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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Missão Palotino 2018 | Testemunhos

Missão Palotino 2018 | Testemunhos
Em novembro de 2017, o Papa Francisco institui o Ano Nacional do Laicato: Sal da Terra e Luz do Mundo ( Mt5, 13-14): cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja em saída, a serviço do Reino.  

E o que tem haver com a missão Palotina? Tudo! 
A missão Palotina é a expressão viva do compromisso do leigo na Igreja em saída que leva ao próximo o cuidado, a atenção, o zelo que Cristo tem por todos nós. 
Agora, escrever um texto sobre a missão Palotina é fácil, porque toda missão, como um encontro religioso exige um planejamento, estratégia, oração,  a diferença talvez seja que numa missão temos proporcionalidade muito maior por conta do número de pessoas envolvidas, dias... 
No entanto, quando você precisa escrever sobre a missão Palotina sob a ótica do efeito que causou nas pessoas, percebe-se o cuidado de Deus para com todos que doaram seu "escasso" tempo para ir ao encontro do outro, levando muitas vezes um olhar, um ouvido, um sorriso... E aí se percebe como Deus recompensa...
Alguns testemunhos... 
"A missão foi sensacional na minha vida, como recém convertida, não tem nem um ano, eu vivi experiências extraordinárias..A missão me ajudou tanto quanto uma cidadã e como cristã, passei a ver mais os outros, passei a ser mais caridosa e pregar a caridade e generosidade, aprendi a contar com outras pessoas..." Nicolle 

"...ao ver o Julinho na missão consegui compreender que não precisamos de muito para servir a Deus, precisamos sim ir em busca daquilo que Deus nos chama, apesar de todas as dificuldades o Júlio estava animado e pronto para evangelizar muitos, e com esse exemplo conseguir ter certeza da frase de São Francisco de Assis, que para anunciar o evangelho não precisamos de palavras, mas sim pregarmos com nossa vida..." Fernando Pértelle.

"Foram dias de caminhadas incansáveis,  onde todo o grupo se mantinha focado em nosso objetivo: evangelizar. Todos sabíamos que portas se abririam, e outras estariam fechadas. Mas seguimos a caminhada com fé e esperança...Ao evangelizarmos, estávamos abrindo as portas da igreja e mostrando o quanto Deus nos ama, um amor misericordioso,  bondoso e que só espera de nós a conversão.Sigo hoje, levando a palavra par quem desejar ouvi-la..." Sueli Teperino 
"Bem, pude participar de todos os dias da semana da Missão Palotina, e não tenho palavras para conseguir  descrever tudo o que eu vivi.  Tantas vezes ouvimos falar de Deus, mas na missão Palotina eu pude levar Deus às outras pessoas que realmente estavam necessitada do amor de Jesus! Essa semana missionária foi muito necessária para o meu crescimento na fé, e principalmente na minha vocação! Eu pude descobrir que todos somos chamados a viver para Deus em busca das almas, e nessa semana uma chama foi acesa em meu coração e tenho certeza que em todos os corações ali presentes..."Jessica Barbosa 

"Foram grandes dias de evangelização e aprendizado, vivemos a unidade que Pallotti tanto propagava de forma intensa, todas as paróquia Palotinas unidas em um só propósito anunciar o Cristo! Tive a oportunidade de crescer como paroquiana e ver a graça de Cristo em cada lar que nos recebia e aprender a rezar pelos que não nós receberam!" Ana Caroliny

Para finalizar, vale a pena citar o que escreveu Dom Leonardo Ulrich Steiner ( Bispo Auxiliar de Brasília - Secretário-Geral da CNBB) na apresentação do texto base sobre o Ano Nacional do Laicato, pois de certa forma resume o que foi e mais importante o que é a  missão Palotina: " os diferentes dons, carismas, serviços e ministérios dos discípulos missionários nascem da vitalidade  da vida que faz e deixa ser Igreja. Não porque existem diferentes funções, mas porque o Espírito Santo suscita diferentes carismas,dons, serviços e ministérios para o bem de toda a Igreja. As manifestações e expressões do Espírito vivificam e impulsionam o povo de Deus".
Celimar Azevedo

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Maria Santíssima, a grande missionária



Todos os cristãos, no decorrer de sua caminhada, se deparam com dificuldades, sejam elas de cunho profissional, vocacional ou humano, como família e saúde.  Com tudo isso, corremos o grande risco de desistir da caminhada rumo Jesus Cristo, por percebemos em nós uma falta de força para continuar a caminhar.
Agora, se evidencia aqui a característica de um cristão que se coloca em movimento, isto é, caminha. Se põe a caminhar com o Cristo.
Jesus, ao chamar os seus para anunciar o Reino dos Céus, pede para que saiam de onde se encontram: ide anunciar.  E é o Cristo que caminha conosco! Àquele se pôs a caminho Deus se revela, como se revelou para os discípulos de Emaús e a Maria Madalena, quando ela foi ao tumulo e encontrou o ressuscitado.
Maria Santíssima é aquela que pede ao Senhor por nós, quando nos faltam forças na caminhada. É Maria a primeira a vir em nosso auxílio, a interceder ao seu filho por cada um de nós, ela disse: “Eles não têm mais vinho” (Jo2,3). E Jesus Cristo, então, faz grandes coisas para aqueles que buscam o auxílio de sua Mãe santíssima.
O Mês de Outubro é o Mês do rosário e das missões. Existem inúmeros testemunhos de milagres alcançados por intermédio da recitação do santo terço mariano. A oração do terço é a principal via de evangelização em lugares onde hoje há escassez de sacerdotes. O povo se reúne para rezar o terço em casas e oratórios e, pelos méritos da pessoa de Maria, estes cristãos recebem grandes Graças como Igreja Orante.
Os cristãos têm a necessidade de serem reavivados a todo instante e tem a missão de reacender no mundo todo a Fé e a Caridade. Para obter forças na caminhada temos, primeiramente, que ter humildade de reconhecer nossas dificuldades e apresentá-las a Mãe de Deus, a qual pede a seu filho por nós. Ser humilde é apresentar que nossas ‘talhas’ estão vazias ou estamos com pouco vinho. Para o senhor nos pedir para encher essas talhas de água e confiar que ele pode transformar tudo que está em nós.
Escutamos de algumas pessoas que cada Ave-Maria que rezamos parece uma oração repetitiva, mas, na verdade, se trata de uma oração simples e muito poderosa. Usando uma metáfora. Para um cristão, cada Ave-Maria rezada é como gotas de água que são depositadas nestas talhas que estão vazias. Jesus disse aos que estavam servindo: ‘Enchei as talhas de água’. Encheram-nas até a boca (Jo2,7). Através de cada oração da Ave-Maria nos preenchemos desta água que virá transformar o nosso inteiro, isto é a vida espiritual.
             Pelos méritos de Maria recebemos forças para caminhar como cristãos aqui neste mundo, em uma vida de Santidade, na prática das virtudes.  Pelos méritos de Maria Santíssima não desanimamos do percurso até o seu filho Jesus Cristo. Podemos sentir cansaço, mas estaremos cheios de forças para lutar contra todo tipo de obstáculos que aparecerão em nossa existência.
            Nosso Pai e Fundador, São Vicente Pallotti, pedia para que pudéssemos propagar os méritos de Maria Santíssima, nos quais estaríamos imitando os Maiores santos da Igreja. Ele recorda aos que propagam Maria Santíssima:  “Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna” (São Vicente Pallotti - OO CC XIII, 356-357). Aquele que propaga as glórias de Maria, a Imaculada Rainha, tem o paraíso garantido.
            Rezar à Maria Santíssima é recorrer ao filho. Anunciar os Méritos de Maria é anunciar o Cristo. Bebamos o vinho novo da vida que Jesus nos dá todo dia. Empenhemo-nos em viver como cristãos missionários das glórias de Deus e dos méritos de Maria. Permitamos Jesus Cristo nos transformar, fazendo tudo o que ele nos pede. “Fazei o que ele vos disser” (Jo 2,5), assim como Maria pediu no evangelho aos servidores da festa de casamento. E o Cristo nos pede para levar este vinho novo aos outros.

Sejamos, então, enviados a missão de levar a todos os povos e nações este vinho que dá a vida, Jesus Cristo, pela interseção da Virgem Maria, sendo recipientes cheios da graça de Deus, cheios do Espirito Santo. Que a Rainha dos Apóstolos e São Vicente Pallotti intercedam por todo nós, cristãos missionários! 
Bruno Bauer SAC









terça-feira, 17 de novembro de 2015

Missão Palotina - 2015 | Testemunho Pedro Mattos (Rio de Janeiro)

Confesso que acordei no dia 31 com vontade zero de ir para a missão. Realmente passou pela minha cabeça não ir. Mas ao pensar em todo o trabalho dos organizadores em preparar esse momento e nas pessoas que viriam de longe para esse encontro eu refleti: Por que não?

No caminho para a paróquia Nossa Senhora Medianeira – onde ocorreria o encontro- fiquei imaginando como seria essa “tal” missão. Ficava pensando em que pessoa, em pleno século XXI, receberia um bando de jovens da Igreja Católica em sua casa. Era algo que, além de me tirar da zona de conforto, soava um pouco estranho.

Chegando lá, participamos uma formação, adoração e missa de envio. As coisas começavam a fazer mais sentido. Não éramos mais simplesmente um bando de jovens fazendo uma missão pela Juventude Palotina. Éramos missionários iluminados por Deus e chamados por Ele a anunciar a boa nova.

Como diz o tema da missão: “Quem me vê, vê aquele que me enviou”. Quem recusaria uma visita do próprio Cristo? Saímos da Medianeira e fomos ao trabalho. As visitações foram  incríveis. Poder ouvir um pouco da história e os testemunhos de cada uma daquelas pessoas que nos recebiam era muito gratificante. Poder levar um pouco de conforto para aqueles lares, e ao mesmo tempo, éramos confortados. Orar por eles e pedir que orassem por nós.

A sensação após concluir a missão era de muita gratidão. Um sentimento de utilidade por estar servindo a nossa Igreja e doando um pouco do nosso tempo para o próximo. Difícil explicar em palavras o sentimento. De fato foi uma experiência muito boa e de muito aprendizado.


Pedro Mattos




quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Missão Palotina - 2015 | Testemunho Andreza Barroco (Rio de Janeiro)


Quando fui chamada para participar da Missão Palotina, vieram muitos pensamentos como: "O que vou dizer?", "Como farei?", "Mas eu sou tímida, como vou conseguir falar?". Mas, não hesitei em dizer sim ao convite. Só consegui participar da Missão no domingo (31/10) e só tenho a dizer que foi, realmente, incrível.

Fomos às ruas para reavivar a fé e reacender a caridade, como São Vicente Pallotti pedia. A príncipio achei que iríamos com o intuito de reavivar a fé nas casas que visitaríamos, mal sabia que essa Missão aumentaria a minha fé.

Jamais esquecerei o olhar da Dona Albertina, uma senhora simples mas com o coração gigante. Que, apesar de tudo que aconteceu em sua vida, não deixou de dedicar seu amor e devoção à Deus. Com pouco tempo de conversa e eu já não conseguia segurar minhas lágrimas. Ali, naquela casa, eu aprendi uma lição que vou levar pra minha vida inteira, uma lição de amor e fé, que não importa as circunstâncias que estamos, que não importa o que aconteça, quando vamos com amor e fé, caminhamos bem. E naquele longo abraço, em que ela só disse pra permanecer firme com Deus, meu coração teve certeza que tomei a decisão certa, a de dedicar minha vida ao Senhor.

Saí de lá emocionada. Todas as casas que abriram as portas fosse pra rezar do portão, da varanda, dentro de suas casas, todas marcaram de diferentes formas. E foi neste fim de semana que Deus me fez um chamado para fazer Crisma, um chamado que já estava despertando desde o Festival em Guapimirim.

Essa Missão trouxe muitas lições, muitas histórias, muitos amigos e irmãos que quero estar sempre próxima. Agradeço a Deus por me escolher, por cada pessoa que passou por mim neste fim de semana, por ter me aproximado de quem eu já conhecia, por poder fazer parte dessa Missão e por poder propagar o amor do nosso Senhor pelo mundo.


Andreza Barroco








quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Missão Palotina - 2015 | Testemunho Thylara Dantas (Rio de Janeiro)

A minha missão começou bem antes dos dias 31.10 e 01.11. Ela começou em 2011, quando voltei para os braços do Pai e disse: "eis-me aqui, Senhor!". Mas hoje, em especial, quero falar deste final de semana. 

Quando recebemos o convite do Padre Josiel em fazer a missão na Medianeira, em Oswaldo Cruz, senti uma felicidade imensa misturada com ansiedade, já que nunca havia participado de missão. 
E antes da missão, tive o privilégio em participar da II Formação Jovem Palotina, que foi uma ótima formação, onde pude reavivar a minha fé, assim como pedia nosso Santo Fundador. E após a formação, sabia que eu precisava terminar sua frase: "e propagá-la em todo o mundo". E ai entrou a missão. 

Sábado tive experiências que ficarão para o resto da minha vida. Jamais esquecerei do rosto da Dona Diva, senhora de 84 anos que está em luta contra o câncer, mas que mostrou que tem uma confiança plena no Senhor, o que me deu mais certeza que jamais devemos temer; das casas que nos acolheram e nos ofereceram um copo d'água com um sofá para descansarmos, já que neste dia estava muito calor e, também lembrarei do Senhor Evangélico, que nos tratou bem e que no dia da Carreata de Nossa Senhora da Medianeira de Todas as Graças, estava emocionado com uma rosa em mãos (08.11). 

E Domingo, tivemos uma linda adoração e grandes momentos em sala, onde vimos pessoas de todo o MUNDO rezando para que nossa missão desse certo, e deu. Andando pelas ruas, indo de casa em casa, conheci um senhor morador de Rua, que posso dizer com toda convicção: ele carrega o Senhor da forma mais sincera em seu coração. Mas infelizmente devido ao alcoolismo, está perdido. Nos agradeceu profundamente em ver Jovens e CATÓLICOS nas ruas e, que com isso, nos deu mais coragem em seguir nossa missão, pois como ele disse: precisa-se de jovens que façam o que fazemos, pois nós levamos Cristo em nosso coração e o mundo precisa ver e saber do Evangelho. Mal sabe ele, que eu quem agradeço por ter me evangelizado. 

A Júlia, a criança mais amável que tive o prazer de conhecer e passar alguns momentos com ela. Ela foi com o meu grupo da Missão e evangelizou mais uma casa, e, foi tão lindo ver uma criança rezando conosco e feliz, por simplesmente estar com a nossa presença. A nossa missão foi fechada com chave de ouro, com a linda missa. Foi um final de semana que me rendeu muitos frutos e muitos novos amigos.Obrigada a Deus por ter me escolhido e obrigada a todos que fizeram parte dessa missão.


Emoticon smile Thylara Dantas








quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Manaus, uma missão a ser conhecida | Rafael Moura SAC

Entre os dias 12 e 27 de abril de 2014 fiz uma experiência pastoral por toda a missão da Região Palotina Mãe da Misericórdia no Estado do Amazonas. Cheguei sob muita chuva (e que logo percebi ser normal em Manaus). Além das paróquias que são assistidas pela Região Palotina do Rio de Janeiro tive o prazer de conhecer aquelas outras paróquias, pastoreadas por missionários palotinos da Província de Santa Maria - RS.
Depois de dois dias na paróquia Nossa Senhora da Glória - Manaus, local onde fui muito bem acolhido pelo padre Stanislaw, parti em direção à cidade de Novo Airão, cuja Paróquia tem como padroeiro, Santo Ângelo. Nesta, pude vivenciar toda a Semana Santa.
Padre Stanislaw  SAC 
A paróquia de Santo Ângelo atende mais de vinte comunidades ribeirinhas; por causa da distancia necessita-se até quinze dias para chegar e, no caso de outras, somente uma vez por ano, porque se depende dos rios, ou melhor, das cheias dos rios da região.
O grande marco desta minha estadia nesta paróquia foi a oportunidade de visitar uma das comunidades ribeirinhas, na região do Igarapé Mipindiau, próximo ao Parque Nacional das Anavilhanas. Nesta visita pude perceber o quanto ainda é necessário responder ao chamado de Nosso Senhor de ir a todos os povos: "Ide a todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15). Esta é uma região distante, de muitas e grandes dificuldades; porém, também pude perceber a sede de Deus que aquelas pessoas têm. Em uma visita, por exemplo, o padre Marcelo Néspoli pode atender muitas confissões, celebrou o batismo de sete crianças e duas delas fizeram a sua primeira comunhão.
As dificuldades pastorais são muitas: a falta de agentes de pastorais, poucos recursos financeiros e a falta de auxilio governamental faz dessa região um lugar muito carente. No entanto, é um povo de fé, que ora com fervor, não se abate com os problemas e está sempre disposto a recomeçar com um sorriso alegre nos lábios.
Os meus últimos dias no Estado do Amazonas foram na capital, na paróquia cuja padroeira é Nossa Senhora da Glória. Lá participei da Festa da Misericórdia, cuja dimensão é indescritível, tamanha a devoção à Divina Misericórdia.
Confesso que realmente aquela festa foi um verdadeiro derramar de graças na vida daquelas pessoas, mas também na minha. E ainda, confesso que já que não mais poderei encarar a vida dentro da Igreja sem lembrar-me desta experiência e sem deixar de orar por aquele povo que tanto testemunhou que Deus usa do que é simples para revelar a todos Seu desígnio de amor àqueles que O buscam com o coração sincero (Sl 50, 8).
            





Festa da Misericórdia | Catedral de Manaus




Barco Santa Maria do Rio Negro | Padre Marcelo Néspoli SAC


Rafael Moura SAC

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Card. Filoni aos formadores : "a Igreja é missionária"

VATICANO - O Card. Filoni aos formadores: os seminaristas devem ser ajudados a se conscientizarem de que a Igreja é missionária, e se tornar sacerdote significa ser enviado em missão Bangui (Agência Fides) 

"A unidade dos educadores e a colaboração sincera entre eles tornam possível a adequada realização do projeto educacional e do programa de formação e, em particular, oferecem aos candidatos ao sacerdócio um exemplo significativo e concreto da comunhão eclesial, que constitui um valor fundamental da vida cristã e do ministério pastoral." 

Foi a recomendação feita pelo prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, aos formadores do Seminário São Marcos e do propedêutico encontrados na manhã desta quinta-feira em Bangui, no início de sua visita pastoral à República Centro-Africana, aonde chegou na quarta-feira. O Prefeito do Dicastério Missionário ressaltou que a formação espiritual dos seminaristas deve ser orientada de modo que "adquiram um profundo espírito missionário, virtudes humanas e o sentido eclesial. Os seminaristas devem ser ajudados a tomar consciência de que a Igreja é missionária por sua natureza. E tornar-se sacerdote significa ser enviado em missão, que consiste principalmente em testemunhar a sua fé e a sua caridade

Entre os valores humanos que os seminaristas devem cultivar, o cardeal citou o sentido da honestidade, da responsabilidade e da palavra dada, o amor pela verdade e a justiça. A dimensão eclesial compreende um grande amor pela Igreja de Cristo, um humilde e filial apego à pessoa do Santo Padre, a adesão filial ao próprio bispo e as relações de amizade e de solidariedade com os outros. "Para que alcancem uma vida espiritual sólida e satisfatória, os seminaristas necessariamente precisam de meios de tipo ascético, sacramental e litúrgico", prosseguiu o Cardeal Filoni, indicando a celebração eucarística - "que deve ser o centro da vida do seminário", a Liturgia das Horas, a devoção filial à Virgem Maria expressa, em particular, com a oração do Terço, o sacramento da Penitência, e os retiros. 

Particularmente, o prefeito de Propaganda Fide convidou os formadores a fazerem de modo que os seminaristas adquiram "uma maturidade afetiva", ideias claras e uma convicção íntima sobre a inseparabilidade entre celibato, castidade e graça do sacerdócio. "Ensinai-lhes que o sacerdócio requer uma doação total de si: corpo, coração, vontade e toda capacidade de amar a Deus." A observância das obrigações sacerdotais comporta indubitavelmente grande espírito de sacrifício, por isso o purpurado convidou os formadores a não omitirem as dificuldades aos seminaristas, de modo que eles sejam capazes de assumir esses compromissos "com plena consciência e grande responsabilidade". 

Outro aspecto importante da vida dos seminaristas é constituído pelo estudo, vez que "os futuros sacerdotes precisam de uma boa formação doutrinal que compreende, de um lado, a cultura geral de base, e, de outro, as ciências sagradas", recordou o prefeito do dicastério missionário. Diante de todas essas exigências, reveste particular importância o discernimento que os formadores são chamados a fazer, a fim de que os candidatos ao sacerdócio sejam "dignos e idôneos, verdadeiros discípulos de Cristo e autênticos servidores da Igreja"

Por fim, o Cardeal Filoni evidenciou: "É necessário para o formador não somente saber transmitir a doutrina, mas também e, sobretudo, saber dar o exemplo de vida, para ser modelos e exemplos para os jovens". 
(SL) (Agência Fides 19/07/2012)