quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Formação Jovem Palotina | Fotos | Manhã de Retiro

Obrigado ao Diácono Denis Alves Sac​ pela belíssima manhã de espiritualidade em nossa Formação Jovem Palotina. Todo nosso esforço e dedicação já teriam sido válidos por está poucas horas de encontro com Deus. Somos Gratos por sua dedicação e empenho. Seguem algumas fotos da primeira manhã do encontro dedicada a meditação e a figura de São Vicente Pallotti, como Apóstolo e Mistico. 

 















































Testemunho | Grupão JP RIO

Grupão JP RIO  - Paróquia Santa Isabel (27/09)
Testemunho de André Vasconcellos

Conhecer a Juventude Palotina foi, para mim, mais uma forma de conhecer como a Igreja se relaciona muito próximo da sociedade, mesmo que sejamos "leigos" nas atividades da igreja. 

Particularmente, pouco sabia da história de São Vicente Pallotti. Muito se falava dele na paróquia de Santa Isabel, mas não sabia o que havia de diferente, quem era ele e o que ele tinha feito pela igreja...

Até o Grupão da JP que houve no último domingo em minha paróquia. E olha que participo e participei de tantos grupos jovens e de oração, mas nunca tinha visto uma Juventude tão comprometida com a evangelização de maneira humilde e simples, que com seu carisma nos influencia ir além para trazer os jovens a igreja e ao caminho da Salvação eterna! 

Espero ir em mais encontros da Juventude Palotina e, dentro do que puder, ajudar na evangelização e no seu trabalho carismático!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O APOSTOLADO DOS LEIGOS | “Todos ficaram repletos do Espírito Santo”

O APOSTOLADO DOS LEIGOS

Nov. Marco Antonio Gomes

“Todos ficaram repletos do Espírito Santo” (At 2, 4)
           
     Ao ler esta passagem logo remetemos a imagem do Cenáculo. Exatamente este aspecto que quero ressaltar nesta meditação. Ao visualizar o quadro que São Vicente Pallotti pediu para ser pintados, observa-se alguns detalhes peculiares próprios da espiritualidade Palotina, muitas das vezes passadas despercebidas. Este é o primeiro ponto a ser destacado.
                Sintaticamente, analisa-se que o núcleo do sujeito desta oração consiste em “todos”. Considera-se este núcleo como um pronome indefinido, significa: completo; íntegro; que não deixa nada de fora; a que não falta parte alguma, qualquer; como subst. masculino: conjunto; totalidade; massa; generalidade; a humanidade. Pelo próprio significado da palavra, alcançamos o objetivo da espiritualidade Palotina. Será exatamente neste núcleo que nos deteremos para reflexão. Ressaltar a presença dos “demais” neste Cenáculo de Jerusalém e seus frutos hoje. 
Se nos transportarmos para o momento de Pentecostes, veremos que este local está fechado, pois estávamos todos com medo. Maria Santíssima está ao centro, serena, em um espírito próprio oracional. Há também, alguns apóstolos ao seu lado, Pedro e João, os mais próximos, buscando também essa sintonia espiritual. Porém, se ampliarmos a nossa ótica, observa-se que havia muitas outras pessoas, tantas delas naquele local, algumas ainda buscando essa harmonia de oração, mas também, tantas outras dispersas, despreocupadas.... Quando acontece o prometido e inesperado, a vinda do Paráclito. Como línguas de fogo descem e nos tocam. “Todos ficaram repletos do Espírito Santo”.
                Vale rever, “nos tocam”. Todos, sem exceção, grandes e pequenos, foram tocados pelo Espírito Santo. Maria, os apóstolos e os demais. E quem são esses demais? São os discípulos, seguidores, admiradores, leigos, cooperadores de Jesus.
                Mantendo este contexto, gostaria de colocar o foco em duas figuras que São Vicente Pallotti fez questão de inserir em tal quadro, as duas leigas, representando todos os leigos, toda a humanidade.
“Pallotti recebeu a imagem de um Cenáculo pintada por um artista alemão. Ele tomou essa imagem, mas mandou colocar duas mulheres dentro dele... Pallotti quis ir à fonte bíblica do Cenáculo, no qual Maria está com os Apóstolos, mas também com outras mulheres e irmãos. O texto diz que estavam reunidas umas 120 pessoas (At 1, 14-15)... Portanto, não é a Rainha dos doze, da Igreja hierárquica, mas a Rainha de TODOS os homens e mulheres, de TODA a Igreja, de TODA a comunidade cristã. A imagem da Rainha dos Apóstolos de Pallotti nos transmite um conceito de igreja... A imagem da Rainha dos Apóstolos, de Pallotti, não é algo acessório ou secundário. O que ele queria dar entender, o que ele mesmo queria era uma visão de Igreja da qual NÓS fazemos parte. ” 
A ousadia do santo não se limitou nesta retratação, mas nos inseriu neste mesmo contexto quando também diz: “Cada um que coopera na difusão da fé em seu estado, de acordo com as suas forças, confiante na graça divina, de acordo com as suas possibilidades, merece o nome de ‘apóstolo’. Tudo quanto fizer para este fim é seu apostolado. ”
Isto é, tal acontecimento não permaneceu estático no tempo e no espaço. “Podemos imaginar a alegria luminosa e simples, a fraternidade jovial, a serenidade serviçal e o fervor da oração dessa assembleia que tem Maria como centro catalisador. Esse é o clima que queremos também formar e sentir nestes dias. E não só nestes dias, mas sempre e em todas as nossas comunidades e casas. ”
·         O Espírito Santo nos faz crescer no conhecimento do mistério de Cristo;
·         Faz experimentar Deus e nossa filiação divina;
·         Dá-nos a paz, alegria e felicidade;
·         Ele é o formador da comunidade;
·         Dá-nos coragem, a força e a alegria para testemunhar o fato de ser cristão católico;
·         Proporciona a verdadeira liberdade;
·         O Espírito Santo faz da prática da religião uma coisa gostosa, leve e libertadora;
·         O Espírito nos conduz com segurança a Deus. 
Precisamos perceber o Espírito Santo também que se renova em nós. Devemos REconhecer, pois Ele nos alcançou no batismo, e clamar Sua vinda em nossas atividades. Deste modo, a cada manhã, ao acordarmos, podemos nos perguntar: Espírito Santo, o que faremos JUNTOS hoje? Tudo o que fazemos e somos é movido por Ele.
Bibliografia
BÍBLIA, Sagrada de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2012. 

BURIN, Pe. Aguinelo, SAC. Cenáculo. In: Horizontes Palotinos, volume 2. Santa Maria: Biblos, 2009.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

SÃO VICENTE PALLOTTI, Praticante da Palavra de Deus

SÃO VICENTE PALLOTTI
Praticante da Palavra de Deus
Pe. Ângelo Lôndero, SAC

 “Desde a tua infância conheces as Sagradas Escrituras. Elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé no Cristo Jesus” (2Tm 3,15).


O mês de setembro no Brasil é dedicado à Bíblia, que contém parte da Palavra de Deus. Por isso, a Igreja nos faz um convite, que é também uma convocação, para conhecer melhor e amar mais a Palavra de Deus, a fim de que ela seja o farol no caminho da nossa vida, como diz o salmista: Tua palavra é lâmpada para meus passos, luz no meu caminho (Sl 119,105).
A seguir, vamos considerar a vida de santidade de São Vicente Pallotti e a Palavra de Deus e analisar a relação que existe entre elas.
Para início de conversa, uma pergunta: como Vicente Pallotti chegou a um tão alto grau de santidade? A exemplo de muitos outros santos, a resposta está no fato de ele ter-se deixado modelar pela Palavra de Deus: o seu coração foi aquele terreno bom no qual a semente da Palavra produziu frutos de santidade (cf. Mc 4,20). A exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, diz: “A Palavra de Deus chega aos  homens através do encontro com testemunhas que a tornam presente e viva”  (n. 97). Essas testemunhas são os santos e santas de Deus.
Na Bíblia, encontramos revelada a nossa vocação à santidade: Sede santos, porque Eu, o Senhor vosso Deus, sou santo (cf. Lv 11,44). São Paulo nos dirá que o Pai, em Cristo, escolheu-nos, antes da constituição do mundo, para sermos santos e imaculados diante dos seus olhos (Ef 1,4) e ainda ele diz mais: A vontade de Deus é esta: a vossa santificação (1Ts 4,3). Assim, vemos que não faltam apelos bíblicos para que sejamos santos.
Também um dos capítulos da Constituição dogmática sobre a Igreja do Concílio Vaticano II é dedicado à vocação universal à santidade na Igreja: todos os membros da comunidade eclesial são chamados à santidade, pois todos na Igreja, [...] são chamados à santidade (LG, 39).
Vicente Pallotti tinha uma grande familiaridade com a Palavra de Deus e, por isso, a conhecia em profundidade. Basta ver as inúmeras citações nos seus escritos, tanto dos Evangelhos como das cartas de São Paulo. Foi a Palavra de Deus que iluminou o seu pensar, o seu agir e o colocava em união com Deus. Assim ele se expressou: Todas as vezes que tomo nas mãos a Sagrada Escritura purifico-me de alma e corpo, elevo-me até o outro mundo, divinizo-me.Ele queria que a santidade de Cristo fosse a sua santidade e que a palavra de Cristo fosse a sua palavra. Por isso ele a tinha em grande consideração, a ponto de dizer: Antesde pôr-me a rezar pensarei que nem sou digno de escutar a palavra de Deus e nem mereço que Deus escute a minha.
A vida de santidade de Vicente Pallotti pode ser um estímulo para nós vivermos em plenitude essa vocação fundamental à qual somos todos chamados: sermos santos! A vida dos santos é um exemplo de que as exigências evangélicas para os seguidores de Jesus, embora sejam difíceis, não são impossíveis de serem colocadas em prática. Com a sua vida, Vicente Pallotti deu testemunho ao mundo e à Igreja da perene fecundidade do Evangelho de Jesus Cristo.
                Foi a Palavra de Deus que lhe abriu os olhos e o coração para descobrir e sentir o surpreendente amor e a misericórdia de Deus, manifestados na obra criação do mundo, sobretudo na criação da pessoa humana à sua imagem (cf. Gn 1,27), e em Jesus, que nos amou e se entregou por nós (cf. Gl 2,20). Por sermos vivas imagens de Deus Pai, devemos ser santos e perfeitos como o Pai celeste, até alcançar a mais alta perfeição. Vicente Pallotti exclamava: Vós sois a santidade e a própria perfeição, e quereis que também nós sejamos viva imagem de vossa santidade e perfeição.
Foi também à luz dessa Palavra que ele deu a sua resposta, descobrindo o modo de viver a sua vocação e missão. Ele agradecia sempre a Deus pelo dom de ser cristão e também por aqueles que o tinham ajudado a acolher tal dom, sobretudo os seus pais.
Com a palavra, e sobretudo com o exemplo, Vicente Pallotti nos mostra como devemos e podemos também nós responder ao amor de Deus manifestado em nossa vocação e missão procurando crescer sempre na santidade e na perfeição evangélica.
Vicente Pallotti tinha muito orgulho de viver na cidade de Roma, porque nela o apóstolo Paulo pregou o Evangelho da Salvação. Ele tinha um fascínio em relação à figura espiritual de São Paulo apóstolo. Nas Obras Completas de Vicente Pallotti encontram-se mais de duzentos textos de São Paulo apóstolo. Ele, além de comentar alguns textos paulinos, os utiliza para seu caminho espiritual e para a orientação espiritual das pessoas. Em seus escritos faz sempre referência às cartas de Paulo, com a seguinte expressão: “Como diz São Paulo Apóstolo”. Para mostrar a importância dos textos de Paulo é a recomendação feita por Pallotti aos seminaristas da Congregação: “No início do primeiro ano de filosofia até todo o curso da sagrada teologia devem decorar das Epístolas de São Paulo cerca de vinte e cinco versículos por semana, e os recitarão na sala de aula, expondo a história do Antigo e do Novo Testamento”(OOCC VII, 376).
Vicente Pallotti desejava imitar São Paulo, conforme o convite do próprio Apóstolo: “Dou-lhes um conselho, sejam meus imitadores” (1Cor 4,16). Esse propósito encontra-se no seu escrito que diz:  “Pretendo pedir perdão com a dor de todas as criaturas, imaginando estar prostrado com a face por terra, na estrada de Damasco, pedindo perdão juntamente com Paulo” (OOCC X, 64). Diante disso, é possível afirmar que encontramos, na vida de Pallotti, muitos traços espirituais de São Paulo. Mas não é só isso: Pallotti faz-se anunciador do ensinamento de São Paulo. As palavras do grande Apóstolo ecoam em muitas passagens de seus escritos.
Por ter levado a sério a Palavra de Deus, é que Pallotti pôde receber um juízo favorável do Arcebispo Spalding, de Baltimore: Era muito conhecido em toda Roma por sua extraordinária santidade. Seu total altruísmo unia-se ao espírito de penitência. Seu amor a todos não vacilava nem diminuía. Nenhuma dificuldade, nenhuma cruz conseguia perturbar sua paciência. A característica mais comovedora de sua personalidade era seu amor total de Deus e de Cristo. Este amor foi o impulso que o moveu, em todos seus esforços; foi a sua verdadeira vida e a alma de todas suas ações, a chave de sua serenidade, a fonte de seu valor e daquela paz interior que se irradiava espontaneamente da sua conduta.
Isso aconteceu não só porque Vicente Pallotti tinha a firme decisão de traduzir em atos concretos as palavras de Jesus registradas nos santos evangelhos, mas também porque elas se constituíram no princípio norteador de toda a sua conduta. Diz ele: Por isso, antes de dar começo a qualquer atividade, somos obrigados a perguntar-nos, a cada uma das diversas circunstâncias do dia, como pensaria, ou falaria, ou agiria nosso Senhor Jesus Cristo. E devemos esforçar-nos, em tudo e sempre, pelo que seja mais perfeito. Como para Vicente Pallotti, também para nós Jesus é a regra mais importante de toda a nossa vida, porque ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (cf. Jo 14,6).  Ele nos mostra o modo mais conveniente de agir, nas mais variadas situações do dia a dia.
Para estímulo e edificação nossa, cito um texto de Santo Isidoro, no qual ele diz que a oração nos purifica, a leitura nos instrui. Pratiquemos uma e outra coisa, porque ambas são boas. Quem deseja estar sempre com Deus, deve orar e ler frequentemente. Quando oramos, falamos com Deus, mas quando lemos, é Deus que fala conosco. É duplo o proveito que tiramos da leitura da Sagrada Escritura: ilumina nossa inteligência e, afastando-nos das vaidades do mundo, leva-nos ao amor a Deus. Ninguém pode descobrir o sentido da Sagrada Escritura se não se familiarizar com a sua leitura. Quanto mais assíduos formos na leitura da Palavra de Deus, tanto melhor a compreenderemos, à semelhança da terra: quanto melhor é cultivada, tanto mais frutifica.
Roguemos a São Vicente Pallotti para que nos ensine e nos ajude a seguir o seu exemplo luminoso de santidade, deixando-nos modelar pela Palavra de Deus e, assim, glorificar a Deus pela santidade de nossa vida e de nossas obras.

Disponivel em http://www.pallotti.com.br/?ss=noticias&pg=exibir&cod=1157, acesso dia 02 de outubro de 2015.