sexta-feira, 9 de agosto de 2019

SER AMIGO DE DEUS PARA SER AMIGO DOS OUTROS

A pouco tempo comemoramos o dia do amigo, no dia 20 de julho. Sabemos que a amizade é algo fundamental na caminhada cristã, temos consciência de que o homem é um ser social, de que ele necessita viver em comunidade e que os laços de amizade facilitam essa socialização. Se tivermos uma boa memória, lembraremos daquela passagem dos Atos dos Apóstolos, onde se fala da primeira comunidade dos cristãos, eles eram unidos pelo laço fraterno e colocavam todos os seus bens em comum. Sendo assim, como podemos ser ou ter bons amigos?

Tudo o que procuramos de imediato numa amizade é a confiança, a fidelidade, sem isso não existe amizade. Diz a Sagrada Escritura: “um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro” (Eclo 6, 14). Coisa mais bela numa amizade é essa fidelidade, nem o ouro nem a prata são capazes de comprar um amigo fiel. Esse versículo nos deveria levar a seguinte reflexão: eu sou esse amigo fiel?
Se pararmos um pouco e olharmos a nossa vida, o nosso passado, muito provavelmente descobriremos que muito cobramos dos outros, mas essa mesma cobrança não se aplica a nós. Queremos a todo instante que os outros nos sejam fiéis e guardem sigilo sobre os assuntos mais importantes, mas nós não nos importamos se somos fiéis aos nossos “amigos” ou se guardamos os seus segredos. A fofoca é o veneno que mata a semente da verdadeira amizade. Portanto, o palácio da amizade é construído tendo como alicerce a fidelidade. 
Para sermos bons amigos devemos ser fiéis. Mas quem é verdadeiramente fiel senão Deus? Ele é o único que nunca nos será infiel, Ele nunca nos deixará só. Se somos alguma coisa, o somos porque Deus nos deu a graça. Deste modo, se somos fiéis é porque Deus nos faz fiel. Vemos assim que uma verdadeira amizade deve estar baseada em Deus, Como diria S. Vicente Pallotti: “Deus em tudo e sempre”.

Sendo assim, voltemos a pergunta feita no início deste texto: como podemos ser ou ter bons amigos? Mais uma vez a Palavra de Deus nos responde: “Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme o Senhor, achará esse amigo” (Eclo 6,16). Se tememos ao Senhor, acharemos e seremos um amigo fiel. Mas esse temor não quer dizer ter medo de Deus, mas saber que Ele é o Senhor de nossas vidas e de nossos dias e que sem ele nada podemos fazer. Aquele que tem o Senhor Deus como centro da própria vida encontrará esse tesouro escondido na verdadeira amizade.
Desta maneira, a maior intimidade com o Senhor nos levará a descoberta da amizade verdadeira e quem sabe um dia demostraremos o nosso amor como naquele dia que o Senhor Jesus disse aos seus amigos: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 15, 12-13).

                                                                               
Felipe Batista de Oliveira SAC

terça-feira, 6 de agosto de 2019

SEMINÁRIO NOVO É HISTÓRIA NOVA

UMA IGREJA DE COMUNHÃO: Encontro com os Reitores Maiores Sul-americanos

Dos dias trinta de julho a dois de agosto ocorreu o encontro dos Reitores (Superiores) Maiores Palotinos Sul-americanos. O encontro iniciou com a celebração de bênção da nossa nova casa de formação (Seminário Maior Palotino), situada na Rua Planalto Mineiro, Vila Valqueire, Rio de Janeiro. A bênção foi dada pelo Reitor Geral da Sociedade do Apostolado Católico (Padres e Irmãos Palotinos), Pe. Jacob Nampudakam SAC, que se fez presente. O Reitor do Seminário Palotino, Pe. Daniel Luz Rocchetti SAC, fez uma alocução antes da bênção na qual recordou de todos os benfeitores, jurisdições beneméritas e padres que se empenharam na construção da nova casa de formação.  






Após a bênção ocorreu a Santa Missa de abertura do Encontro e também a Instituição do Leitorato ao confrade Bruno Bauer SAC. Instituído pelo ministério de Leitor o Ir. Bruno deve colaborar na missão confiada por Jesus a sua Igreja, que é anunciar o Evangelho a todos os povos, através desse ofício particular. Pe. Jacob SAC, presidente da celebração, disse em sua homilia que a Igreja Sul-americana possui uma característica muito particular: ser uma Igreja de Comunhão. Como palotinos devemos contribuir para que o aspecto da Igreja de Comunhão seja cada vez mais preservado e promovido, portanto, a nossa Região não deve ser um aglomerado de paróquias ou demais serviços isolados, mas deve viver a identidade comunitária, que já é presente em nosso carisma, porém precisa ser reforçada. 


No fim do encontro, os Reitores ficaram muito agradecidos pela acolhida e alegres por terem conhecido o Rio de Janeiro. Cada um recebeu algumas lembranças de nossa cidade, que levaram para os seus lugares de proveniência. E não parou por ai, nossa casa na outra semana já foi sede do encontro dos Superiores Maiores Palotinos da America do Sul e que terminou de maneira bem reavivante.


 Pe. Jacob Nampudakam SAC ao final do encontro desejou ter um encontro conosco (seminaristas) e se baseou em quatro pontos. Esses quatro pontos tem por função uma amorosa exortação dele para conosco acerca de como devemos observar a vida de palotinos.

1º PONTO: A Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo.
São Vicente Pallotti deixou escrito os 33 pontos fundamentais de nossa Regra. O primeiro ponto é “A regra de nossa mínima congregação é a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, para imitá-lo com humildade e confiança [...]”. Conforme dito pelo Pe. Geral, temos de a cada dia recordar que a Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo é o nosso primeiro passo para nos transformarmos em bons palotinos. Certa vez os primeiros companheiros de Pallotti pediram um estatuto, ele apenas respondeu “tendes o evangelho, basta”, isso deve ser efetivo também para nós hoje.

2º PONTO: Somos Palotinos na Igreja.
Seguindo as palavras do Pe. Jacob, Deus inspirou em São Vicente Pallotti um dom para a Igreja, ele experienciou o Amor Infinito, a Misericórdia Infinita de Deus. A experiência com Deus foi o caminho para Pallotti e também deve ser o nosso. 
Todos nós, chamados por Deus, experimentamos um dia o Amor Infinito. Toda resposta que damos na nossa vocação é uma resposta ao Amor Infinito, será a própria experiência que cada um tem com Deus. Essa resposta é dada no serviço a Igreja, na escuta do grito do povo. O palotino deve ser aquele que ouve os gritos do povo de Deus, da Igreja; e a Igreja deve servir. 
São Vicente foi na Igreja um Apóstolo e Místico. Carecemos sentir no coração o espírito palotino e não abandoná-lo jamais, é esse espírito que caracteriza a nossa presença na Igreja. Portanto, fazer tudo como palotinos, como comunidade palotina para a Igreja.

3º PONTO: Formação.
Um palotino nunca está cem por cento formado. A formação palotina é permanente. Vivenciar os primeiros anos da formação no seminário é fundamental para que, de acordo com sucessor de Vicente Pallotti, possamos alcançar o objetivo cristão e palotino: conformar a nossa vida com a Vida de Jesus Cristo. A nossa meta é ser semelhante a Jesus. Precisamos ser humildes, ter uma vida de sacrifício, sem o espírito de sacrifício não alcançamos o progresso. 
Também é importante fazer justiça na Graça de Deus. A Justiça. É preciso desenvolver em nós a Justiça de Deus. É preciso que sejamos palotinos de grande coração, generosos, bons e justos. A consagração é uma expressão de nossa sincera generosidade e gratidão a Deus.

4º PONTO: Missionariedade.
Por fim, o Garantidor do Carisma Palotino rememorou-nos que temos também uma espiritualidade missionária, pois seguimos a imagem de Jesus Cristo Apóstolo (Enviado) do Eterno Pai, ou seja, somos agentes para a continuidade da Obra de Salvação feita por Jesus. 
A Missão de Jesus Cristo foi compartilhar a vida do Pai. Somos pastores e o povo nos espera, precisamos estar voltados para o povo de Deus, principalmente para os pobres e crianças. Um palotino é feliz quando se dedica a transmitir a Missão de Jesus ao povo. 
É significativo estarmos atentos que não estamos sozinhos, “isolados no Rio de Janeiro”. Ser Palotino-Missionário é notar que estamos em comunidade, a missão engrandece a comunidade. 

Pe. Jacob Nampudakam SAC conclui o encontro dizendo que carecemos fazer tudo com o coração cheio de generosidade; que tudo está relacionado à Graça de Deus e que é necessário dar Glória a Deus oferecendo a ele tudo o que fazemos. A generosidade de coração e graças a Deus!

Ir. Bruno Bauer SAC

e Nov. Rafael Rios



quarta-feira, 24 de julho de 2019

“Começar é de todos; perseverar, de santos”

“Começar é de todos; perseverar, de santos”
Todos gostam de planejar, sonhar e começar, porém poucos perseveram, e aqueles que perseveram até o fim nos seus projetos, sonhos, propósitos e escolhas, são verdadeiros santos. Este pensamento de São José Maria Escrivá (1902-1975)é muito atual, pois ser persistente e perseverante até o fim, no mundo do provisório, do light e do descartável, é uma atitude heroica. Observando as nossas famílias vemos que os nossos jovens, gerações da cultura do provisório, têm pouco interesse pelas uniões estáveis, parece que têm medo de assumir um compromisso que vai exigir deles a fidelidade e perseverança até o fim. Esse é um dos motivos de tão poucos casamentos nas nossas igrejas. Olhamos com admiração um casal jovem que, diante do altar, jura amor, fidelidade e perseverança até a morte os separar. Um outro motivo de tão poucos casamentos na igreja é, provavelmente, o fato de que os jovens entendem a grandeza do sacramento da família, sabem que com as coisas de Deus não se deve brincar, por isso não querem desrespeitar o sacramento e optam somente pela união civil. O medo diante do estável, permanente, sólido e duradouro é presente também no trabalho, no estudo, no relacionamento entre as pessoas, na vida religiosa...

        A história conhece muitos exemplos de homens e mulheres que, com a sua persistência, fizeram verdadeiros “milagres” de arte, de tecnologia, de ciência, de fé. Um deles é Thomas Edison, morto em 1931. Graças a sua perseverança e persistência, requereu a patente de suas 1093 invenções, entre as quais o fonógrafo (gravador de voz)) e a lâmpada elétrica. Acreditava no sucesso do trabalho e da perseverança,dizia que o gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração. “Concluir alguma coisa nos dá a única satisfação verdadeira na vida”, explicava aos seus filhos. A lâmpada incandescente foi inventada no dia 21 de outubro de 1879, depois de 6 mil experiências. A persistência de Thomas Edison nos lembra muito os personagens centrais das parábolas O Amigo importuno (Lc 11,5-13) e O Juiz iníquo (Lc 18, 1-8), contadas por Jesus com o propósito de estimular a perseverança.

     Acredito que o meu leitor, olhando para a sua família, seus filhos, amigos ou comunidade, também encontrará um exemplo de “milagre” de perseverança, de fidelidade e de persistência. Pode ser o seu filho que, com a luta diária, conseguiu se formar, juntar o seu dinheiro. Pode ser os seus pais que, perseverando na alegria e na tristeza, conseguiram construir uma bela família e hoje festejam 50 ou até 70 anos de vida matrimonial. Pode ser Dona Maria ou Seu José que, perseverando na oração, receberam a graça do Senhor.
      Nosso Senhor Jesus Cristo nos exorta à perseverança, dizendo: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 10,22).
São Bernardo de Claravál, no século XII, ensinava: “Não é ao que começa que se oferece o prêmio, mas sim, unicamente, ao que persevera”. E São José Maria Escrivá, que citamos no início do texto, acrescenta: “Que a tua perseverança não seja consequência cega do primeiro impulso, fruto da inércia; que seja uma perseverança refletida”.
Pe. Paulo Kowalczyk,sac

segunda-feira, 17 de junho de 2019

ENCONTRO VOCACIONAL PALOTINO

Aconteceu no dia 16 de junho, Domingo da Santíssima 
Trindade, no Seminário Maior Palotino do Rio de Janeiro o 4º Encontro Vocacional Palotino deste ano. Com a presença de Jovens que estão em busca do discernimento de sua vocação.


Devido a Semana Eucarística, todas as colocações foram voltadas a Eucaristia,  a fim de fazer com que nossos vocacionados meditem a respeito da nossa maior vocação: Amar a Deus. Um amor que engloba também a adoração perpetua ao Deus que se fez homem e todos os dias cumpre sua promessa de que estaria conosco até os fins dos tempos, se fazendo presente do Santíssimo Sacramento. 

Com a cooperação de nossos Noviços Palotinos, os vocacionados foram conduzidos a uma reflexão vocacional em Cristo Jesus presente na Eucaristia, onde encontramos o motivo de nossa vida e vocação. A Eucaristia é o Principio e o Fim de nosso chamado.  A exemplo de nosso Pai e Fundador São Vicente Pallotti, que nos convida com  seu próprio testemunho de vida a buscar todos os dias e em todos os momentos a intimidade com Jesus Eucarístico durante as Celebrações da Santa Missa e nos Sacrários das Igrejas. 

Através de momentos de orações, deserto e partilhas de motivações vocacionais, os vocacionados se ajudam, no espírito de fraternidade, a perceber o que Deus deseja de cada um. 

Rezemos ao Senhor da Messe que envie operários para sua messe e que a Rainha dos Apóstolos, Virgem Santíssima, seja nossa fiel intercessora, para podermos discernir e ter coragem de fazer a vontade de Deus.
" No dia 19 à 21 de Julho, teremos no nosso Seminário Maior Palotino  três dias de convivência  vocacional. 

Venham fazer esta Experiência conosco, confirmando sua presença pelos telefones. (21) 97658 9229 Bruno Bauer SAC, (21) 97197 2467 Felipe Batista SAC."

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Vigília de Pentecostes Palotina

VIGÍLIA DE PENTECOSTES


Na noite do último sábado (08) aconteceu a Vigília de Pentecostes, na paróquia São Roque, promovida pela União do Apostolado Católico (UAC) e Juventude Palotina (JP). A vigília teve início às 19h com a missa da padroeira dos palotinos, Nsa. Rainha dos Apóstolos, presidida pelo reitor do seminário, pe. Daniel Rocchetti SAC.


A vigília teve a presença dos jovens das paróquias palotinas de Niterói, da Maré, de São Roque, Nsa. Medianeira, Santa Isabel e do Santuário da Divina Misericórdia. Os momentos de adoração foram conduzidos por diversos grupos e pastorais (entre eles o grupo das Mães que Oram pelos Filhos, Grupo de Oração da paróquia de São Roque, Catecumenato de Jovens, Aliança de Casais com Cristo, MEJ, etc.) e finalizou com a oração pelas mães, conduzida pelos jovens.

Assim como a Igreja se reuniu no cenáculo em Pentecostes com a Mãe de Jesus para invocar o Espírito Santo, a família Palotina se reuniu neste fim de semana com o mesmo objetivo. A presença do grupo das Mães que Oram pelos Filhos e o momento de oração no final da adoração demonstram o olhar palotino sobre Pentecostes: naquele momento Jesus exalta sua Santa Mãe como Rainha e nós, igualmente, exaltamos nossas mães. 
Outro aspecto interessante é a linguagem Palotina. Em Pentecostes os apóstolos, após receber o Espírito, saem falando em línguas e todos os povos os entendem e conseguem receber o anúncio do Evangelho por meio deles. A vigília, da mesma maneira, falou a linguagem dos mais diversos carismas presentes na Igreja, deixando todos confortáveis na presença de Jesus Eucarístico por toda a noite.


Entre momentos de oração, louvores, exortações e emoções, a vigília teve a inegável presença do Espírito Santo de Deus a todo momento e demonstra, vivamente, o que quer dizer Jesus quando diz:
“Eis aqui minha mãe e meus irmãos.Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”
Mateus 12, 49s

Rainha dos Apóstolos, rogai por nós!
São Vicente Pallotti, rogai por nós!

quinta-feira, 6 de junho de 2019

JUVENTUDE PALOTINA NO MOSTEIRO

CONHECENDO A VIDA MONÁSTICA

“Assim somos nós, semelhantes a uma mudinha de árvore, fora de lugar, além de precisarmos de muito, não dá para viver, mas sobreviver, jamais atingimos a plenitude à qual fomos chamados por Deus: alcançar a estatura de Cristo, como nos diz o Apóstolo aos Efésios: ‘... a medida da estatura da plenitude de Cristo’. Estar no devido lugar, por conseguinte, é imprescindível para crescer e se desenvolver humana e espiritualmente.
Afinal, perguntemo-nos: por que preciso encontrar meu lugar na sociedade, na Igreja, na minha família, enfim, em minha comunidade? Para, simplesmente, ser eu mesmo, como Deus sonhou-me e criou. Isso é vocação. Deus me chama para ser eu mesmo em um preciso lugar”.
É assim que no ano vocacional de 2019, visitamos o Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, para conhecer mais de perto o chamado ao monaquismo e a vida contemplativa.

Na Igreja de Nossa Senhora de Montserrat, a Santa Missa em canto gregoriano nos convida a entrar na espiritualidade monástica, em especial, a beneditina, onde a oração, como pedra fundamental, nos conduz, nos faz crescer, ilumina e nos transforma.A vista do Mirante e do alto do Mosteiro nos fazem perceber e contemplar a beleza da cidade que se misturam as maravilhas de Deus.
O Bispo Dom Jeremias e o Irmão André, que nos guiou nessa visita, nos apresentaram, em pequenas partilhas, o chamado de Deus e a Vida Monástica, seus elementos espirituais e também seus afazeres.
De volta a Igreja, uma apresentação detalhada e histórica de sua estrutura, nos mostram os detalhes na madeira, suas imagens e altares e o coro onde os Monges realizam o Ofício Divino. A capela do Santíssimo Sacramento, de 1795, com sua riqueza de detalhes, nos leva a acolher o ensinamento de São Bento, de procurar a Deus. 
“A espiritualidade beneditina preenche o tempo com a consciência da presença de Deus e a vida monástica nos leva a perceber as maravilhas de Deus que estão ao nosso redor e que devemos convidar a todos a aprender e reverenciá-las.”
E é fazendo nossas as palavras do Papa Emérito Bento XVI, que agradecemos ao Dom Jeremias, ao Irmão André, a todos os monges do Mosteiro de São Bento e demais Mosteiros, por toda a sua entrega a esta vida monástica e pedimos a Deus que os abençoe e renove em cada um o ardente desejo de servir a Deus e ao mundo com a mais poderosa arma da oração.

“Compete, sobretudo, a vós, queridos monges, ser exemplos viventes desta interior e profunda relação com Deus, realizando sem sujeições o programa que vosso Fundador sintetizou no ‘nada antepor ao amor de Cristo’. Consiste nisto a santidade, proposta válida para cada cristão, e mais do que nunca na nossa época, na qual se sente a necessidade de ancorar a vida e a história em firmes referências espirituais. Por isso, queridos irmãos e irmãs, é atual como nunca a vossa vocação e é indispensável a vossa missão de monges”.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

UM GRANDE MAL SILENCIOSO: A PREGUIÇA

Filhos preguiçosos e sem atitude
   Você conhece uma criança preguiçosa, um jovem preguiçoso, um adulto preguiçoso? Você sabe de alguém que não quer tomar atitude, quer tudo na mão, acomodou-se, de um adulto que ainda não cortou o cordão umbilical? Pois, eu conheço e parece-me que isso é um problema social!
      A tradição popular diz que: “A cabeça vazia é a oficina do diabo” e a sabedoria bíblica nos exorta dizendo: “As mãos preguiçosas empobrecem o homem, porém as mãos diligentes lhe trazem riqueza” (Prov.10,4)
“Observe a formiga, preguiçoso, observe os hábitos dela, e aprenda. Ela não tem chefe, nem guia, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento.” (Prov.6,6-8)

“Aos preguiçosos é atirado esterco, só se fala deles com desprezo. O preguiçoso é semelhante a um monte de esterco, todo aquele que o tocar sacudirá a mão”. (Ecl.22,1-2)
“Passei pelo campo de um preguiçoso, e pela vinha de um homem sem juízo: estava tudo cheio de urtigas, o terreno coberto de espinhos e o muro em ruinas. Vendo isso, comecei a refletir e aprendi esta lição: Durma um pouco, cochile mais um pouco, depois cruze os braços para descansar ainda um pouco, e a miséria do vagabundo cairá sobre você, e a indigência o atacará como homem armado”. (Prov.24,30-34)

“Quando ainda estávamos com vocês, nós ordenamos isto: Se alguém não quiser trabalhar, também não coma”. (2Tes. 3,10)
      Aos meus 53 anos de vida,observo que a preguiça de muitos jovens hoje é algo preocupante. Vejo, cada vez com mais nitidez, que é uma geração de pessoas que não tem atitude, quer tudo na mão, quer tudo imediato, com pouco esforço e não consegue lavar nem o prato e o copo que usa. Os pais vivem como eternas babás dos filhos, chamando-os de “princesa” e “príncipe”. Parece-me que estamos produzindo uma geração de preguiçosos! Um filho preguiçoso é resultado de pai e mãe que não têm atitude. Se você é preguiçoso e sem atitude, provavelmente vai ter filhos preguiçosos e sem atitude, pois eles adquirem seus hábitos. Se a sua casa está sempre suja e desarrumada, os seus filhos vão aceitar isso como normal e a deles também será. Se você está constantemente pedindo ajuda aos outros em vez de aprender a trabalhar para conseguir o que precisa, seus filhos vão fazer o mesmo. Coloque na vida dos seus filhos, desde a sua infância, as tarefas, uma vez queninguém aprende coisas básicas da vida aos 20 anos. Ajudar em casa é uma das melhores formas de ensinar as crianças e adolescentes o valor do trabalho, eles devem ser capazes de arrumar a sua própria cama, lavar pratos, dobrar suas roupas, arrumar a casa e muito mais, tarefas básicas. Se os pais fazem tudo para eles, chamam-nos de “princesinha” e “príncipe”, entãoajudam a gerar pessoas preguiçosas e sem atitude. Se você não ensinar a seu filho a trabalhar, se você não for exigente com ele, então haverá problemas. Casamento, por exemplo, não irá para frente, já que o homem não faz nada e a mulher também não. Os filhos não podem ser “rainhas” e “reis” que recebem tudo na mão sem esforço. Amor exagerado traz só problemas para os pais e para os filhos. Sejam exigentes com as suas crianças, deem trabalho para elas, visto que o trabalho edifica efaz-nos mais gente. Não tenha medo de dizer ao seu filho “não” quando pede alguma coisa, porque se você lhe entregar continuamente tudo o que desejar, criará um monstro. Ensina-lhe a lutar pelas coisas, pois só assim irá valorizá-las. 
Jovem,se aqueles que devem exigir de você se omitem no seu dever, então você mesmo exija de si.

Pe.Paulo Kowalczyk,sac