Retiro de Consagração 2015 | Guapimirim (RJ)

Durante o período de 26 a 29 de janeiro, a comunidade do Seminário Maior Palotino esteve em retiro em preparação para a Primeira Consagração e Renovação das Promessas. O retiro aconteceu em Guapimirim – RJ, na casa de Postulado, Cenáculo Mãe do Divino Amor. O pregador escolhido foi o Padre Ceslau Zajac SAC, um dos membros fundadores e primeiro superior da missão que deu origem a Região Mãe da Misericórdia (RJ). Com seus 54 anos de sacerdócio e 78 de vida, padre Ceslau enriqueceu o retiro com a sabedoria própria de quem se realizou em sua vocação. E, citando a carta circular aos consagrados e às consagradas “Perscrutai” – onde o Papa Francisco, em sua homilia na festa da Apresentação do Senhor no ano de 2014, comenta o encontro entre a Sagrada Família de Nazaré e os anciãos Simeão e Ana - o próprio lembrou aos jovens consagrados que “na vida consagrada se vive o encontro entre os jovens e os idosos, entre a observância e a profecia. Não as vejamos como duas realidades opostas. Deixemos antes que o Espírito Santo anime ambas, e o sinal disto é a alegria: a alegria de observar, de caminhar numa regra de vida; e a alegria de ser guiados pelo Espírito, nunca rígidos, nunca fechados, sempre abertos à voz de Deus que fala, que abre, que conduz, que nos convida a ir para o horizonte.”       
       
O retiro decorreu através de meditações sobre a vocação humana para amar e perdoar, pregações sobre a vocação sacerdotal, religiosa e palotina. Permeando cada colocação com o tema: “Alegria em ser Palotino”, cujo também é tema da corrente de oração, proposto pelo Secretariado Geral para Formação, que se realiza em toda a Sociedade do Apostolado Católico durante este mês de janeiro. Baseando-se na Carta “Perscrutai” e na Carta apostólica do Papa para Ano da Vida Consagrada, padre Ceslau apontou a busca da máxima docilidade ao Espírito Santo e a contínua de conversão, como os meios para cultivar uma vida feliz dentro de nossa consagração a Deus. Recordando assim, o pensamento de nosso santo fundador, que exortava aos membros do Apostolado Católico: poucos, porém, cheios do Espírito de Deus, a muitos sem Ele. Porque, um só cheio de Deus, seria capaz de um grande bem, mesmo em meio a muitos maus. Nesta linha, o padre Ceslau recordou o exemplo dos Santos da Igreja, em especial os grandes santos dos últimos tempos, como: São Pio de Pietrelcina, São João Paulo II, Beata Teresa de Calcutá, Beata Irmã Dulce dos pobres, entre muitos outros que, à tão pouco tempo e muitas vezes na solidão de quem segue a vontade de Deus, realizaram um grande bem ao mundo. Sabendo da missão profética dos religiosos no mundo atual, o pregador alertou aos jovens consagrados que a missão do profeta é, antes de tudo, ser porta-voz de Deus e não um mero adivinho ou oráculo de desgraças do fim do mundo. A missão dos profetas é falar em nome de Deus – sempre com a vida e, às vezes, com palavras. E, para todos os profetas da história do povo de Deus tal tarefa foi sacrificante, por isso, exortou o padre pregador, “não devemos cair na tentação do desânimo...a situação é dura, mas nós confiamos no Senhor”. Através da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, alertou quanto ao perigo da vaidade e do “mundanismo espiritual, que se esconde por detrás de aparências de religiosidade e até mesmo de amor à Igreja, mas que na verdade busca, em vez da glória do Senhor, a glória humana e o bem-estar pessoal." (cf. 93).

Durante a segunda parte do retiro, abordou-se as seis promessas feitas pelos que se consagram na comunidade palotina (castidade, obediência, pobreza, perseverança, comunhão de bens e espírito de serviço). Baseando-se na Lei SAC e na própria experiência da vida consagrada, o pregador indicou meios para viver bem os compromissos da consagração, tendo como coluna vertebral da vivência diária, a imitação de Cristo casto, obediente, pobre, perseverante e servo, tendo tudo em comum, a exemplo da comunidade primitiva dos fiéis de Jerusalém. O retiro em preparação para a consagração e renovação das promessas foi, sem dúvidas, experiência de aprendizado e um convite ao exame da própria decisão de consagrar-se a Deus como palotino. Com seu testemunho alegre e perseverante de vocação palotina, e sua longa experiência sacerdotal, padre Ceslau nos recordou a Alegria que há no dom de ser consagrado palotino. Pois, como ele mesmo disse: “é uma desgraça quando temos palotinos carrancudos, porém, se não formos capazes de esbanjar sorrisos e alegria, sejamos ao menos serenos”. É esse testemunho que o povo de Deus precisa da vida religiosa: ALEGRIA!




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