terça-feira, 2 de agosto de 2011

Homília do beato João Paulo II, sobre São Vicente Pallotti

João Paulo II esteve no domingo, 22 de junho de 1986, na igreja romana de São Salvador da Onda, perto da Ponte Sisto, para presidir a uma concelebração eucarística em honra de São Vicente Pallotti. Durante a missa, o Santo Padre pronunciou a homilia (segue um trecho desta homilia), recordando a figura do Santo Fundador da Sociedade do Apostolado Católico:
João Paulo II, em visita a Igreja de São Salvador da Onda
Caros Irmãos e Irmãs em Cristo!

Desejo exprimir a todos vós, aqui presentes, membros da Família Palotina e devotos admiradores de São Vicente Pallotti, a sincera alegria de me encontrar convosco, e de celebrar o Sacrifício da Santa Missa sobre este altar, que conserva a mais preciosa relíquia do vosso Santo Fundador.
Vim em visita a este lugar e a esta comunidade porque a minha história pessoal está marcada por muitos e importantes encontros com os filhos espirituais de São Vicente Pallotti. Wadowice, a minha cidade natal, é o berço dos palotinos poloneses: freqüentes foram os meus contatos com eles, na minha juventude e de modo especial durante o meu ministério sacerdotal e episcopal. Mas um motivo particular liga-me a este lugar e a esta comunidade. Ainda hoje recordo, não sem emoção e gratidão, aquele dia no longínquo 1946, quando, jovem sacerdote, cheguei a Roma para aperfeiçoar os meus estudos nos ateneus pontifícios e fui acolhido nesta comunidade. Não obstante a minha permanência tenha sido breve, todavia foi suficiente para nunca mais esquecer o clima de serena fraternidade que aqui respirei.
[...]
A minha visita quer ser, portanto, um ato de reconhecimento ao vosso Fundador, este santo sacerdote romano, que foi chamado pelo meu inesquecível predecessor João XXIII:um sábio de insigne santidade que no seu tempo... dignificou a honra que lhe vinha de pertencer ao clero da primeira diocese da catolicidade... infatigável apóstolo, diretor de consciências, suscitador de entusiasmos santos, magnífico nos múltiplos empreendimentos”.
João  XXIII e corpo incorrupto de Pallotti

         Vicente Pallotti desejava viver em continua e cada vez mais intensa comunhão com Cristo, a tal ponto que queria ser totalmente transformado n’Ele. Costumava repetir muitas vezes esta oração, que nos faz entrever a grandeza do seu coração de cristão e de sacerdote: “Seja destruída a minha vida e que a vida de Jesus Cristo seja a minha vida”
Ele fez próprios os sentimentos de Cristo, o qual desejava ardentemente salvar todos os homens e reconduzi-los ao Pai. No coração sacerdotal de Vicente Pallotti ressoavam as pulsações do coração de Jesus, Bom Pastor, que procura a ovelha tresmalhada.
[...]
Desejaria deter-me ainda num outro aspecto significativo da vida e da atividade apostólica de São Vicente Pallotti, a saber, a sua filial, terna e apaixonada veneração a Maria Santíssima. Grande devoto de Nossa Senhora, ele desejava amá-la infinitamente, se fosse possível, dar-Lhe os títulos mais belos, amá-La com o amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Queria que a própria fundação fosse como que um ato de obséquio a Maria Santíssima, escolhida - com o titulo de “Rainha dos Apóstolos” - como Patrona da Obra, para que Ela obtivesse de Deus todos os dons necessários a fim de que o Apostolado Católico existisse e fosse fecundo na Igreja e se propagasse rapidamente no mundo inteiro, mas de modo especial a fim de que “todos, leigos e eclesiásticos seculares e regulares de qualquer ordem, estado e condição tivessem em Maria Santíssima, depois de Jesus Cristo, o mais perfeito modelo do verdadeiro zelo católico e da perfeita caridade, pois Ela de tal modo se empenhou nas obras da maior glória de Deus e da salvação das almas que, embora não Lhe fosse confiado o ministério sacerdotal, no entanto superou em méritos os Apóstolos, porque mereceu recebê-lo, por ter cooperado sem proporção, acima dos Apóstolos, na propagação da santa fé”.
Seguindo, portanto, de maneira fiel e generosa o exemplo do vosso Santo Fundador, amai a Maria, glorificai-A, invocai Maria, imitai-A!

Fonte: Horizontes Palotinos

sábado, 16 de julho de 2011

Fotos da Ordenação Episcopal de D. Júlio Endi Akamine, SAC















Brasão Episcopal de D. Júlio Akamine



Os adornos externos ao escudo são: o capelo verde (chapéu prelatício) com dois cordões de cada lado do escudo e, na ponta de cada um dos cordões, seis borlas. Cada grau hierárquico é identificado por particularidades artísticas: no caso dos bispos, o chapéu, os cordões e as borlas são todos de cor verde; também a quantidade de borlas e suas posições são próprias dos bispos.

1. Pinheiro sobreposto ao Círculo vermelho e Fundo prata (branco)

É sabido que o Pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) cresce em meio à floresta densa, sobressai sobre a vegetação e estende seus galhos e sua sombra sobre outras árvores. Como o pinheiro não nega a sua sombra, seus frutos e a sua proteção às outras plantas e animais da mata, assim o ministério episcopal deve ser marcado pela dedicação e pelo desvelo do próximo.
O conjunto forma­do pelo Fundo branco (prata) e pelo Círculo vermelho faz alusão ao Japão, terra de origem dos avós de D. Julio. No Japão, eles tinham lido num panfleto: "No Brasil, há uma árvore com frutos de ouro. Basta estender a mão para colhê-los!".
Aqui, eles não encontraram a riqueza prometida. Encontram, porém, outra árvo­re: a árvore da cruz e da vida.  

2. A lamparina acesa e Bíblia aberta

São simbolos do estudo e do ensino: a lamparina é símbolo da ciência o de quem busca o saber; o a Bíblia aberta, na heráldica, significa erudição e ensino. Os símbolos indicam que há uma sagrada circularidade entre o que o Bispo é com os cristãos e o encargo que ele tem frente a eles. "Cada Bispo deve poder repetir como Santo Agostinho: 'Se se considerar o lugar que ocupamos, somos mestres; mas, pensando no único Mestre, somos condiscípulos vossos na mes­ma escola' ( ... ). Aquilo que ouviu e recebeu do coração da Igreja, cada Bispo devolve-o aos seus irmãos, dê quem deve cuidar como o Bom Pastor" (Pastores Gregis, 28; 29).  

3. Cruz do Infinito em fundo azul

A cor azul significa a justiça e o zelo. A Cruz do Infinito, em vermelho (sangue de Cristo) e realçado pelo dourado (nobreza), é formada por dois símbolos matemá­ticos do infinito (Infinito em posição vertical). Esse símbolo foi muito usado por S. Vicente Pallotti em suas anotações espirituais para exprimir os dois polos de seu mundo espiritual: Deus Amor Infinito e o seu anelo insaciável de glorificar Deus
Esses dois polos estão separados ontologicamente e, ao mesmo tempo, unidos pela Misericórdia de Deus. O símbolo do infinito em posição vertical indica tanto o movimento descendente da graça de Deus e quanto o ascendente da glorificação dos cristãos.

Listel e Lema

O listel contém o lema episcopal: Bonum facientes infatigabiles (Não vos canseis de fazer o bem - GI 6,9). Para Deus, nenhuma iniciativa de bem, nenhum ato de bondade e de solidariedade é em vão. O Pai vê e reconhece o bem que realiza­mos por causa de Cristo e em seu nome. O bem que fazemos, mesmo que não seja reconhecido pelos outros, está destinado à glorificação da ressurreição. Crer na ressurreição da carne significa crer que não só daremos, no Pai, o nosso último respiro, mas que nEle encontraremos toda a nossa 
história glorificada e transfigurada na história de Cristo.

Fonte:Deuscaridade (Pe. Valdeci Antonio de Almeida, SAC) 

Veja a Ordenação Episcopal de D. Júlio Endi Akamine, SAC

D. Júlio Endi Akamine, SAC, foi ordenado Bispo Auxiliar da diocese de São Paulo.
A Província São Paulo Apóstolo agradece ao novo bispo pelos trabalhos realizados junto aos palotinos e roga a Deus para que o ilumine neste novo ministério apostólico. Este video foi tirado de: 


fonte: Deuscaridade (Pe. Valdeci Antonio de Almeida, SAC)

Ordenação Episcopal de D. Júlio Endi Akamine, SAC

Foi ordenado, em São Paulo, o primeiro bispo com ascendência japonesa do Brasil. A Catedral da Sé ficou lotada para a cerimônia de ordenação do monsenhor Júlio Endi Akamine, SAC. Nomeado bispo auxiliar do cardeal Dom Odilo Scherer na Arquidiocese de São Paulo.
O primeiro bispo nipo-brasileiro do país nasceu na cidade de Garça, no interior de São Paulo, e tem 48 anos

Dom Julio toma posse como vigário episcopal da região Lapa. Ao lembrar de sua mãe Dom Julio reconheceu o apoio que recebeu dela, Teruco Oshiro Akamine, de quem recebeu muitos conselhos. “Filho, lembre-se, quanto mais você sobe na arvore, mais fino é o tronco e mais forte é o vento”, contou dom Julio. 
A celebração foi acompanhada por representantes da colônia japonesa e de outras religiões orientais, além de inúmeros bispos e arcebispos, além de muitos padres, a maioria da Região Episcopal Lapa, para onde o novo bispo será designado, e padres palotinos, congregação a qual o bispo pertence
Fonte: O GLOBO

domingo, 3 de julho de 2011

Escritos de São Vicente Pallotti

Oferecimento ao coração de Jesus pelas Mãos de Maria (São Vicente Pallotti)



Jesus Cristo, sumo, universal e eterno sacerdote.
         Sou indigno de estar inscrito na milícia eclesiástica, porque sou cinza e pó, um nada.   
Sou mais indigno ainda por que muitas vezes pequei, resisti à vossa graça e abusei de vossa misericórdia. Mas, confortado e movido pela vossa graça – que me concedeste pela intercessão da Mãe de Misericórdia, refúgio dos pecadores e Rainha dos Apóstolos – quero corresponder ao vosso chamado divino.  
         E, para destruir em mim toda indignidade, ofereço ao eterno Pai os méritos do vosso sacerdócio, e vos peço que com a santidade da vossa vida destruais em mim toda minha vida passada, para que a vossa vida santíssima seja minha vida.    
         E assim, santificado por vós, eis-me pronto para oferecer-me todo a vós. Eis o meu coração com todos os seus afetos. Eis a minha alma com suas capacidades. Eis meu corpo com seus sentimentos. Eis todas as minhas coisas. Eu as entrego nas mãos da Mãe de Misericórdia, Maria Santíssima .         
         Eu me despojo de tudo, pois quero que todo o meu eu e todas as minhas coisas sejam vossas, a fim de que vós sejais todo meu para sempre e assim eu viva até a morte cheio do Espírito do vosso eterno sacerdócio.

OO CC XIII, 525-526