sábado, 29 de abril de 2017

Encontro Vocacional de Abril

          No final de semana passado, dedicado à Divina Misericórdia, ocorreu no Seminário Maior Palotino, o Encontro Vocacional mensal. Tivemos a presença de diversos vocacionados, dentre eles, Alessandro Albert, que partilhará um pouco para nós como está sendo a sua experiência com a Comunidade Palotina.

          “É com grande apreço que me disponho a escrever para este canal. Primeiramente, se faz necessário, agradecer pela acolhedora e atenciosa recepção com a qual me têm prestado essa comunidade religiosa. E é com enorme regojizo, que venho falar um pouco de mim e, enquanto vocacionado, ao longo dos encontros direcionados.
Sendo eu, de família católica, graças a Deus, pude, desde berço, conhecer a sã doutrina que me fora ensinada como alicerce de minha fé. Tal como cristão, recebi os sacramentos segundo as determinações da Santa Madre Igreja. Deste modo, cresci em idade e fé conforme os preceitos de nosso Senhor, ora participando do santo sacrifício, ora em retiros de oração e penitência.
Todavia, assim permaneci até aproximadamente os 25 anos quando,  fui sobrepujar o, mais pelas coisas mundanas  do que as da fé, portanto, o resultado se torna evidente: mergulhei em meio a curiosidades tendo por vistas os contentamentos pueris motivados por ambições desregradas, chegando a frequentar diversas seitas profanas. Contudo, foi mediante atos sacrílegos com a qual me  fora mostrado numa dessas seitas, que Deus me despertou e me fez enxergar o quão grave estado eu me encontrava.
Daí então, pela graça, retornei à Igreja, porém , com um sentimento que me fizera necessariamente pensar profundamente pelo sacerdócio. A partir disso, fui orientado pelo meu pároco a participar de encontros vocacionais. E, assim, pude conhecer a maravilhosa Comunidade Palotina, no Rio de Janeiro. No qual, me tem prestado verdadeiro auxílio por amor e caridade. Trata-se de um lugar concomitante saudável que exala: santidade, organização, amor, amizade, respeito etc...
Sinto-me muito feliz por estar fazendo parte dessa família, desejando ser um seminarista.  Gostaria de agradecer a todos: sacerdotes, seminaristas e vocacionados.”
Desse modo, pedimos a oração de todos pelos vocacionados, para que eles estejam submergidos na graça de Deus e realizem um discernimento profícuo. E Nosso Senhor Jesus Cristo, com a intercessão de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos e Nosso Pai, São Vicente Pallotti, vos inspirem à uma vida de santidade.

sábado, 22 de abril de 2017

Encontro da União do Apostolado Católico

           O dia 21 de abril é um dia de suma importância para a família Palotina. Nesta data, no ano de 1795, comemorou-se o nascimento de Nosso Santo Fundador, São Vicente Pallotti. E que este ano, os palotinos da Região Mãe da Misericórdia - RJ comemora com muita alegria.
          O nosso tradicional encontro da União do Apostolado Católico (UAC) é uma grande festa da unidade. Dia em que se reúne leigos, irmãs, irmãos e padres palotinos, como uma verdadeira Família Palotina.
          Este ano, este encontro realizou-se no Seminário Maior Palotino - Vila Valqueire - RJ. Tivemos a presença dos membros da UAC das comunidades palotinas do Rio de Janeiro, Niterói e Itaperuna. Assim como, também, os formandos, padres e nosso Superior Regional, Pe. Estevão.
          O tema base deste encontro foi "Re-avivar,  Re-acender, Re-começar e Ressuscitar." Quem esteve a frente desta formação foi o Pe. Daniel Rocchetti SAC. No qual buscou sublinhar:
"Como se lê no art. 1º do Estatuto Geral, "a União do Apostolado Católico, dom do Espírito Santo, é uma comunhão de fiéis que, unidos a Deus e consigo, segundo o carisma de São Vicente Pallotti, promovem a corresponsabilidade de todos os batizados de reavivar a fé, de reacender a caridade na Igreja e no mundo e de levar todos à unidade em Cristo."
          Pe. Daniel incutiu nos membros o ardor de viver o carisma palotino em nossas realidades atuais. E apresentou quatro pontos de como viver este carisma: rezar, formar, missionar e celebrar.

          Este encontro ainda prosseguiu com a celebração da Santa Missa, no qual, um novo membro realizou o seu ato de compromisso na União do Apostolado Católico (UAC), Sr. Antonio Denis. E os demais membros realizaram a renovação das suas promessas, reafirmando o compromisso de santificar a sua própria alma e as dos próximos.

          Louvamos e bendizemos a Deus por este belo dia de graça que nos concedeu. De vivermos como uma verdadeira Família Palotina, momentos de oração, formação, testemunho e partilha. Agradecemos a presença de todos, que Deus abençoe a cada um. E Ele seja a recompensa de vocês por pertencer essa família e cooperar na obra de São Vicente Pallotti.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Música: o Amor de Deus que rompe o tempo, toca os corações e eleva a alma.




           Não fomos criados para vivermos sozinhos, mas para vivermos uma união com o próximo, tal qual é a união de Jesus com o Pai. Esta união nasce, quando o amor de Cristo se comunica e nos impele a anunciar o Evangelho com aquilo que temos e somos.
          A música é um poderoso instrumento de evangelização, sobretudo nos dias atuais, com a explosão das mídias digitais. Quem nunca ouviu música "Acaso Não Sabeis" da Colo de Deus, no Spotify/ YouTube? Ou recebeu a música certa, na hora certa, de um amigo, de um(a) amigo(a) pelo Whats App?

      Com melodia a mensagem chega rápido, entendemos logo o recado! Nos reconhecemos naquela letra que parece contar exatamente a nossa história. Existem músicas que marcam nossas vidas, tocam nossas feridas, eternizam momentos e rompem o tempo.
        A música tem o poder de unir o mundo todo em um só coro, como testemunhamos na JMJ em 2013 aqui no Rio. Éramos 4 milhões de representantes do mundo inteiro, cantando e provando aos que tinham ouvidos, que Cristo Vive!
        Deus se usa da música para ultrapassar fronteiras físicas e espirituais, para derrubar as muralhas dentro de nós e romper as barreiras que, insistentemente, colocamos entre nós e Ele. A música nutrida da verdade, que é Deus, não tem fronteiras! Deus, em sua infinita sabedoria, fez dos nosso ouvidos órgãos involuntários, de portas sempre abertas por onde Ele passa, por meio das canções.
        Às vezes parece que a música hoje em dia se tornou um negócio, inclusive no meio Cristão. Gravam-se as músicas que "vendem", cantam aquilo que o povo quer ouvir e não o que Deus lhes deseja falar, ou não vivem aquilo que cantam.
Grandes gravadoras, shows faraônicos que custam milhares de reais, público eufórico que paga para ver o artista ao invés de ir para se encontrar com Jesus, o verdadeiro autor de toda arte.
       Quantas e quantas vezes, nós músicos, nos esquecemos disso, crescemos para nós mesmos para tentar diminuir Deus - em vão - e a graça a nós confiada, dá lugar a vaidade? Vaidade que começa quando esquecemos que somos semente instrumentos nas mãos de  Deus - o maior erro do músico cristão.
        Reflitamos: Quantas vezes vou à Santa Missa e dou mais importância a música, se será bem tocada ou não, do que ao Sacrifício de Jesus no Altar? Quantas vezes esqueço que dentro igreja não é um local de ensaio/conversa, mas de oração?
Quantas vezes toco músicas, na Santa Missa, baseadas apenas no meu gosto musical, sem me importar com a liturgia? Será que, realmente, estou dando o meu melhor à Deus?
        Deus fala conosco no simples e intimamente, na maioria das vezes, naquela adoração voz e violão na nossa paróquia, no salmo entoado com piedade na Santa Missa, naquela música de Ação de Graças que sela perfeitamente a homilia do Padre.
Todavia, Deus nos concede dons gratuitamente, porque ama ardentemente o seu povo e confia a missão que os anjos tem no céu, a nós músicos aqui na terra. Antecipando para todos nós o que haveremos de fazer na eternidade: entoar louvores ao Senhor Nosso Deus.
        Como músicos Católicos devemos, a todo momento, converter nossos corações, lembrar-nos de que nada somos e imitar a Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia, que se dá de graça e em silêncio, "Ad Infinitam Dei Gloriam"¹.

No doce amor de Jesus e Maria, Tammy Takamoto.

¹: "Para infinita Glória de Deus" São Vicente Pallotti





terça-feira, 4 de abril de 2017

Sei que terei mais...


          Neste último sábado (01), os formandos palotinos da Região Mãe da Misericórdia – RJ, se reunião no “Cenáculo Mãe do Divino Amor” em Guapimirim para realizar o retiro mensal.

          Obtivemos a graça de ter o nosso confrade, Pe Daniel como pregador deste retiro. No qual nos propôs como tema a ser meditado a seguinte frase de nosso fundador, São Vicente Pallotti: “Meu Deus, eu te peço mais; eu te peço a graça de que o meu entendimento esteja sempre ocupado em conhecer-te melhor e que o meu coração esteja sempre ocupado em experimentar o teu amor e tua compaixão.”

          Pe Daniel nos fez refletir, a partir desta frase de nosso fundador, características próprias do santo que servem de exemplo aos seus herdeiros. No carisma palotino, não temos a possibilidade de chegarmos ao final, a um ponto último, acabado. Pelo contrário, São Vicente nos convida a almejar mais, querer sempre mais, somos incompletos, somos homens sedentos, que buscam a Deus constantemente, nunca estamos preenchidos, satisfeitos totalmente.

          Em um segundo aspecto, tivemos como pano de fundo a espiritualidade quaresmal. Deste modo, destaca-se o Evangelho de São João. Este, um pouco mais diferente dos sinóticos, ensina-nos a revelação do Cristo e como devemos prosseguir como seus discípulos. São João escolhe a dedo 7 milagres. Sinais estes que revelam tanto a identidade do Cristo como a de seus seguidores. São João tem uma característica peculiar entre os demais evangelistas. Ele possui um olhar criterioso, um olhar de águia (por isso, que o animal representativo a este evangelista é a própria águia). São João nos apresenta em seus escritos um olhar profundo sobre as atitudes de seu Mestre, nos apresentando detalhes que nos acresce profundo teor espiritual.

          Com isso, Pe Daniel destacou três episódios muito significativo nos escritos joaninos: O encontro de Jesus com a Samaritana, a cura do cego de nascença e a Ressureição de Lázaro. Em cada um desses evangelhos, foram esmiuçadas e ressaltadas suas características peculiares. E ainda mais, naquilo que Deus falou em cada um de nossos corações. Por fim, vale ressaltar as três atitudes realizadas pelos respectivos personagens desses relatos ao ter um encontro pessoal com Jesus, ou ainda, a partir de ter professado a fé: o anúncio, a adoração e a liberdade de vida em Cristo.
          Nós louvamos e agradecemos por todas as graças derramadas durante este retiro. A alegria de ter conosco nosso confrade, Pe Daniel, partilhando seus conhecimentos e suas experiências com Nosso Senhor Jesus Cristo. Incutindo em nós o desejo de buscar cada vez mais a experiência com o infinito amor de Deus. Este retiro foi um momento fecundo de intimidade com Deus, formação e fraternidade.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Eis o tempo de conversão - “Arrependei-vos, por que está próximo o Reino dos Céus” (Mt 4, 17)

“Eu reconheço que sou frágil pecador!  E o  que fazer para ter uma verdadeira conversão?"              
Pela infinita Glória de Deus, estamos celebrando o tempo da Quaresma, que é o grande Retiro Espiritual que Nosso Senhor Jesus Cristo, o Apóstolo do Eterno Pai vivenciou antes do cume de sua missão aqui na terra, que foi a sua morte na Cruz em favor de nossa salvação! “Pela vossa Santa Cruz remiste o mundo”.

                Pela prática do jejum e oração tentamos deixar o Eu pessoal, para permitir Deus agir em nossa natureza humana, com o intuito de verdadeiramente obter a conversão.                 Dentro deste grande retiro, o povo de Deus vai em busca  do confessionário em preparação da Páscoa do Senhor. O Sacramento da confissão é de cura, por recebermos o perdão de nossos pecados.
Na pessoa do sacerdote, Cristo Jesus se faz presente, e em nome dele recebemos a absolvição.

Reconciliado com Deus pela confissão, não quer dizer que estou convertido. Ir ao confessor é muito fácil, a dificuldade está em buscar a conversão. É necessário o desejo de  mudança e prática das virtudes. Eu me pergunto muitas vezes, o porquê de eu sempre confessar os mesmos pecados e automaticamente vem a resposta: É por que ainda não busquei a Conversão! Deus me perdoa sempre, mesmo eu caindo novamente! Mas, eu tenho que fazer a minha parte. Percebo em mim que falta esta parte, que é o desejo de lutar: “metanóia”, por isso confesso os mesmo pecados.  A conversão é quando eu tenho a capacidade de dizer NÃO ao pecado.

 
Eu reconheço que sou frágil pecador!  E o que fazer para ter uma verdadeira conversão?
Busco o exemplo de meu Pai e fundador, São Vicente Pallotti, que antes de qualquer ação se perguntava como que Nosso Senhor Jesus Cristo faria isso. Quando Jesus, que foi conduzido pelo Espírito Santo para o deserto, ele
  repreende  o tentador com as Sagrada Escritura.
Mas Jesus respondeu: ‘Está escrito...’”(Mt. 4,4) . Todas as vezes que foi tentado por Satanás, Jesus mostrou o que é de fato a Verdade, e não ia se iludir com as palavras sedutoras do tentador.
                O conhecimento da Palavra de Deus me dá auxílio na busca de uma verdadeira conversão. É na Sagrada Escritura que encontro a Verdade. Se tivermos conhecimento destas palavras, somo capazes de perceber que o pecado não é tão bom como pensamos ser. O pecado traz uma “falsa felicidade no momento” que veda os nossos olhos para contemplar a Felicidade eterna e verdadeira, que é estar em Deus. Oferta a Deus um desejo por amor a Ele, é de uma alegria verdadeira.

 5 dicas para trilhar bem este grande retiro é :
 *Buscar com humildade o sacramento da confissão, reconhecendo que é de fato um pecador e deseja fugir das ocasiões de pecado;
*Buscar
  com espírito de oração as Sagradas Escrituras, para ter conhecimento das coisas de Deus;
*Buscar a Santíssima Eucaristia, como alimento espiritual que é o Próprio Cristo Jesus.
*Buscar a Devoção a Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe;
*Buscar estudar o catecismo da Igreja;
*Buscar oferecer a Deus os desejos, por amor.

Somos todos remidos pelo sangue de Cristo, o que falta agora e fazermos a nossa parte. Para tornarmos pessoas novas em Cristo Jesus. Senhor, dai- nos a graça
  de permanecer no teu amor!  Boa Quaresma a todos!
Bruno Bauer SAC 

sexta-feira, 24 de março de 2017

Encontro Vocacional de Março

          No último final de semana, dias 18 e 19, aconteceu o nosso segundo encontro vocacional do ano de 2017. Deu-se início com uma oração e logo após fomos para o primeiro momento: O Noviço Felipe nos testemunhou seu período de discernimento vocacional, nos alertou das dificuldades da vida religiosa, mas ao mesmo tempo nos encorajou mostrando que Deus se fez presente em suas crises e não o deixou.
          


          No início da noite, celebrarmos a Santa Missa presidida pelo reitor do Seminário Padre Gilmar SAC. Ao término da Santa Missa, fomos diretamente celebrar a Paixão de Cristo, meditando a Via-sacra, usando a mesma fórmula de Nosso Santo Fundador, São Vicente Pallotti. Em seguida, nos alimentamos e tivemos um momento de convívio comunitário com a participação dos seminaristas e logo após fomos dormir.
          





No dia seguinte, já no despertar, celebramos a Santa Missa do 3° Domingo da Quaresma. Neste último dia de encontro tivemos duas colocações de nossos orientadores vocacionais, os seminaristas Bruno Bauer SAC e Marcelo Rodrigues SAC. O seminarista Marcelo nos exortou sobre a Quaresma como tempo de mudança e conversão. Em seguida, trabalhamos a vocação como dom de Deus, com o seminarista Bruno Bauer.
           Finalizamos o encontro com uma partilha entre os vocacionados, que nos fez digerir melhor tudo o que foi tratado no encontro e em seguida o almoço.

Igor Sales
(Vocacionado)

domingo, 19 de março de 2017

Degraus que levam a Deus


          Nesta última quarta-feira (15), tivemos em nosso Seminário a presença de nosso confrade, Pe. Tadeu Domanski. Ele foi designado para a função de diretor espiritual de nosso seminário, e este foi o nosso primeiro encontro de 2017.

          A Ratio Institutionis da Sociedade do Apostolado Católico nos diz sobre o Diretor Espiritual:  
"O Diretor Espiritual tem a tarefa de estar à disposição dos candidatos para aconselhá-los e orientá-los na vida espiritual e para ouvi-los de confissão sacramental. E para isso, mediante contatos pessoais e apropriadas instruções, ele deve 'iluminar, regrar, santificar, aperfeiçoar', isto é, ajudar os candidatos a discernir os caminhos do progresso espiritual e fazer com que progridam no conhecimento e no amor para com o Fundador e a sua Obra."
          E ainda prossegue sobre a direção espiritual:
" Seguindo a tradição dos primeiros padres do deserto, dos fundadores das famílias religiosas e do nosso santo Fundador, em assunto de disposições para a direção espiritual, (...) Esta direção espiritual, que 'não poderá ser substituída por descobertas psicopedagógicas', deverá ser favorecida com a disponibilidade das pessoas competentes e qualificadas. As principais responsabilidades da direção são: Deus; nutrir a vida deles com sólida doutrina e prática da oração; ajudar a avaliar o caminho percorrido; tornar conhecido e amado o carisma palotino e levar a redescobrir a beleza e a paz do Sacramento da Penitência."
          Pode-se observar a figura de São Vicente Pallotti nesta mesma função, diretor espiritual. São Vicente reconhece a forte importância da formação do clero. O progresso espiritual é de grande necessidade dos tempos para a salvação das almas. Para reavivar a fé e reacender a caridade é preciso que “seja edificante pela doutrina e pela plenitude do espírito verdadeiramente evangélico e apostólico”.

          Pallotti aceitou o cargo de diretor espiritual em diversos seminários. Ele acostumava aconselhar deste modo os seminaristas: “não tenham tanta pressa de chegar à S. Ordenação, porquanto tendes grande necessidade de adquirir santidade e doutrina”. Segundo São Vicente, o Sacramento da Reconciliação é um instrumento de suma importância para o progresso espiritual, com isso, dedicou-se grande parte de seu ministério para com este apostolado.
          Outro ponto que Pallotti destaca sobre a direção espiritual é a humildade. Esta virtude é sublime neste encontro, nosso Fundador ressalta que não somente o diretor ensina, mas também, aprende. O diretor não se pode encontrar em um lugar de superior, somente, ele deve ser um acompanhante acompanhado. Isto significa que tanto o diretor, quanto o dirigido são capacitados a um crescimento mútuo.
          A direção espiritual é um crescimento paulatino, acontece aos poucos, por etapas. Com isso, é importante a avaliação de tal crescimento, para que não regrida no progresso espiritual, para que todo o caminho já percorrido não seja em vão e se tenha a perca de tempo. Para Pallotti, era muito claro a função da direção espiritual, seu cerne era discernir, encaminhar o dirigido e não fazer as coisas no lugar deles. Em suma, a identidade da direção de São Vicente consistia na oração. Esta era o conteúdo para a cooperação na santificação das almas.
          Aprendamos com o nosso Fundador e reconhecemos a importância na dedicação de orientar a nossa alma. Acolhemos com muita alegria o novo diretor espiritual de nossa casa de formação, Pe. Tadeu Domanski. Desejamos que os dons do Espírito esteja contigo para que tenhas todas as graças necessárias para este novo apostolado a ele confiado.