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terça-feira, 4 de abril de 2017

Sei que terei mais...


          Neste último sábado (01), os formandos palotinos da Região Mãe da Misericórdia – RJ, se reunião no “Cenáculo Mãe do Divino Amor” em Guapimirim para realizar o retiro mensal.

          Obtivemos a graça de ter o nosso confrade, Pe Daniel como pregador deste retiro. No qual nos propôs como tema a ser meditado a seguinte frase de nosso fundador, São Vicente Pallotti: “Meu Deus, eu te peço mais; eu te peço a graça de que o meu entendimento esteja sempre ocupado em conhecer-te melhor e que o meu coração esteja sempre ocupado em experimentar o teu amor e tua compaixão.”

          Pe Daniel nos fez refletir, a partir desta frase de nosso fundador, características próprias do santo que servem de exemplo aos seus herdeiros. No carisma palotino, não temos a possibilidade de chegarmos ao final, a um ponto último, acabado. Pelo contrário, São Vicente nos convida a almejar mais, querer sempre mais, somos incompletos, somos homens sedentos, que buscam a Deus constantemente, nunca estamos preenchidos, satisfeitos totalmente.

          Em um segundo aspecto, tivemos como pano de fundo a espiritualidade quaresmal. Deste modo, destaca-se o Evangelho de São João. Este, um pouco mais diferente dos sinóticos, ensina-nos a revelação do Cristo e como devemos prosseguir como seus discípulos. São João escolhe a dedo 7 milagres. Sinais estes que revelam tanto a identidade do Cristo como a de seus seguidores. São João tem uma característica peculiar entre os demais evangelistas. Ele possui um olhar criterioso, um olhar de águia (por isso, que o animal representativo a este evangelista é a própria águia). São João nos apresenta em seus escritos um olhar profundo sobre as atitudes de seu Mestre, nos apresentando detalhes que nos acresce profundo teor espiritual.

          Com isso, Pe Daniel destacou três episódios muito significativo nos escritos joaninos: O encontro de Jesus com a Samaritana, a cura do cego de nascença e a Ressureição de Lázaro. Em cada um desses evangelhos, foram esmiuçadas e ressaltadas suas características peculiares. E ainda mais, naquilo que Deus falou em cada um de nossos corações. Por fim, vale ressaltar as três atitudes realizadas pelos respectivos personagens desses relatos ao ter um encontro pessoal com Jesus, ou ainda, a partir de ter professado a fé: o anúncio, a adoração e a liberdade de vida em Cristo.
          Nós louvamos e agradecemos por todas as graças derramadas durante este retiro. A alegria de ter conosco nosso confrade, Pe Daniel, partilhando seus conhecimentos e suas experiências com Nosso Senhor Jesus Cristo. Incutindo em nós o desejo de buscar cada vez mais a experiência com o infinito amor de Deus. Este retiro foi um momento fecundo de intimidade com Deus, formação e fraternidade.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Eis o tempo de conversão - “Arrependei-vos, por que está próximo o Reino dos Céus” (Mt 4, 17)

“Eu reconheço que sou frágil pecador!  E o  que fazer para ter uma verdadeira conversão?"              
Pela infinita Glória de Deus, estamos celebrando o tempo da Quaresma, que é o grande Retiro Espiritual que Nosso Senhor Jesus Cristo, o Apóstolo do Eterno Pai vivenciou antes do cume de sua missão aqui na terra, que foi a sua morte na Cruz em favor de nossa salvação! “Pela vossa Santa Cruz remiste o mundo”.

                Pela prática do jejum e oração tentamos deixar o Eu pessoal, para permitir Deus agir em nossa natureza humana, com o intuito de verdadeiramente obter a conversão.                 Dentro deste grande retiro, o povo de Deus vai em busca  do confessionário em preparação da Páscoa do Senhor. O Sacramento da confissão é de cura, por recebermos o perdão de nossos pecados.
Na pessoa do sacerdote, Cristo Jesus se faz presente, e em nome dele recebemos a absolvição.

Reconciliado com Deus pela confissão, não quer dizer que estou convertido. Ir ao confessor é muito fácil, a dificuldade está em buscar a conversão. É necessário o desejo de  mudança e prática das virtudes. Eu me pergunto muitas vezes, o porquê de eu sempre confessar os mesmos pecados e automaticamente vem a resposta: É por que ainda não busquei a Conversão! Deus me perdoa sempre, mesmo eu caindo novamente! Mas, eu tenho que fazer a minha parte. Percebo em mim que falta esta parte, que é o desejo de lutar: “metanóia”, por isso confesso os mesmo pecados.  A conversão é quando eu tenho a capacidade de dizer NÃO ao pecado.

 
Eu reconheço que sou frágil pecador!  E o que fazer para ter uma verdadeira conversão?
Busco o exemplo de meu Pai e fundador, São Vicente Pallotti, que antes de qualquer ação se perguntava como que Nosso Senhor Jesus Cristo faria isso. Quando Jesus, que foi conduzido pelo Espírito Santo para o deserto, ele
  repreende  o tentador com as Sagrada Escritura.
Mas Jesus respondeu: ‘Está escrito...’”(Mt. 4,4) . Todas as vezes que foi tentado por Satanás, Jesus mostrou o que é de fato a Verdade, e não ia se iludir com as palavras sedutoras do tentador.
                O conhecimento da Palavra de Deus me dá auxílio na busca de uma verdadeira conversão. É na Sagrada Escritura que encontro a Verdade. Se tivermos conhecimento destas palavras, somo capazes de perceber que o pecado não é tão bom como pensamos ser. O pecado traz uma “falsa felicidade no momento” que veda os nossos olhos para contemplar a Felicidade eterna e verdadeira, que é estar em Deus. Oferta a Deus um desejo por amor a Ele, é de uma alegria verdadeira.

 5 dicas para trilhar bem este grande retiro é :
 *Buscar com humildade o sacramento da confissão, reconhecendo que é de fato um pecador e deseja fugir das ocasiões de pecado;
*Buscar
  com espírito de oração as Sagradas Escrituras, para ter conhecimento das coisas de Deus;
*Buscar a Santíssima Eucaristia, como alimento espiritual que é o Próprio Cristo Jesus.
*Buscar a Devoção a Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe;
*Buscar estudar o catecismo da Igreja;
*Buscar oferecer a Deus os desejos, por amor.

Somos todos remidos pelo sangue de Cristo, o que falta agora e fazermos a nossa parte. Para tornarmos pessoas novas em Cristo Jesus. Senhor, dai- nos a graça
  de permanecer no teu amor!  Boa Quaresma a todos!
Bruno Bauer SAC 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Pallotti e as obras de Misericórdia

“Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo.” (Mt 25, 34)

 O jovem Vicente 
A quaresma é o tempo litúrgico em que destacamos para uma maior reflexão sobre a vida de Jesus no deserto. Jejum, oração e esmola é o tripé que sustenta a espiritualidade quaresmal. Contudo, vale ressaltar também a importância das obras de misericórdia espirituais e corporais neste tempo.

Observando a vida de nosso Santo Fundador, São Vicente Pallotti, encontramos atitudes que nos inspiram para viver melhor este período. Pallotti desde muito jovem tinha uma inclinação às obras de misericórdia. Quando criança acompanhava seus pais a visitas ao Santíssimo Sacramento e enfermos. Seu ardor caritativo não findou por ai. Já sacerdote, foi um dos poucos que auxiliou espiritualmente os doentes no período de cólera que invadiu a cidade de Roma em 1837.

Pallotti durante a epidemia Colera
E não só resumindo esta espiritualidade a si próprio, não obstante, deixou como herança a mesma para todos os membros da União do Apostolado Católico. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espiritual, como também perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporal consistem sobretudo em dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar moradia aos desabrigados, vestir os maltrapilhos, visitar os doentes e prisioneiros, sepultar os mortos. Sem esquecer a esmola dada aos pobres, cujo é um dos maiores testemunhos de caridade fraterna.

Portanto, observando assiduamente esses conselhos que Nosso Santo fundado nos apresenta, alcançamos mais perfeitamente à semelhança de Nosso Senhor Jesus Cristo para irmos ao Reino que Ele nos preparou. Estejamos atentos às necessidades do tempo e do próximo. Não percamos a oportunidade de praticar tais obras. Que fique gravado em nossos corações: “Aonde não podes chegar com tuas obras, chegarás com humildade e confiança em Deus”.

Noviço Marco Antonio Gomes

sexta-feira, 7 de março de 2014

Via Sacra Palotina

Via Sacra rezada por São Vicente Pallotti[1]

Por mim nada posso  com Deus tudo posso  por amor de Deus tudo quero fazer  a ele a honra e a mim o desprezo.
  
Oremos: Ó meu dulcíssimo Jesus, quiseste sofrer, por nosso amor, opróbrios sem fim, humilhações incompreensíveis... Grava profundamente em nossos corações estima e amor por tuas abjeções, inspira desejo ardente de te imitar, na tua vida humilde, pobre, laboriosa, benéfica e desprezada. Amém.


Primeira estação: Jesus é condenado à morte.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pela sentença de morte a que se submeteu Jesus, concede-me resolução firme de mortificar as minhas paixões. Em ação de graças por tal dom, ofereço-te os seus méritos, as dores e os méritos de Maria.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...


Segunda Estação: Jesus Carrega a Cruz.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pelas dores de Jesus ao carregar a cruz, concede-me sofrer de bom grado, como desejas, todas as cruzes. E, em ação de graças por tal dom, ofereço-te seus méritos infinitos e as dores e os méritos de Maria.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...


Terceira Estação: Jesus cai pela primeira vez.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pelos sofrimentos suportados por Jesus ao cair pela primeira vez sob o peso da cruz, faze com que eu não caia mais no pecado. E, em ação de graças por tal dom, ofereço-te os seus méritos infinitos e as dores de Maria.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...


Quarta Estação: Jesus encontra com sua Mãe.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pelas dores sofridas por Jesus e Maria ao encontrarem-se no caminho do calvário, tem-me sempre afastado de toda ocasião de pecado. E, em ação de graças por tal dom, ofereço-te os seus méritos e a sua santíssima e dolorosíssima vida.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...


Quinta Estação: Simão Cirineu ajuda Jesus a carregar a cruz.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pelas dores sofridas por Jesus até o momento em que foi ajudado pelo Cirineu a carregar a cruz, dá-me o mais perfeito desejo de sofrer. E, em ação de graças por tal dom, ofereço-te os méritos de Jesus e as dores e os méritos de Maria.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...


Sexta Estação: Verônica enxuga o rosto de Jesus.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pela gratidão do coração de Jesus, diante do serviço que lhe prestou Verônica, imprime em mim a mais perfeita imagem de Jesus. E, em ação de graças por tal dom, ofereço-te os seus méritos e as dores e os méritos de Maria.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...


Sétima Estação: Jesus cai segunda vez.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pela segunda queda de Jesus sob o peso da cruz, faze com que eu sempre mais me levante para ti. E, em ação de graças por tal dom, ofereço-te os méritos de Jesus e as dores e os méritos de Maria.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...


Oitava Estação: Jesus consola as mulheres que choravam.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pela compaixão dispensada por Jesus às mulheres de Jerusalém, dá-me a mais perfeita caridade e o dom de viver e morrer no exercício da caridade. E, em ação de graças por tal dom, ofereço-te os méritos de Jesus e as dores e os méritos de Maria.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...


Nona Estação: Jesus cai pela terceira vez.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, por Jesus, caído, pela terceira vez, sob o peso da cruz, concede-me a mais perfeita união contigo. E, em ação de graças por tal dom, ofereço-te os méritos de Jesus e as dores e os méritos de Maria.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...


Décima Estação: Jesus e despojado de suas vestes.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pelo desnudamento de Jesus e pela amargura do fel, por ele experimentado, dá-me a mais perfeita pureza e o dom de fazer penitência dos passados maus costumes e torna-me amargos todos os sabores da vida presente. E, em ação de graças por tais dons, ofereço-te os méritos de Jesus e as dores e os méritos de Maria.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...


Décima Primeira Estação: Jesus é pregado na cruz.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pela crucificação de Jesus, dá-me o dom da mais perfeita crucificação de mim mesmo, todo, e das minhas paixões. E, em ação de graças por tal dom, ofereço-te os méritos de Jesus e as dores e os méritos de Maria.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...


Décima Segunda Estação: Jesus morre na cruz.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pelas sete palavras, pela agonia e morte de Jesus, dá-me o dom mais perfeito de oração e contemplação e de mortificação de todos os apetites desordenados. E, em ação de graças por tais dons, ofereço-te os méritos de Jesus e as dores e os méritos de Maria.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...



Décima Terceira Estação: Jesus é retirado da cruz
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pela deposição do Sagrado Corpo de Jesus, faze com que eu viva perfeitamente crucificado até a morte. E, em ação de graças por tal dom, ofereço-te os méritos de Jesus e as dores e os méritos de Maria.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...


Décima Quarta Estação: Jesus é sepultado.
Adoramos-te, Cristo, e te bendizemos, porque, pela tua santa cruz, remiste o mundo.
Eterno Pai, pela sepultura do Sagrado Corpo de Jesus, Fecha-me todo dentro de ti e de Jesus, de forma que eu seja todo transformado em ti, em teu filho feito homem e no Espírito Santo. Peço-te tudo para mim e para todos, agora e sempre, por todos os fins possíveis que agradem a ti. E, em ação de graças por todos os dons possíveis, ofereço-te o sangue de Jesus e os seus méritos infinitos, a sua vida santíssima e as dores e os méritos de Maria e os méritos passados, presentes e futuros da Igreja de Jesus, Filho de Deus.
Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...

Décima Quinta Estação: Jesus ressuscita glorioso.
Sem nenhum merecimento ou disposição de minha parte, por vossa misericórdia eu me encontrarei em situação tal que, depois de terem sido destruídas a indignidade de minha vida, a enfermidade, a agonia, a morte, pelos infinitos merecimentos da vida, paixão, agonia e morte de Jesus Cristo, o infinito mérito de sua santíssima vida, paixão, agonia e morte será todo meu para sempre por toda a eternidade, para que eu, como troféu, prodígio e abismo da divina misericórdia, cante eternamente as infinitas divinas misericórdias, e assim será minha por toda a eternidade a glória da ressurreição, ascensão e exaltação da santíssima humanidade de Jesus Cristo.
Pai Nosso; Ave Maria, Glória...

 [1] FALLER, Ansgario. São Vicente Pallotti . As orações. Santa Maria: Biblos, 2007, p. 149-153.