigo da vaidade e do “mundanismo espiritual, que se esconde por detrás de aparências de religiosidade e até mesmo de amor à Igreja, mas que na verdade busca, em vez da glória do Senhor, a glória humana e o bem-estar pessoal." (cf. 93).

Durante a segunda parte do retiro, abordou-se as seis promessas feitas pelos que se consagram na comunidade palotina (castidade, obediência, pobreza, perseverança, comunhão de bens e espírito de serviço). Baseando-se na Lei SAC e na própria experiência da vida consagrada, o pregador indicou meios para viver bem os compromissos da consagração, tendo como coluna vertebral da vivência diária, a imitação de Cristo casto, obediente, pobre, perseverante e servo, tendo tudo em comum, a exemplo da comunidade primitiva dos fiéis de Jerusalém. O retiro em preparação para a consagração e renovação das promessas foi, sem dúvidas, experiência de aprendizado e um convite ao exame da própria decisão de consagrar-se a Deus como palotino. Com seu testemunho alegre e perseverante de vocação palotina, e sua longa experiência sacerdotal, padre Ceslau nos recordou a Alegria que há no dom de ser consagrado palotino. Pois, como ele mesmo disse: “é uma desgraça quando temos palotinos carrancudos, porém, se não formos capazes de esbanjar sorrisos e alegria, sejamos ao menos serenos”. É esse testemunho que o povo de Deus precisa da vida religiosa: ALEGRIA!




Cenáculo

Momento Mariano

Santa Missa



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Retiro de Consagração 2014 | Guapimirim (RJ)

Durante o período de 27 a 31 de janeiro, a comunidade do Seminário Maior Palotino esteve em retiro em preparação para a Primeira Consagração e Renovação das Promessas. O retiro aconteceu em Guapimirim – RJ, na casa de Postulado Mãe do Divino Amor. Para a pregação foi escolhido o Padre Ceslau Zajac SAC, um dos membros fundadores e primeiro superior da missão que deu origem a Região Mãe da Misericórdia (RJ). Com seus 53 anos de sacerdócio e 77 de vida, este sacerdote enriqueceu o retiro com seu testemunho alegre e perseverante de vocação palotina. Com sua sabedoria e comentários sobre a realidade da Igreja, ele proporcionou uma visão Cristocêntrica e atual da vocação palotina na Igreja.


O pregador propôs como tema para o Retiro, o seguinte pensamento, que permeou todas as colocações: “Paixão pelo Cristo e paixão pelo Povo de Deus”. Baseando-se na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do Papa Francisco, padre Ceslau apontou o cultivo da paixão por nosso Senhor como o caminho para vencer a vaidade e viver o seguimento de Cristo de forma integral, realizando, assim, o plano de Deus para sua própria vida. Ele exortou, ainda, a abertura de coração para “colaborar com o Espírito Santo”, indicando como exemplo os santos que fizeram coisas estupendas, tendo como guia tão admirável amigo. Advertiu os jovens estudantes sobre o perigo da vaidade, lembrando que “até o menor impulso para o bem provém de Deus”. E, se todo bem procede de Deus, não há espaço para inflar-se com o orgulho ao realizar qualquer boa obra. Ainda citando a Evangelii Gaudium, alertou quanto ao perigo do “mundanismo espiritual, que se esconde por detrás de aparências de religiosidade e até mesmo de amor à Igreja, é buscar, em vez da glória do Senhor, a glória humana e o bem-estar pessoal." (Evangelii Gaudium, 93)          
Durante a segunda metade do retiro, todas as colocações giraram em torno da vida consagrada religiosa. Foram trabalhadas, uma a uma, as promessas feitas na comunidade palotina (castidade, obediência, pobreza, perseverança, comunhão de bens e espírito de serviço). Baseando-se na Lei SAC e na própria vivência de sua consagração, o pregador indicou meios para viver bem os compromissos da consagração, tendo como coluna vertebral da vivência diária da consagração palotina a imitação de Cristo casto, obediente, pobre, perseverante e servo, tendo tudo em comum, a exemplo da comunidade primitiva dos fiéis de Jerusalém (“A multidão dos que haviam crido era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava exclusivamente seu o que possuía, mas tudo entre eles era em comum” [At 4,32]).

Portanto, foi esse retiro uma experiência de aprendizado, de discipulado. Em sua homilia na festa da Apresentação do Senhor, o Papa Francisco, comentando o encontro entre a Sagrada Família de Nazaré e os anciãos Simeão e Ana, disse: "é um encontro entre os jovens cheios de alegria em observar a Lei do Senhor e os anciãos cheios de alegria pela ação do Espírito Santo. É um singular encontro entre observância e profecia, onde os jovens são os observantes e os anciãos são os proféticos!”Tais palavras se aplicam e resumem o espírito e a experiência desses dias de retiro.

  













sábado, 1 de fevereiro de 2014

Humildade e a paz | Imitação de Cristo

O texto abaixo foi utilizado pelo Padre Ceslau Zajac SAC, em uma de suas colocações, durante o retiro de preparação para a primeira consagração e renovação das promessas de nossos candidatos.

Do livro “Imitação de Cristo” (Séc. XV)

Ícone: Cristo Pantokrator - Libreria Editrice Vaticana
 A humildade e a paz

Não te preocupes muito em saber quem é por ti ou contra ti; mas deseja e procura que Deus te ajude em tudo que fizeres.

Tem boa consciência e Deus será tua boa defesa.

A quem Deus quiser ajudar, nenhum mal poderá prejudicar.

Se souberes calar e sofrer, verás certamente o auxílio do Senhor.

Ele sabe o tempo e o modo de te libertar; portanto, entrega-te a ele inteiramente.

A Deus pertence aliviar-nos e tirar-nos de toda confusão.

Às vezes é muito útil, para guardar maior humildade, que os outros conheçam e repreendam nossos defeitos.

Quando o homem, por causa de seus defeitos, se humilha, então facilmente acalma os outros, e desarma os que estão irados contra ele.

O humilde, Deus protege e livra; ao humilde ama e consola. Ao homem humilde se inclina; ao humilde dá-lhe abundantes graças, e depois de seu abaixamento eleva-o a grande honra.

Ao humilde, revela seus segredos, e com doçura o atrai a si e convida.

O humilde, depois de receber uma afronta, conserva sua paz: porque confia em Deus e não no mundo.

Não julgues que fizeste algum progresso se não te consideras inferior a todos.

Primeiro conserva-te em paz; depois poderás pacificar os outros.

O homem pacífico é mais útil do que o letrado.

O homem dominado pelas paixões, até o bem converte em mal e acredita facilmente no mal.

O homem bom e pacífico tudo converte em bem.

Quem está em boa paz não suspeita mal de ninguém. Mas quem é descontente e inquieto, com diversas suspeitas se atormenta: não tem sossego nem deixa os outros sossegar.

Diz muitas vezes o que não devia; e deixa de fazer o que mais lhe conviria.

Preocupa-se com as obrigações alheias e descuida-se das próprias.

Zela, portanto, primeiro por ti mesmo, e depois poderás zelar devidamente por teu próximo.

Bem sabes desculpar e disfarçar tuas faltas, mas não queres aceitar as desculpas dos outros.

Seria mais justo acusares a ti e desculpares teu irmão.

Se queres que te suportem, suporta também os outros.