terça-feira, 11 de abril de 2017

Música: o Amor de Deus que rompe o tempo, toca os corações e eleva a alma.




           Não fomos criados para vivermos sozinhos, mas para vivermos uma união com o próximo, tal qual é a união de Jesus com o Pai. Esta união nasce, quando o amor de Cristo se comunica e nos impele a anunciar o Evangelho com aquilo que temos e somos.
          A música é um poderoso instrumento de evangelização, sobretudo nos dias atuais, com a explosão das mídias digitais. Quem nunca ouviu música "Acaso Não Sabeis" da Colo de Deus, no Spotify/ YouTube? Ou recebeu a música certa, na hora certa, de um amigo, de um(a) amigo(a) pelo Whats App?

      Com melodia a mensagem chega rápido, entendemos logo o recado! Nos reconhecemos naquela letra que parece contar exatamente a nossa história. Existem músicas que marcam nossas vidas, tocam nossas feridas, eternizam momentos e rompem o tempo.
        A música tem o poder de unir o mundo todo em um só coro, como testemunhamos na JMJ em 2013 aqui no Rio. Éramos 4 milhões de representantes do mundo inteiro, cantando e provando aos que tinham ouvidos, que Cristo Vive!
        Deus se usa da música para ultrapassar fronteiras físicas e espirituais, para derrubar as muralhas dentro de nós e romper as barreiras que, insistentemente, colocamos entre nós e Ele. A música nutrida da verdade, que é Deus, não tem fronteiras! Deus, em sua infinita sabedoria, fez dos nosso ouvidos órgãos involuntários, de portas sempre abertas por onde Ele passa, por meio das canções.
        Às vezes parece que a música hoje em dia se tornou um negócio, inclusive no meio Cristão. Gravam-se as músicas que "vendem", cantam aquilo que o povo quer ouvir e não o que Deus lhes deseja falar, ou não vivem aquilo que cantam.
Grandes gravadoras, shows faraônicos que custam milhares de reais, público eufórico que paga para ver o artista ao invés de ir para se encontrar com Jesus, o verdadeiro autor de toda arte.
       Quantas e quantas vezes, nós músicos, nos esquecemos disso, crescemos para nós mesmos para tentar diminuir Deus - em vão - e a graça a nós confiada, dá lugar a vaidade? Vaidade que começa quando esquecemos que somos semente instrumentos nas mãos de  Deus - o maior erro do músico cristão.
        Reflitamos: Quantas vezes vou à Santa Missa e dou mais importância a música, se será bem tocada ou não, do que ao Sacrifício de Jesus no Altar? Quantas vezes esqueço que dentro igreja não é um local de ensaio/conversa, mas de oração?
Quantas vezes toco músicas, na Santa Missa, baseadas apenas no meu gosto musical, sem me importar com a liturgia? Será que, realmente, estou dando o meu melhor à Deus?
        Deus fala conosco no simples e intimamente, na maioria das vezes, naquela adoração voz e violão na nossa paróquia, no salmo entoado com piedade na Santa Missa, naquela música de Ação de Graças que sela perfeitamente a homilia do Padre.
Todavia, Deus nos concede dons gratuitamente, porque ama ardentemente o seu povo e confia a missão que os anjos tem no céu, a nós músicos aqui na terra. Antecipando para todos nós o que haveremos de fazer na eternidade: entoar louvores ao Senhor Nosso Deus.
        Como músicos Católicos devemos, a todo momento, converter nossos corações, lembrar-nos de que nada somos e imitar a Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia, que se dá de graça e em silêncio, "Ad Infinitam Dei Gloriam"¹.

No doce amor de Jesus e Maria, Tammy Takamoto.

¹: "Para infinita Glória de Deus" São Vicente Pallotti





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